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Title: Resiliência e promoção da saúde: as percepções e práticas de profissionais de saúde da estratégia saúde da família na atuação com crianças, adolescentes e suas famílias
Authors: Souza, Fernanda Abreu Mangia de
metadata.dc.contributor.advisor: Berger, Sonia Maria Dantas
metadata.dc.contributor.members: Berger, Sonia Maria Dantas
Mascarenhas, Monica Tereza Machado
Assis, Simone Gonçalves de
Freire, Maria Martha de Luna
Issue Date: 2019
Citation: SOUZA, Fernanda Abreu Mangia de. Resiliência e promoção da saúde: as percepções e práticas de profissionais de saúde da estratégia saúde da família na atuação com crianças, adolescentes e suas famílias. 2019. 170 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2019.
Abstract: A Estratégia Saúde da Família (ESF) traz a noção de territorialidade das atividades de saúde, colocando como desafio pensar de que modo ocorrem as propostas de atenção psicossocial na Atenção Primária em Saúde (APS), visto que são estas equipes que desenvolvem, primeiramente, ações de suporte em seus territórios de referência. O objetivo deste estudo foi investigar as percepções e práticas dos profissionais de saúde que podem contribuir para a superação das adversidades na área psicossocial enfrentadas por crianças, jovens e suas famílias na atenção primária. Essa capacidade de superação foi discutida a partir do conceito de potencial de resiliência, considerado um processo dinâmico e indissociável da trajetória do sujeito. Partiu-se do pressuposto de que os profissionais da ESF podem atuar como tutores de resiliência. Por meio de metodologia qualitativa de pesquisa, foi realizado um estudo de caso em uma unidade de Saúde da Família do município de Itaboraí – RJ. Foram utilizadas observação e entrevistas semi-estruturadas, seguindo a análise de conteúdo de Bardin. Os resultados apontam que o termo resiliência é desconhecido para quase metade dos entrevistados. As principais situações psicossociais citadas foram violência doméstica, uso de álcool e outras drogas, violência urbana, conflitos familiares e falta de apoio da família, pobreza e falta de recursos financeiros e, casos de abuso sexual infantil e incesto. A família, a escola e os serviços de saúde são reconhecidos como uma rede de apoio que deve ser fortalecida e estão relacionados à resiliência quando se constituem em ambiente incentivador, protetivo e seguro. A religião também influencia no modo de superação das dificuldades das famílias, que sofrem com a precarização do trabalho e da vida, assim como a inserção do jovem em projetos que estimulem sua participação na comunidade, que, com isso, passa a ser protetora. Em alguns momentos a equipe pareceu ser capturada pelas rotinas técnicas e burocráticas sob a lógica de uma assistência centrada na marcação de consulta e, ainda orientada pela hegemonia do paradigma biomédico, prejudicando a prática da educação em saúde. Foi possível conhecer a rotina da equipe e sua função, discutindo sobre questões de gênero, sobrecarga de trabalho, formação e valorização profissional, além de identificar possibilidades e dificuldades na atuação junto às famílias no território. Conclui-se que dar voz aos profissionais da ESF permitiu uma visão ampliada sobre o trabalho desempenhado e revelou atributos que podem ser valorizados em seu dia a dia, como vínculo, acolhimento e integralidade nos cuidados a essas famílias. A ação dos profissionais de saúde tem um papel crucial na promoção da resiliência, funcionando tanto como mecanismo de proteção como de apoio social. Nesse contexto, profissionais imbuídos da noção de resiliência na prática em saúde, a partir da concepção de que ela pode ser incentivada e reforçada desde a infância, podem contribuir para a prevenção de agravos e promoção da saúde. Porém, é primordial garantir a educação permanente para que se sintam mais preparados e seguros para intervir, orientados pela intersetorialidade, equidade e participação social, entre outros princípios e diretrizes do SUS, articulando redes de proteção social e assistência no âmbito das políticas públicas que garantem direitos e qualidade de vida às crianças, adolescentes e suas famílias
metadata.dc.description.abstractother: The Family Health Strategy (FHS) brings the notion of territoriality of health activities, posing as a challenge to think about how the proposals for psychosocial care in Primary Health Care (PHC) occur, since it is these teams that develop, first, support actions in their reference territories. The objective of this study was to investigate the perceptions and practices of health professionals that can contribute to overcoming the adversities in the psychosocial area faced by children, youth and their families in primary care. This capacity of overcoming was discussed from the concept of resilience potential, considered a dynamic process and inseparable from the trajectory of the subject. It was assumed that FHS professionals can act as tutors of resilience. Through a qualitative research methodology, a case study was carried out at a Family Health unit in the city of Itaboraí - RJ. Observations and semi-structured interviews were used, following the Bardin content analysis. The results indicate that the term resilience is unknown for almost half of respondents. The main psychosocial situations cited were domestic violence, use of alcohol and other drugs, urban violence, family conflicts and lack of family support, poverty and lack of financial resources, and cases of child sexual abuse and incest. Family, school, and health services are recognized as a supportive network that must be strengthened and are related to resilience when they are in a supportive, protective and secure environment. Religion also influences the way of overcoming the difficulties of families, who suffer from the precariousness of work and life, as well as the insertion of young people in projects that stimulate their participation in the community, which in turn becomes protective. At times the team seemed to be captured by the technical and bureaucratic routines under the logic of an assistance centered in the appointment of consultation and still guided by the hegemony of the biomedical paradigm, harming the practice of health education. It was possible to know the routine of the team and its role, discussing gender issues, work overload, training and professional valorization, as well as identifying possibilities and difficulties in working with families in the territory. It is concluded that giving a voice to the professionals of the FHS allowed an extended view on the work performed and revealed attributes that can be valued in their day to day, as a bond, reception and integrality in the care of these families. The action of health professionals plays a crucial role in promoting resilience, functioning both as a protection mechanism and as social support. In this context, professionals imbued with the notion of resilience in health practice, from the conception that it can be encouraged and reinforced from childhood, can contribute to the prevention of health problems and health promotion. However, it is essential to guarantee permanent education so that they feel more prepared and safe to intervene, guided by intersectoriality, equity and social participation, among other principles and guidelines of the SUS, articulating social protection networks and assistance in the scope of public policies that guarantee rights and quality of life for children, adolescents and their families
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/10013
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