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Title: Efeito do óleo de copaíba no tratamento do envenenamento pela aranha marrom (Loxosceles intermedia)
Authors: Ribeiro, Mara Fernandes
metadata.dc.contributor.advisor: Elias, Sabrina Calil
metadata.dc.contributor.members: Brito, Fernanda Carla Ferreira de
Morcillo, Lucienne da Silva Lara
Melo, Paulo de Assis
Marques, Suelen Adriani
Issue Date: 2019
Citation: RIBEIRO, Mara Fernandes. Efeito do óleo de copaíba no tratamento do envenenamento pela aranha marrom (Loxosceles intermedia). 2019. 199f. Tese (Doutorado em Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas a Produtos para Saúde) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2019.
Abstract: O Acidente por picada de aranhas vem crescendo muito nos últimos anos, sendo o terceiro mais frequente dentre os acidentes por animais peçonhentos registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). O acidente por aranhas do gênero Loxosceles, conhecidas como aranha marrom, é responsável por cerca de 34 % dos casos. O veneno dessas aranhas promove dermonecrose no local da picada e desencadeia resposta inflamatória sistêmica. Divergências sobre a eficácia do soro antiveneno na neutralização dos efeitos locais resulta em diferentes abordagens terapêuticas. O óleo de copaíba é usado popularmente, em especial na Amazônia, como antiinflamatório, cicatrizante e antiinfeccioso por diversas vias de administração. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do óleo de copaíba como coadjuvante ao tratamento do envenenamento pela aranha marrom. As lesões cutâneas foram induzidas no dorso de coelhos por inoculação intradérmica do veneno de L. intermedia. O tratamento tópico foi realizado 6 horas após a inoculação e repetido por 30 dias. A dose mínima necrosante (MND) foi definida como 2,4 μg / kg. A redução na contagem de plaquetas ocorreu em todos os grupos inoculados com veneno, tratados ou não com o óleo de copaíba, e apresentaram significância estatística quando comparados com o grupo controle. A diminuição de heterófilos no sangue foi observada apenas para o grupo inoculado com veneno e sem tratamento. Além disto, o tratamento tópico com óleo de copaíba demonstrou um desenvolvimento cicatricial de forma diferenciada, sem presença das cicatrizes na pele após 30 dias da inoculação do veneno. A histopatologia demonstrou melhor regeneração da epiderme / derme sem deposição de colágeno no grupo tratado com óleo de copaíba. Por outro lado, para avaliar o efeito do tratamento oral com óleo de copaíba sobre a resposta inflamatória decorrente do envenenamento, camundongos foram separados em grupos controle e veneno. O veneno foi inoculado no ventre dos animais através de inoculação intradérmica. Em seguida, os grupos controle e veneno foram separados em três grupos: sem tratamento, tratamento com dapsona ou óleo de copaíba. Os dois tratamentos iniciaram 24 horas após a inoculação do veneno e se repetiram por 3 dias. Após a administração oral, o óleo de copaíba impediu a migração de leucócitos para o local da inoculação do veneno na pele, contudo, promoveu acúmulo de material hialino e glomerulonefrite após 3 e 30 dias, respectivamente. Em relação as células inflamatórias, o óleo de copaíba reduziu a quantidade de monócitos inflamatórios na medula óssea (V:9,01 e V+C:1,532 x 105 céls/mL) e sangue (V:10,673 e V+C:0,9695 x 104 céls/mL) dos camundongos inoculados com veneno e diminuiu o recrutamento de linfócitos B (V:2,78 e V+C:1,5425 x 106 céls/mL) e T (V:1,933 e V+C:1,1425 x 105 céls/mL) decorrentes da inoculação do veneno. A dapsona foi mais eficiente na redução de neutrófilos na medula óssea (V:9,01 e V+D:4,635 x 105 céls/mL), sangue (V:10,673 e V+D:1,1887 x 104 céls/mL) e baço (V:7,0237 e V+D:2,344 x 106 céls/mL), contudo não impediu os efeitos deletérios da inoculação do veneno na pele e no rim. Com estes resultados é possível propor o desenvolvimento de um novo medicamento fitoterápico contendo óleo de copaíba para o uso tópico ou oral que possa melhorar o processo de cicatrização das lesões desencadeadas pelo veneno da aranha marrom, associado a soroterapia específica.
metadata.dc.description.abstractother: Accident by spider bite has been growing a lot in recent years, being the third most frequent among the accidents by venomous animals registered in the System of Information of Notification Diseases (SINAN). The spider accident of the genus Loxosceles, known as brown spider, accounts about 34% of the cases. The venom of these spiders promotes dermonecrosis at the site of the bite and triggers a systemic inflammatory response. Divergences on the effectiveness of antivenom serum in neutralizing local effects results in different therapeutic approaches. Copaiba oil is popularly used, especially in the Amazon, as anti-inflammatory, healing and antiinfective by several routes of administration. The objective of this work was to evaluate the effect of copaiba oil as a coadjuvant to the treatment of brown spider poisoning. Cutaneous lesions were induced on the back of rabbits by intradermal inoculation of L. intermedia venom. Topical treatment was performed 6 hours after inoculation and repeated for 30 days. The minimum necrotizing dose (MND) was defined as 2.4 μg / kg. The reduction in platelet count occurred in all groups inoculated with venom, being significantly different from the control group. The decrease of heterophiles in the blood was observed only for the group inoculated with venom and without treatment. Topical treatment with copaiba oil showed a differentiated scarring profile, with no scars on the skin after 30 days of venom inoculation. Histopathology demonstrated better dermal / epidermal regeneration without collagen deposition in the group treated with copaiba oil. To evaluate the effect of oral treatment with copaiba oil on the inflammatory response due to poisoning, mice were separated in control and venom groups. The venom was inoculated into the abdomen of the animals through intradermal inoculation. Then, control and venom groups were separated into three groups: no treatment, treatment with dapsone or copaiba oil. The two treatments started 24 hours after inoculation of the venom and were repeated for 3 days. After oral administration, copaiba oil prevented the migration of leukocytes to venom inoculation site on the skin, however, it promoted accumulation of hyaline material and glomerulopathies after 3 and 30 days, respectively. In relation to the migration of inflammatory cells, copaiba oil reduced the amount of inflammatory monocytes in the bone marrow (V:9,01 e V+C:1,532 x 105 céls/mL) and blood (V:10,673 e V+C:0,9695 x 104 céls/mL) of the mice inoculated with venom, and also decreased the recruitment of B lymphocytes (V:2,78 e V+C:1,5425 x 106 céls/mL) and T lymphocytes (V:1,933 e V+C:1,1425 x 105 céls/mL) resulting from venom inoculation. Dapsone was more efficient in reducing neutrophils in the bone marrow (V:9,01 e V+D:4,635 x 105 céls/mL), blood (V:10,673 e V+D:1,1887 x 104 céls/mL) and spleen (V:7,0237 e V+D:2,344 x 106 céls/mL), but did not prevent the deleterious effects of venom inoculation on the skin and kidney. With these results it is possible to propose the development of a new herbal medicine containing copaiba oil for topical or oral use that may improve the healing process of lesions triggered by venom of the brown spider associated with specific serum therapy.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/10788
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