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Title: Investigação da relação entre impulsividade e componentes inibitórios: um estudo comportamental e eletromiográfico
Authors: Afonso Junior, Armando dos Santos
metadata.dc.contributor.advisor: Pinheiro, Walter Machado
metadata.dc.contributor.members: Pinheiro, Walter Machado
Carreiro, Luiz Renato Rodrigues
Freire, Izabela Mocaiber
Pereira, Mirtes Garcia
Issue Date: 2019
Citation: AFONSO JUNIOR, Armando dos Santos. Investigação da relação entre impulsividade e componentes inibitórios: um estudo comportamental e eletromiográfico. 2019. 119 f. Dissertação (Mestrado em Neurologia/Neurociências) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2019.
Abstract: O controle inibitório é um componente executivo que viabiliza o comportamento organizado e voltado para metas. Atualmente sabe-se que a inibição não é uma função unitária, e que, na verdade, ela pode ser dividida em processos inibitórios distintos com propriedades específicas. Entre as tarefas frequentemente utilizadas para avaliação da capacidade de inibição estão as tarefas do tipo Stroop e stop-signal. Pesquisas têm investigado quais formas de inibição estão envolvidas em tarefas do tipo Stroop e stop-signal e como essas inibições interagem, porém não existe um consenso sobre o tema. As funções inibitórias possuem também um papel central em transtornos caracterizados por comportamentos impulsivos, como o TDAH. O atual estudo buscou, inicialmente, investigar a interação das variáveis comportamentais obtidas em tarefas Stroop-pareado e stop-signal, ou seja, o tempo de reação (TR) da tarefa Stroop e a latência de inibição da resposta da tarefa stop – tempo de reação do sinal stop (SSRT). Além disso, correlações de Spearman foram feitas entre as medidas comportamentais (TR, SSRT e taxa de erros), escores obtidos em escalas de autorrelato de impulsividade (BIS-11 e UPPS) e de sintomas de TDAH (ASRS). Por fim, também verificamos como medidas eletromiográficas (EMG) variaram de acordo com as tarefas comportamentais. Assim, analisamos como o percentual de atividades mioelétricas bilaterais (obtidas em ambas as mãos - ativações duplas) e subliminares, as quais caracterizam um conflito a nível motor, variaram em função das diferentes condições Stroop-pareado. Os resultados indicaram que o TR, o SSRT e as medidas do EMG diferiram significativamente entre as diferentes condições Stroop, sendo maiores em condições que apresentaram maior nível de conflito. Além disso, o SSRT e ambas as medidas de EMG foram sensíveis à dificuldade da tarefa Stroop. Por fim, as correlações indicaram que, de modo geral, participantes com maiores escores nas escalas apresentaram menores TRs, menores tempos de inibição (SSRT) e um maior número de erros. Esses resultados sugerem que os mecanismos inibitórios envolvidos nas tarefas Stroop-pareado e stop-signal interagem. O achado de processos inibitórios mais rápidos em adultos não-clínicos com maiores pontuações nas escalas de impulsividade dá suporte à chamada “visão funcional da impulsividade”, como proposto por Dickman (1990). Outros estudos são necessários para saber se esses resultados se estenderiam a uma população clínica com impulsividade
metadata.dc.description.abstractother: Inhibitory control is an executive component that enables appropriate and goal-directed behavior. It is known that inhibition is not a unitary function, and that, in fact, it can be separated into different inhibitory processes which have unique properties. Stroop-like and stop-signal tasks are among those commonly used to evaluate the inhibitory capacity. Some researches have investigated which types of inhibition are involved in Stroop-like tasks and stop-signal tasks and how they interact; however, there is no consensus about this issue. Inhibitory functions have also a central role in disorders characterized by impulsive behaviors, such as ADHD. The current study investigated, initially, for interactions between the behavioral variables obtained in the Stroop-matching and stop-signal tasks, i.e., the reaction time (RT) of the Stroop task and the latency of response inhibition of the stop-signal task – stop-signal reaction time (SSRT). Moreover, Spearman correlations were made between the behavioral data (RT, SSRT and error rates), the scores obtained in self-report instruments used to assess impulsivity (BIS-11 and UPPS) and ADHD symptoms (ASRS). Finally, we also verified how electromyographic measures (EMG) varied according to the behavioral tasks. Thus, we analyzed how the percentage of bilateral myoelectric activities (those obtained in both hands – double activations) and subliminal activities, both representing conflicts at motor level, varied as a function of the different Stroop conditions adopted. The results indicated that RTs, SSRTs and EMG measures differed significantly among different Stroop conditions, being longer in those conditions with higher levels of conflict. Furthermore, SSRT and both EMG parameters were sensitive to the difficulty level of the Stroop-task condition. Finally, the correlations indicated that in general terms, participants with higher scores in the scales showed lower RTs, lower SSRT and higher number of errors. These results suggested that the inhibitory mechanisms involved in the Stroop-matching and stop-signal tasks do interact. The finding that inhibitory processes are faster in non-clinical adults with higher scores in impulsivity scales gives support to the so-called “functional view of impulsivity”, as proposed by Dickman (1990). Other studies are necessary to know if these results would also be found in clinical population with impulsivity disorders
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/10513
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