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Title: Efeitos fisiológicos da aviação de combate e do condicionamento cardiorrespiratório sobre o controle autonômico cardiovascular
Authors: Sá, Grace Barros de
metadata.dc.contributor.advisor: Soares, Pedro Paulo da Silva
metadata.dc.contributor.members: Soares, Pedro Paulo da Silva
Gurgel, Jonas Lírio
Monteiro, Walace David
Issue Date: 2015
Citation: SÁ, Grace Barros de. Efeitos fisiológicos da aviação de combate e do condicionamento cardiorrespiratório sobre o controle autonômico cardiovascular. 2015. 81 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Cardiovasculares) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2015.
Abstract: Os pilotos de caça são submetidos à alta aceleração no voo, que pode ocasionar falha em mecanismos compensatórios fisiológicos anti-G, podendo gerar acidentes aéreos. Não só efeitos agudos, como crônicos a exposição G são relatados. Estratégias são estudadas para aumentar a tolerância G, que depende de complexos ajustes autonômicos cardiovasculares. O condicionamento físico é apontado como uma das intervenções, mas seus efeitos favoráveis são controversos. O objetivo do estudo foi investigar os efeitos fisiológicos da aviação de combate e do condicionamento cardiorrespiratório sobre as respostas cardiovasculares autonômicas. Foram analisados três grupos: AV (aviadores de combate, n=7, VO2pico=60,84±12,5 ml·kg-1·min-1); M+ (não-aviadores com maior VO2pico, n=15, VO2pico=55,39±5,99 ml·kg-1·min-1) e M- (não-aviadores com menor VO2máx, n=14, VO2pico=42,19±2,97 ml·kg-1·min-1). Foram registrados os intervalos RR para análise da Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC) e as variações de Pressão Arterial (PA) em duas visitas. Na Visita 1(V1), os militares permaneceram na posição supina (SUP), ortostática prolongada (45min – ORT1, ORT2 e ORT3, 15min cada) e supina pós-ortostatismo (SUP-POS-ORT). Na segunda visita (V2), após permanecerem na posição supina (SUP2), foram submetidos a um teste cardiopulmonar de exercício máximo (CPT), após o CPT ficaram na posição supina por 15 min (SUP-POS-EX) e, posteriormente, na posição ortostática por 15 min (ORT-POS-EX). Não foram encontradas correlações do VO2pico com a VFC. Não foram verificadas diferenças entre os grupos (p>0,05), no entanto foram constatados diferentes comportamentos nas variações entre os momentos na análise intragrupo. Os resultados demonstraram diferenças entre momentos da VFC mais evidentes para M+, sugerindo melhor modulaçao vagal, em benefício do condicionamento cardiorrespiratório. O AV apresentou menores ajustes autonômicos, que podem ser atribuídos a uma adaptação dos pilotos à exposição crônica de G, que sofrem na rotina de voo. Uma correlação negativa (r=-0,76, p=0,04) foi encontrada das horas de voo de caça do AV para a atividade simpática (LFn) no ORT-POS-EX. Correlações positivas entre SDNN (r=0,91, p=0,03) e LF (r=0,82, p=0,02) e o delta (Δ) de SUP-POS-ORT – SUP da V1 foram reveladas, indicando que os pilotos menos expostos a G, retomaram mais adequadamente os valores basais da atividade simpática após o ortostatismo. O condicionamento cardiorrespiratório parece não ser determinante nas respostas cardiovasculares dos pilotos, que reagem de forma singular, de forma proporcional às horas de voo dos pilotos, frente aos desafios gravitacionais
metadata.dc.description.abstractother: Submitting fighter pilots to repetitive inflight high acceleratiions can cause failures in anti-G compensatory physiological mechanisms, aswell as other effects that can ultimately result in aircraft accidents. Strategies have been studied to increase the G tolerance, which depend on complex cardiovascular autonomic adjustments. Physical conditioning is considered to be one of the main interventions to improve the fighter pilots performance, but its favorable effects are controversial. The aim of this study was to investigate the physiological effects of combat aviation and cardiorespiratory fitness on cardiovascular autonomic responses. Three groups were analyzed: AV (fighter pilots, n=7, VO2peak=60,84±12,57 ml·kg-1·min-1); M+ (no-pilots - high VO2 peak, n=15, VO2pico=55,39±5,99 ml·kg-1·min-1) e M- (no-pilots low VO2peak, n=14, VO2 peak, n=42,19±2,97 ml·kg-1·min-1). Continous RR intervals were recorded to analyze the Heart Rate Variability (HRV) and the changes in blood pressure (BP) were registered in two visits: In the first visit (V1), the militaries remained in the supine position (SUP), prolonged standing (45min - ORT1, ORT2 ORT3, 15 minutes each), after in the supine position again after standing (SUP-POS–EX). In the second visit (V2), they remained in the supine position baseline (SUP2), they were submitted to cardiopulmonar exercise (CPT), then were evaluated in supine post- exercise (SUP-POS–EX), and orthostatic post-exercise (ORT-POS–EX). No differences were found between groups (p>0.05). However, different behavior in variations between moments in intra-group analysis was observed. The results showed more evident HRV between moments and increased vagal modulation for M + group, which suggests a beneficial effect of cardiorespiratory fitness. The AV had lower autonomic adjustments, indicating an adaptation to orthostatic stress or deleterious effect of chronic exposure G in pilots. A negative correlation (r = -0.76, p = 0.04) was found in AV between fghter flight hours to sympathetic activity (LFn) in ORT-POS–EX. Positives correlations betwenn SDNN (r=0.91, p=0.03) and LF (r=0.82, p=0.02) to delta (Δ) of SUP-POS-ORT – SUP were revealed, indicating that pilots, with less G chronic exposition, returned the basis values of sympathetic activity after orthostatism. The cardiorespiratory fitness doesn’t seem to be a determinant on the cardiovascular responses of pilots, who react in a specific behavior forward to gravitational challenge, proporcionally to flight hours.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11047
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