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Title: Libro de Manuel, de Julio Cortázar: vanguarda e engajamento político pós-Revolução Cubana
Authors: Gonsalves, Simone de Queiroz
metadata.dc.contributor.advisor: Gelado, Gladys Viviana
metadata.dc.contributor.members: Labriola, Rodrigo
Pimentel, Ary
Issue Date: 2014
Abstract: Libro de Manuel é uma obra que marca, dep ois de Rayuela , o interesse de Cortázar em se expressar politicamente por meio da literatura, focalizando o contexto de repressão política vivido a partir da década de 60 e atendendo especialmente ao discurso produzido pelos meios jornalísticos acerca dess es acontecimentos. Com o propósito de questionar esse contexto e esses discursos a partir do universo ficcional, o autor utiliza prioritariamente dois meios estéticos: o collage e a alternância entre narradores. Assim, ao mesmo tempo em que realidade e fic ção são postas em relação em um processo dinâmico e autocrítico, a tensão que se estabelece entre elementos vinculados mais especificamente a um âmbito ou ao outro proporciona uma intensa reflexão acerca da autonomia e da manipulação da arte. Paralelamente , a reflexão sobre a autonomia da obra de arte no romance se projeta ao universo do “real”, exigindo uma reflexão análoga sobre os discursos políticos que se veiculavam no período em questão, pois na tentativa de retomar o vínculo entre arte e vida, repens ar as bases da linguagem artística significaria também repensar as bases do discurso revolucionário, analisando seus limites e suas contradições.
metadata.dc.description.abstractother: Libro de Manuel es una obra que marca, después de Rayuela , el interés de Cortázar en expresarse políticamente por medio de la literatura, focalizando el contexto de represión política vivido a partir de la década del 60 y atendiendo especialmente al discurso producido por los medios periodísticos acerca de esos acontecimientos. Con el propósito de cuestionar ese contexto y esos discursos desde el universo ficcional, el autor utiliza prioritariamente dos medios estéticos: el collage y la alternancia entre narradores. Así, al tiempo que realidad y ficción son puestas en relación en un proceso dinámico y autocrítico, la tensión que se establece entre elementos vinculados más específicamente a un ámbito o al otro proporciona una intensa re flexión acerca de la autonomía y de la manipulación del arte. Paralelamente, la reflexión sobre la autonomía de la obra de arte en la novela se proyecta hacia el universo de lo “real”, exigiendo una la reflexión análoga sobre los discursos políticos que se vehiculaban en el período en cuestión, pues en el intento de retomar el vínculo entre arte y vida, repensar las bases del lenguaje artístico significaría repensar las bases del discurso revolucionario, analizando sus límites y sus contradicciones.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11178
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