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Title: Literatura enquanto gesto: o escritor-personagem na narrativa brasileira recente
Authors: Graciano, Igor Ximenes
metadata.dc.contributor.advisor: Muniz, Fernando Decio Porto
metadata.dc.contributor.members: Viegas, Ana Claudia Coutinho
Pereira, Júlio Cézar França
Pedrosa, Celia de Moraes Rego
Issue Date: 2013
Abstract: Diante do fato de que o escritor é o personagem mais recorrente na produção romanesca recente, questionamos acerca dos motivos e implicações dessa incidência. Para isso, recorremos à metáfora-conceito de gesto literário, uma vez que as obras são resultados de um ato “real” – sua escrita e publicação – que ao trazerem o escritor como protagonista dão a ver, no âmbito da ficção, o que mais o caracteriza: o ofício da escrita e os problemas em seu entorno. Portanto, conforme a definição de Agamben para gesto, mais que metalinguagem, tais obras “comunicam uma comunicabilidade”, no caso, da “mídia” literatura. A dimensão pragmática dá conta desse apelo lançado pelas obras, o qual se efetiva por meio do pacto ambíguo (incerto entre a ficção e a autobiografia) que elas impõem. Devido ao caráter abrangente da abordagem que propomos, que se volta para algo recorrente no centro prestigiado do campo literário brasileiro, recortou-se um corpus representativo desse cenário, com autores de carreira sedimentada e que frequentemente trazem como protagonista de suas obras o escritor-personagem. São eles: Sérgio Sant‟Anna, Bernardo Carvalho, Cristóvão Tezza, João Gilberto Noll e Miguel Sanches Neto. A prosa desses autores, a despeito de suas diferenças formais, carregam características comuns ao que denominamos narrativas do gesto literário: 1) a confusão almejada entre o eu ficcional e o biográfico (isto é, entre o personagem e o autor empírico), que relacionamos à noção de “sujeito fraturado”; 2) o exercício crítico-teórico do escritor-personagem no espaço da ficção; e 3) a relação problemática do escritor com a coletividade, seja ela nacional, regional ou de outra ordem, patente em certo deslocamento quanto ao seu papel de “homem público”. Gesto literário, enfim, diz respeito ao duplo caráter dessas narrativas, que são objetos acabados, no sentido estático de “obra”, e afirmação de uma assinatura, no sentido dinâmico de peças retóricas imbuídas de marcar ou defender um lugar no debate das letras.
metadata.dc.description.abstractother: Given the fact that the writer is the most recurrent character in the recent novel production, we question the motives and implications of its incidence. In this regard, we appeal to the metaphor-concept of literary gesture, since literary works are the result of a “real” act – its writing and publication – that by showing the writer as the main character they reveal, under the scope of fiction, what most characterizes the author: the art of writing and the problems that surround it. Therefore, according to the definition of gesture by Agamben, more than metalanguage, such literary works “communicate a communicability”, in this case, of the “media” literature. The pragmatic dimension can deal with the appeal given by the literary works, which is implemented through the ambiguous pact (uncertain between fiction and autobiography) that they impose. Due to the comprehensive type of approach we propose, which is focused on some frequent topic in the prestigious center of the Brazilian literary field, we extracted a representative corpus of this scene, with authors that have solid careers and that often bring the writer-character as the protagonist in their literary works. They are: Sérgio Sant‟Anna, Bernardo Carvalho, Cristóvão Tezza, João Gilberto Noll and Miguel Sanches Neto. The prose of these writers, despite their formal differences, shows common characteristics known as narratives of the literary gesture: 1) the aimed confusion between the ficcional self and the biographical one (that is to say, between the character and the empirical writer), that we relate to the notion of “fractured subject”; 2) the writer-character‟s critical-theoretical exercise in the fiction space; and 3) the writer‟s problematic relation with the community, whether national, regional or otherwise, apparent in certain displacement of his role as “public man”. Finally, literary gesture concerns the double character of these narratives, which are finished objects, in the static meaning of “work”, and the affirmation of a signature, in the dinamic meaning of the rhetorical pieces imbued to set or defend a place in the letters debate.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/10741
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