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Title: Estudo clínico e epidemiológico de crianças expostas ao vírus Zika durante o período gestacional
Authors: Vianna, Renata Artimos de Oliveira
metadata.dc.contributor.advisor: Cardoso, Claudete Aparecida Araújo
metadata.dc.contributor.advisorco: Oliveira, Solange Artimos de
metadata.dc.contributor.members: Sá, Renato Augusto Moreira de
Silva, Fernanda Campos da
Lemos, Elba Regina Sampaio de
Pone, Marcos Vinicius da Silva
Pone, Sheila Moura
Issue Date: 2019
Citation: VIANNA, Renata Artimos de Oliveira. Estudo clínico e epidemiológico de crianças expostas ao vírus Zika durante o período gestacional. 2019. 105 f. Tese (Doutorado em Ciências Médicas) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2019.
Abstract: Introdução: Em 2015, ocorreu o primeiro caso de infecção pelo vírus Zika (ZIKV) no Brasil. Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o ZIKV como uma emergência de saúde pública devido à forma de transmissão vertical do vírus, denominada síndrome da Zika congênita (SZC) e caracterizada por microcefalia e outras alterações neurológicas, oftalmológicas, auditivas e ortopédicas. Atualmente, há necessidade de conhecer melhor o seu impacto na evolução clínica das crianças infectadas na vida intrauterina. Objetivos: avaliar e descrever as manifestações clínicas de crianças nascidas de mães que apresentaram exantema na gestação, expostas ou não ao ZIKV, e de crianças com SZC, independentemente da história materna de exantema na gestação, acompanhando-as nos primeiros 18 meses de vida. Métodos: O trabalho foi dividido em duas partes: (a) Estudo 1 - Estudo observacional longitudinal, prospectivo, de crianças de até 18 meses de vida, nascidas de mães que apresentaram exantema durante ou até três meses antes da gestação, e que foram admitidas até julho de 2018. Os participantes foram divididos em três grupos: Grupo 1 - crianças cujas mães apresentaram exantema na gestação e RT-qPCR positiva para Zika; Grupo 2 - crianças cujas mães apresentaram exantema na gestação e RT-qPCR negativa para Zika e Grupo 3 - crianças nascidas de mães com exantema na gestação sem investigação laboratorial para Zika. (b) Estudo 2 – Estudo longitudinal, observacional em crianças com suspeita da SZC cujas mães não referiram exantema na gestação. Resultados: Estudo 1: A população em estudo foi de 108 crianças, sendo: 43 no Grupo 1, 26 no Grupo 2 e 39 no Grupo 3. A maioria (70%) das crianças foi admitida até seis meses de vida e a mediana da frequência das consultas foi de cinco (IIQ: 1-8). A SZC foi diagnosticada em 26 (24,1%) crianças, igualmente distribuídas nos Grupos 1 e 3, das quais 18 tinham microcefalia (seis com microcefalia pós-natal). A chance de a SZC ocorrer nas crianças cujas mães tiveram exantema no primeiro trimestre foi 10 vezes superior à mesma chance em relação aos outros trimestres (RC: 10,35; IC95%: 3,52 – 30,41). O diagnóstico da SZC durante o seguimento ocorreu até os 10 meses de vida em 53,8% dos casos. Atrasos do desenvolvimento e alterações motoras ocorreram em todas as crianças e persistiram até os 18 meses. A presença da microcefalia foi um fator determinante para a gravidade das manifestações neurológicas, estando significativamente associada à maior frequência de epilepsia (RC: 15; IC95%: 1,98 - 113,16). Epilepsia foi diagnosticada em 69,2% dos casos. Não houve casos novos de SZC no seguimento feito dos 12 aos 18 meses. Estudo 2: Das 43 crianças encaminhadas com suspeita da SZC, 13 (30%) foram confirmadas por critérios clínicos e radiológicos, com características semelhantes àquelas do Estudo 1. Outras causas foram: encefalopatia hipóxico-isquêmica (8 casos), encefalopatia crônica não progressiva indeterminada (2 casos), toxoplasmose congênita (1 caso) e microcefalia primária (2 casos). Dezessete crianças foram encaminhadas por microcefalia, mas normalizaram a medida do perímetro cefálico durante o seguimento até os 24 meses, além de neuroimagem e exames clínicos normais. Conclusões: Crianças nascidas de mães que apresentaram exantema na gestação