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Title: Perfil epidemiológico de gestantes com HIV positivo e a transmissão vertical em um hospital municipal de Niterói
Authors: Campos, Danielle Pinheiro
metadata.dc.contributor.advisor: Xavier, Analucia Rampazzo
metadata.dc.contributor.advisorco: Lopes, Vânia Glória Silami
metadata.dc.contributor.members: Rezende, Cleide Aparecida Ferreira de
Soares, Rosa Leonôra Salerno
Lima, Glaucia Macedo de
Issue Date: 2019
Citation: CAMPOS, Danielle Pinheiro. Ferfil epidemiológico de gestantes com HIV positivo e a transmissão vertical em um hospital municipal de Niterói. 2019. 48 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Saúde Materno-Infantil)-Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2019.
Abstract: Introdução: A AIDS é o conjunto de sintomas e infecções em seres humanos, ocasionados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), resultantes do dano específico do sistema imunológico. Atualmente, ela é considerada um dos principais problemas de saúde pública em nosso país, apesar disso, há poucas informações epidemiológicas dos órgãos competentes sobre as gestantes e a transmissão vertical do HIV. Objetivos: O objetivo primário: Avaliar o perfil epidemiológico das gestantes HIV positivo, acompanhadas no Ambulatório do Hospital Municipal Carlos Tortelly de Niterói – RJ. O objetivo secundário: Caracterizar o perfil sociodemográfico, econômico e clínico das gestantes HIV positivo. Descrever o perfil dos seus parceiros. Caracterizar o acompanhamento das gestantes. Descrever o perfil dos recém-nascidos e seus desfechos. Material e métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico retrospectivo, quantitativo e descritivo. Consta de 103 gestantes HIV positivo na faixa etária 18 e 45 anos, atendidas no ambulatório de SIDA/Hospital Municipal Carlos Tortelly (HMCT), durante o período de dezembro de 2009 a dezembro de 2015. O Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense aprovou este estudo de acordo com as recomendações constantes na Resolução CNS 466/2012. Resultados: A faixa etária predominante entre 21 a 30 anos (57,3%), sendo que 40,8% tinham ensino fundamental, 30,1% com renda familiar em torno de um salário mínimo, e a maioria 60,2% procedia no Município de Niterói. A detecção do HIV, majoritariamente, ocorreu antes da gravidez (57,3%), e apenas 14,6% das gestantes não consumia alguma substância química durante a gestação e 45,6% não sofreram infecção oportunista durante o acompanhamento, 28,2% já tinham dois ou mais filhos. Cesária não eletiva foi a maior forma de escolha para o nascimento (53,4%). Os parceiros das gestantes, 46,6% estavam infectados pelo HIV. Das 103 grávidas, apenas 69,9% realizaram o pré-natal, 54,45% utilizaram ARTV na gestação e 71,8% usaram durante o parto. Os recém-nascidos das gestantes HIV positivo 50,5% nasceram com peso adequado, 80,6% fizeram o uso de AZT xarope no nascimento e 79,6% usaram por seis semanas. No desfecho do acompanhamento dos recém-nascidos o primeiro exame realizado entre o primeiro e quarto mês de vida, em 75 das 103 crianças, a carga viral indetectável foi de 81,3% e detectável 17,3%; já no segundo exame, entre o quinto e décimo segundo mês, a não realização do exame se deu em 42,7%; somente 57,3% crianças realizou o teste, e foi indetectável para 79,7% e detectável 16,9%. A perda de segmento aumentou ainda mais aos 18 meses (após o nascimento), quando 64,1% das crianças nascidas destas gestantes não realizaram o anti-HIV. Das 37 crianças restantes, 31 (83,8%) obtiveram o sucesso na prevenção da transmissão vertical, e infelizmente 6 (16,2%) tiveram o insucesso e foram potencialmente contaminadas. Conclusão: O perfil se caracteriza por situação socioeconômica vulnerável, com baixo nível de escolaridade, e o diagnóstico anterior precedem a gestação atual. A realização do pré-natal, e a terapia TARV na gestação e no parto foi alto. Para tanto, faz-se necessário o melhoramento das informações e ações direcionadas à ampliação da atenção às mulheres, cuja a garantia integral e o diagnóstico precoce do HIV constituem artifícios importantes na redução da transmissão vertical.
metadata.dc.description.abstractother: Introduction: AIDS is the set of human immunodeficiency virus (HIV) symptoms and infections resulting from the specific damage of the immune system. Currently, it is considered to be one of the main public health problems in our country, although there is little epidemiological information from the competent bodies about pregnant women and the vertical transmission of HIV. Objectives: The primary objective: To evaluate the epidemiological profile of HIV positive pregnant women followed at the Ambulatory of the Municipal Hospital Carlos Tortelly de Niterói - RJ. The secondary goal: To characterize the sociodemographic, economic and clinical profile of HIV positive pregnant women. Describe the profile of your partners. Characterize the follow-up of pregnant women. Describe the profile of newborns and their outcomes. Material and methods: This is a retrospective, quantitative and descriptive epidemiological study. It consists of 103 HIV-positive pregnant women in the age group 18 and 45, attended at the AIDS outpatient clinic / Carlos Tortelly Municipal Hospital (HMCT) during the period from December 2009 to December 2015. The Research Ethics Committee of the Faculty of Medicine of the Federal Fluminense University approved this study in accordance with the recommendations contained in Resolution CNS 466/2012. Results: The predominant age group was between 21 and 30 years old (57.3%), with 40.8% having primary education, 30.1% with a family income around a minimum wage, and the majority 60.2% in the Municipality of Niterói. The majority of the HIV detection occurred before pregnancy (57.3%), and only 14.6% of the pregnant women did not consume any chemical during pregnancy and 45.6% did not suffer an opportunistic infection during follow-up, 28.2% % already had two or more children. Cesária non-elective was the largest form of choice at birth (53.4%). The partners of pregnant women, 46.6% were infected with HIV. Of the 103 pregnant women, only 69.9% performed prenatal care, 54.45% used ARTV during pregnancy and 71.8% used it during delivery. The newborns of HIV positive pregnant women 50.5% were born with adequate weight, 80.6% made use of AZT syrup at birth and 79.6% used for six weeks. In the outcome of the follow-up of the newborns, the first test performed between the first and fourth month of life, in 75 of the 103 children, the undetectable viral load was 81.3% and detectable 17.3%; already in the second examination, between the fifth and twelfth month, the non- performance of the examination occurred in 42.7%; only 57.3% children tested, and it was undetectable to 79.7% and detectable 16.9%. Segment loss increased even more at 18 months (after birth), when 64.1% of the children born to these women did not receive anti-HIV. Of the 37 remaining children, 31 (83.8%) were successful at preventing vertical transmission, and unfortunately 6 (16.2%) were unsuccessful and potentially contaminated. Conclusion: The profile is characterized by vulnerable socioeconomic situation, with low level of schooling, and the previous diagnosis precede the current gestation. Prenatal care and ART in pregnancy and delivery were high. It is necessary to improve the information and actions aimed at increasing the attention to women whose integral guarantee and the early diagnosis of HIV are important artifacts in the reduction of vertical transmission.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/10390
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