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Title: O francês como veículo da ciência: situação das línguas e análise do gênero resumo de artigo
Authors: Ribeiro, Gabriela Expedita Amaral
metadata.dc.contributor.advisor: Pereira, Telma Cristina
metadata.dc.contributor.members: Windle, Joel
Sousa, Renato Venancio Henriques de
Issue Date: 17-Sep-2018
Abstract: Este trabalho investiga a escrita em resumos de artigo em francês, a partir do conceito de gênero textual trabalhado pela corrente sociorretórica, em cinco subdisciplinas da Linguística (Sociolinguística, História das Ideias Linguísticas, Estudos do Discurso, Estudos da Cognição e um conjunto de disciplinas interessadas principalmente com a descrição do Sistema). Esse estudo foi conduzido pensando no seu potencial de aplicação para a compreensão e produção de resumos em francês, todavia é o inglês que tem ocupado a posição preferencial para a publicação internacional de artigos. Diante dessa situação, somos chamados a apontar a pertinência de se investigar o francês bem como de propô-la como língua de publicação. A investigação toma, então, a forma de uma dupla interrogação: um levantamento que possa situar os problemas do usos das línguas na ciência e que permita examinar a pertinência em se usar o francês, e uma análise textual com potencial didático. Partimos dos modelos de distribuição hierárquica das línguas elaborados por De Swaan (1993, 2001), Calvet (1999) e Hamel (2013) para abordar a veiculação do conhecimento científico. Apontamos aspectos que contribuem para a restrição no número de línguas na ciência e que mobilizam grande número de pesquisadores a adotar uma postura monolíngue. Em especial tratamos dos indexadores na fomentação a esse monolinguismo. Observamos no indexador padrão Web of Science uma super-representação de títulos em inglês e sobretudo de títulos americanos e britânicos, mesmo considerando apenas as produções em inglês. Em contraste, o indexador DOAJ mostra uma distribuição mais variada para o número de línguas, bem como se vê a importante presença do espanhol, do português e em menor medida do francês para a publicação em livre acesso. Quando se considera a produção por países no DOAJ há fraca presença dos Estados Unidos. Aparentemente as práticas do mercado editorial desse país, de caráter eminentemente proprietário, resultam em uma baixa presença no indexador DOAJ, de acesso livre. Essa primeira análise lista problemas que as propostas plurilíngues devem enfrentar. Diante das concentrações de línguas e poderes, esse levantamento oferece uma justificativa para a escrita plurilíngue e então partimos do uso das línguas para a ciência para o exame da linguagem científica em francês. Para o segundo aspecto da pesquisa, partimos das recomendações de alguns manuais de redação em língua francesa. Em seguida, verificamos como se manifesta efetivamente a escrita do gênero resumo. Aplicamos o modelo de análise em movimentos retóricos, desenvolvido por Swales (1990), Santos (1995) e Swales e Feak (2009) a 76 resumos. Os resultados apontam ao mesmo tempo para uma concordância com padrões gerais descritos nos manuais e característicos, mas não exclusivos, dos textos anglófonos da ciência experimental, todavia identificamos organizações textuais mais vivas que as prescrições de manuais e mobilizadoras de diferentes estratégias, segundo os movimentos que usam ou omitem, posições que ocupam, e notavelmente as disciplinas em que se situam. Encontramos também em uma das disciplinas um padrão dissertativo que não pode ser explicado pelo modelo adotado. O texto aponta a necessidade de uma análise esclarecida da situação das línguas e partir das comunidades científicas para avaliar corretamente suas práticas linguageiras, seja no nível textual ou sociolinguístico
metadata.dc.description.abstractother: This work analyzes the research article abstract, based on the concept of genre as conceived by the sociorhetoric field, in five sub-disciplines of Linguistics (Sociolinguistics, History of Linguistic Ideas, Discourse Studies, disciplines concerned by cognition or psycholinguistic aspects of language, and disciplines concentrated on the description of language systems). This study was conducted considering its potential application to reception and production of abstracts, nevertheless in the current context English has occupied the preferred position for the international publication of articles. Faced with this situation, we are called to justify the investigation of French as well as to propose it as a language of publication. The investigation then takes the form of a double interrogation: a survey that can situate the problems of the use of languages in science and that allows to examine the pertinence in using French, and a textual analysis, with didactic potential. We start from the hierarchical models for the distribution of languages developed by De Swaan (1993, 2001), Calvet (1999) and Hamel (2013) to address the dissemination of scientific knowledge. We point out aspects that contribute to the restriction in the number of languages in science and that mobilize large numbers of researchers to adopt a monolingual stance. In particular we deal with the indexing data bases in the promotion of this monolingualism. We observe in the standard indexer Web of Science a over-representation of periodical titles in English and especially of American and British publications, when considering only English publications. In contrast, the DOAJ index shows a more diverse distribution for the number of languages, as well as the important presence of Spanish, Portuguese and, to a lesser extent, French for Open Access. When considering the publications by country in the DOAJ there is a weak presence of the United States. Apparently, the eminently proprietary editorial market practices of this country result in a low presence in the DOAJ index, which is an open access only indexer. This first analysis lists problems that plurilingual approaches must address. Faced with concentrations of languages and powers, this survey offers a justification for plurilingual writing, and then we pass from the analysis of the use of languages for science to the examination of scientific language in French. For the second aspect of the research, we start considering the recommendations of some handbooks of scientific French. Next, we verify how the writing of the abstract genre is effectively manifested. We applied the analysis model in rhetorical movements, developed by Swales (1990), Santos (1995) and Swales and Feak (2009) to 76 abstracts. The results point at the same time to an agreement with the general patterns described in the handbooks, characteristic but not exclusive of the Anglophone texts of experimental science, however we identify textual organizations that are more vivid than the prescriptions and mobilizing different strategies, according to the movements that are used or omitted, the positions they occupy, and specially the disciplines in which they stand. We also find in one of the disciplines texts in a linked organization of the parts instead of a modular pattern which can not be explained by the adopted model. The text points to the need for an informed analysis of the situation of languages and to start from the scientific communities in order to correctly evaluate their linguistic practices, whether at the textual or sociolinguistic level
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/10302
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