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Title: Padrões alimentares e escore de sintomas de ansiedade em universitários
Authors: Assis, Bruno dos Santos de
metadata.dc.contributor.advisor: Siqueira, Ana Beatriz Franco Sena
metadata.dc.contributor.advisorco: Aquino, Luana Azevedo de
metadata.dc.contributor.members: Yokoo, Edna Massae
Farias, Dayana Rodrigues
Siqueira, Ana Beatriz Franco Sena
Issue Date: 2019
Citation: ASSIS, Bruno dos Santos de. Padrões alimentares e escore de sintomas de ansiedade em universitários. 2019. 82 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2019.
Abstract: Introdução: A ansiedade pode ser definida como sentimentos de preocupação excessiva, inquietação, cansaço, problemas de concentração e dificuldade em dormir e pode levar a complicações como aumento do risco de doença cardiovascular, aumento do peso na idade adulta, comprometimento cognitivo e distúrbio do sono. Adicionalmente, a ansiedade pode transformar a alimentação em um “refúgio” em situações de estresse físico e mental. Com o ingresso no ensino superior, estudantes costumam ter seus hábitos de vida alterados devido a cobrança por resultados e produção, carga horária elevada de estudos, redução no tempo e qualidade do sono, mudança da rotina e sedentarismo. Essas alterações contribuem para que também haja alterações no padrão alimentar e saúde mental desse grupo populacional. Entretanto, existem poucos estudos que avaliam os padrões alimentares de estudantes universitários e, dos estudos identificados, nenhum considerou aspectos referente à saúde mental dos mesmos. Objetivo: Identificar os padrões alimentares de estudantes universitários de uma universidade federal no estado do Rio de Janeiro e sua potencial alteração em função do nível de ansiedade estado dos mesmos. Metodologia: Análise seccional de amostra de adolescentes e adultos acompanhados pelo Estudo de Nutrição e Saúde em Universitários - NUTSAU. Os participantes foram alunos regularmente matriculados no segundo período acadêmico dos 7 cursos de graduação (Biologia, Enfermagem, Engenharia, Farmácia, Nutrição, Medicina e Química) da Universidade Federal do Rio de Janeiro Campus Macaé em 2015.2. Ao final da coleta de dados do estudo foram avaliados 147 universitários. Para avaliação da ansiedade foi utilizada a escala estado do Inventário de Ansiedade Traço e Estado (IDATE). As informações sobre o consumo alimentar dos estudantes foram obtidas a partir da aplicação de questionário de consumo alimentar semi-quantitativo (QFCA) validado, com 70 alimentos/preparações. A derivação dos padrões alimentares foi realizada para a amostra total e adicionalmente estratificada em dois grupos (considerando como ponto de corte a mediana do escore para ansiedade estado) por meio da análise de componentes principais (ACP). O processamento e a análise estatística foram realizados por meio do software SPSS versão 21. Resultados: Os universitários apresentaram a mediana de ansiedade-estado de 43 pontos, sendo nas mulheres esse valor superior aos homens (45 x 41 pontos, respectivamente,) havendo diferença significativa, p-valor = 0,003. Em relação ao consumo alimentar, foram identificados três padrões de consumo, que juntos explicaram aproximadamente 46,1% da variância do consumo alimentar da amostra total. Os padrões foram nomeados “Ocidental”, “Saudável” e “Arroz e Feijão”, de acordo com as características dos alimentos que compuseram cada um deles. Padrões alimentares com características substancialmente diferentes foram identificados quando estratificamos a amostra por meio do ponto de corte da mediana do escore de ansiedade-estado. Os padrões derivados para os alunos do grupo com valores de escore de ansiedade abaixo da mediana foram nomeados “Misto 1”, “Frutas e Legumes” e “Arroz e Feijão”. Já para o grupo com maiores pontuações na escala de ansiedade, os padrões identificados foram nomeados como “Fast-food”, “Misto 2” e “Arroz e Feijão”. Conclusão: Na amostra total, foi identificado padrão alimentar característico ocidental, com maior consumo de alimentos industrializados, fast-food, refinados de alta densidade energética e alta palatabilidade, ricos em açúcares, gorduras, especialmente trans, e sódio. Após a estratificação por meio do escore de ansiedade, observou-se que os universitários mais ansiosos apresentaram um padrão alimentar mais pronunciadamente ocidental, uma vez que, mesmo havendo consumo de alimentos característicos do padrão ocidental nos indivíduos com menores níveis de ansiedade, os estudantes menos ansiosos tinham mais presentes na sua alimentação grupos alimentares com proteínas de alto valor biológico, peixes frescos e também um menor consumo de bebidas cafeínadas
metadata.dc.description.abstractother: Introduction: Anxiety can be defined as feelings of excessive worry, restlessness, tiredness, problems with concentration and difficulty sleeping and can lead to complications such as increased risk of cardiovascular disease, weight gain in adulthood, cognitive impairment and sleep disorder. Additionally, anxiety can make eating a “refuge” in situations of physical and mental stress. Upon entering higher education, students often have their life habits changed due to demand for results and production, high workload, reduced time and quality of sleep, change in routine and sedentary lifestyle. These changes contribute to changes in the eating pattern and mental health of this population group. However, there are few studies that assess the eating patterns of college students and, from the identified studies, none considered aspects related to their mental health. Objective: To identify the dietary patterns of college students at a federal university in the state of Rio de Janeiro and their potential alteration as a function of their state anxiety level. Methodology: Sectional analysis of a sample of adolescents and adults followed by the University Nutrition and Health Study - NUTSAU. Participants were students regularly enrolled in the second academic period of the 7 undergraduate courses (Biology, Nursing, Engineering, Pharmacy, Nutrition, Medicine and Chemistry) from the Federal University of Rio de Janeiro Campus Macaé in 2015.2. At the end of the study data collection, 147 university students were evaluated. To assess anxiety, the state scale of the State and Trait Anxiety Inventory (STAI) was used. Information on students' food intake was obtained from the application of validated semi-quantitative food consumption questionnaire (QFCA), with 70 foods / preparations. Derivation of dietary patterns was performed for the total sample and additionally stratified into two groups (considering as the cutoff point the median state anxiety score) by principal component analysis (PCA). Processing and statistical analysis were performed using SPSS version 21 software. Results: The university students presented a median state anxiety of 43 points, being higher in women this value than men (45 x 41 points, respectively), with significant difference, p-value = 0.003. Regarding food consumption, three consumption patterns were identified, which together explained approximately 46.1% of the variance of food consumption in the total sample. The standards were named “Western”, “Healthy” and “Rice and Beans” according to the characteristics of the foods that made up each one. Eating patterns with substantially different characteristics were identified when we stratified the sample by means of the median anxiety-state score cutoff point. The derived standards for students in the group with anxiety scores below the median were named “Mixed 1”, “Fruits and Vegetables” and “Rice and Beans”. For the group with the highest anxiety scale scores, the identified patterns were named “Fast Food”, “Mixed 2” and “Rice and Beans”. Conclusion: In the total sample, a characteristic western dietary pattern was identified, with higher consumption of processed foods, fast food, refined high energy density and high palatability, rich in sugars, especially trans fats, and sodium. After stratification by the anxiety score, it was observed that the most anxious college students presented a more pronounced western eating pattern, since, even with the consumption of characteristic Western foods in the individuals with lower anxiety levels, the students less Anxious people were more present in their food groups with high biological value proteins, fresh fish and also a lower consumption of caffeinated beverages.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11186
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