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Title: Representações de si e arquivamento nos textos derradeiros de Marguerite Duras
Authors: Berned, Pablo Lemos
metadata.dc.contributor.advisor: Leal, Paula Glenadel
metadata.dc.contributor.members: Vieira, André Soares
Rios, André Rangel
Figueiredo, Eurídice
Issue Date: 2014
Abstract: As marcas do discurso reconhecido como autobiográfico na obra de Marguerite Duras, presentes nos seus textos através de memórias e confissões íntimas, são facilmente reconhecidas pelos leitores familiarizados com a sua escrita. O objetivo deste trabalho consiste em analisar os sentidos que permeiam uma escrita que manifesta a consciência da proximidade da própria morte nos livros publicados entre a recuperação do coma e o falecimento de Duras: La Pluie d’été (1990), L’Amant de la Chine du Nord (1991), Yann Andréa Steiner (1992), Écrire (1993), Le Monde Extérieur (1993) e C’est tout (1995). Nestes textos, as narrativas sobre si mesma reescrevem outras histórias e evidenciam a encenação da própria escrita quando é iminente a proximidade da morte da autora. Assim, o conjunto constituído pelos últimos livros publicados ainda em vida manifesta um desejo de arquivamento da imagem de si e de sua obra para a posteridade como referência à obra de uma vida inteira dedicada à escrita. Análoga à imagem do narrador que apenas ao final da existência estaria apto a narrar a sua vida pela perspectiva da totalidade, a escrita de Marguerite Duras, pela encenação da própria escrita, anuncia seu desfecho nestes últimos textos: ainda que isso não signifique solidificar um sentido único ou último, mas sim no sentido de uma última versão, de quem olha para o que já fora escrito, reescrito e que, lá adiante, não haverá outra oportunidade para se retomar a escrita.
metadata.dc.description.abstractother: Les marques du discours compris comme étant autobiographique dans l’oeuvre de Marguerite Duras sont facilement identifiables par les lecteurs habitués avec son écriture en raison des souvenirs et des confessions intimes présentés dans leurs textes. L’objectif de ce travail est celui d’analyser les effets de sens d’une écriture qui exprime la conscience de la proximité de sa propre mort, remarquée dans les livres publiés entre la récupération du coma et la mort de Duras, à savoir : La Pluie d’été (1990), L’Amant de la Chine du Nord (1991), Yann Andréa Steiner (1992), Écrire (1993), Le Monde Extérieur (1993) e C’est tout (1995). Dans ces textes, les récits sur soi-même réécrivent d’autres histoires et mettent en évidence la mise-en-scène de l’écriture dans la mesure que la mort de l’auteur est imminente. Ainsi, l’ensemble constitué par les dernières livres publiés durant sa vie manifeste un désir d’établir l’archive de son image et de son oeuvre pour la postérité étant comme une référence au travail de toute une vie consacrée à l'écriture. Comparable à l’image du narrateur que, uniquement à la fin de son existence serait capable de raconter sa vie d’un point de vue total, l’écriture de Marguerite Duras annonce son dénouement : cela ne signifie pas une possible solidification d’un sens unique ou dernier, mais il s’agit surtout de présenter une dernière version de ce qui a été écrit, réécrit, et que l’auteur ne pourrait jamais plus reprendre.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/10906
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