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Title: Classificação das artes no sistema decimal Dewey: desenvolvimento filosófico e questões da contemporaneidade
Authors: Ferreira, Verônica de Sá
metadata.dc.contributor.advisor: Sales, Rodrigo de
Issue Date: 2019
Abstract: Criada no século XIX, a Classificação Decimal de Dewey (CDD) carrega em sua estrutura hierárquica imutável o pensamento de sua época. Dentre as diversas fontes que contribuíram para sua concepção, William Torrey Harris destaca-se como a influência mais imediata de Dewey. A classe 700, dedicada às Artes, faz parte do esquema generalista da CDD e teve como base de sua origem as classificações filosóficas de Francis Bacon e, principalmente, de Georg Wilhelm Friedrich Hegel – refletidas na classificação de Dewey via Harris. A proeminência de Hegel não se dá apenas no campo da organização do conhecimento, mas também no campo das Artes. Seus escritos sobre Estética e sua teoria sobre o fim da arte, elaborados no século XIX, são retomados um século depois, por críticos e historiadores da arte, em virtude das novas experiências artísticas vivenciadas. Na contemporaneidade, o fim da arte determina uma nova era onde tudo pode ser arte. O abandono dos padrões estéticos tradicionais leva a um novo pensamento filosófico que se dedica a explicar os motivos que tornam algo uma obra de arte. Ao torna-se pluralista a Arte deixa de se encaixar no esquema monolítico de Dewey. Do ponto de vista prático de uso da CDD para classificação dos assuntos atinentes à Arte, os novos problemas surgidos na contemporaneidade unem-se a outros inerentes à formação estrutural da CDD. Ainda que as lacunas do esquema de Dewey não diminuam sua popularidade, incentivam o surgimento de adaptações a ele. Este estudo destaca, do ponto de vista teórico e prático, as insuficiências da CDD quanto a seu arranjo hierárquico, abrangência e especificidade dos assuntos relacionados à Arte que aborda.
metadata.dc.description.abstractother: Created in the nineteenth century, the Dewey Decimal Classification (DDC) brings in its unchanging hierarchical structure the thoughts of its time. Among the various sources that contributed to its conception, William Torrey Harris stands out as the most immediate influence of Dewey. The 700 Class, dedicated to the Arts, is part of the general DDC scheme and was based on the philosophical classifications of Francis Bacon and, especially, of Georg Wilhelm Friedrich Hegel - taken from Harris by Dewey. Hegel's prominence occurs not only in the knowledge organization field, but also in the Arts. His essays about Aesthetics and his theory of the end of art, elaborated in the nineteenth century, have been revisited a century later by critics and art historians in order to understand the new artistic experiences happening. In nowadays, the end of art appoints a new period in which everything can be art. Leaving behind the traditional aesthetic aspects, a new philosophical idea was born to explain the reasons why anything can be a work of art. Becoming pluralist, the Arts don't fit into the monolithic scheme of Dewey. The practical viewpoint about the use of the DDC to classify the Arts, shows that the new problems appeared in nowadays are added to others structural issues inherent to DDC formation. Although the omissions of the Dewey's scheme do not diminish its popularity, they encourage the emergence of adaptations to it. This study emphasizes, from a theoretical and practical point of view, the inadequacies of the DDC in its hierarchical arrangement, coverage and specificity of the subjects related to the Arts.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/10865
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