e/ou crianças com suspeita da SZC independentemente da sintomatologia materna na gestação necessitam monitoramento ambulatorial criterioso, mesmo quando assintomáticas ao nascer. O seguimento clínico no primeiro ano de vida, associado à neuroimagem, são importantes ferramentas na investigação diagnóstica das crianças com suspeita da SZC. A SZC deve ser sempre pensada no diagnóstico diferencial das microcefalias da primeira infância. Estudos de seguimento são importantes para saúde pública, na medida em que auxiliam no desenvolvimento de metas para a detecção das alterações de forma eficiente, otimizando a abordagem da estimulação precoce
metadata.dc.description.abstractother: Introduction: First case of Zika virus (ZIKV) infection in Brazil was in 2015. By 2016, World Health Organization (WHO) declared ZIKV infection as a public health emergency of international concern, based on the description of vertical transmission, congenital Zika syndrome (CZS). CZS is characterized by microcephaly and other neurological, ophthalmologic, auditory and orthopedic abnormalities. Currently, it is important to better understand the clinical spectrum and course by the first years of children whose mothers were infected during pregnancy. Aims: To evaluate during the first two years of life and describe clinical manifestations of children born to mothers who presented rash during pregnancy, exposed or not to ZIKV, and children with CZS without rash during pregnancy. Methods: This study has two parts: (a) Study 1 – a longitudinal, prospective, observational study of the first 18 months of children born to mothers who had rash during pregnancy or up to three months before it. Children were divided into three groups: Group 1 - children whose mothers tested positive for ZIKV by RT-qPCR, Group 2 - children whose mothers tested negative for ZIKV by RT-qPCR, and Group 3 - children did not undergo any testing for ZIKV. (b) Study 2 - longitudinal, observational study, done on children with suspected CZS whose mothers did not report rash during pregnancy. Results: Study 1 – The study population was 108 children: 43 in Group 1, 26 in Group 2 and 39 in Group 3. The majority (70%) of children were admitted within six months of life, and the median frequency of the visits was five (IQR: 1-8). CZS was diagnosed in 26 children, equally distributed in Groups 1 and 3, 18 of them had microcephaly (six post natal). Maternal rash frequency was 10 times higher during the first trimester than in the other trimesters in affected children (OR: 10.35; CI 95%: 3.52 – 30.41). CZS was diagnosed during the follow-up period in 14 (53.8%) cases. Developmental delays and motor abnormalities occurred in all children and persisted up to 18 months. Epilepsy was more frequently seen in children with microcephaly (OR: 15; CI 95%: 1.98–113.16). Epilepsy occurred in 18 (69.2%) of the cases. No new CZS cases were detected between 12 and 18 months of follow-up. Study 2 - Thirteen (30%) of 43 referred children had CZS by clinical and neuroimaging criteria, all with microcephaly (two post-natal). The other children presented: 13 cases with post-natal microcephaly due to hypoxicisquemic encephalopathy (8 cases), non-progressive encephalopathy of unknown etiology (2 cases),primary microcephaly (1 case) and congenital toxoplasmosis (1 case); 17 children were misdiagnosed with microcephaly and evolved with normal head circumference standards during the follow-up, besides normal neuroimaging and clinical examination. Conclusions: Children born of mothers who develop rash during pregnancy or children with suspect CZS regardless maternal symptoms need to be monitored beyond birth even if they are born asymptomatic. CZS should be remembered at microcephaly causes of the first year of life. Follow-up studies are important for public health as they help in the development of targets for the detection of changes efficiently, optimizing the approach to early stimulation
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/10996
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