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Title: Influências do Português L1 no processamento das estruturas de Present Perfect por aprendizes brasileiros de inglês L2
Authors: Silva, Victor Ramos da
metadata.dc.contributor.advisor: Kenedy, Eduardo
metadata.dc.contributor.members: Martins, Lia Santos de Oliveira
Silva, Vera Lúcia Teixeira da
Issue Date: 2015
Abstract: Esta pesquisa objetiva investigar o processamento psicolinguístico da forma verbal Present Perfect em aprendizes de língua inglesa (iniciantes, intermediários e avançados) comparados a falantes nativos monolíngues, assumindo a perspectiva de sistemas de memória declarativa e procedimental (ULLMAN, 2001; 2004; 2005; 2013) e testando as evidencias apresentadas por Clahsen e Felser (2006) sobre como uma nova língua pode ser processada comparando-se resultados de nativos e não nativos em tarefas cognitivas envolvendo a língua alvo. O experimento proposto é dividido em duas partes. A primeira parte é uma tarefa off-line controlada chamada aqui de Sentence Picture Matching com parâmetro cronométrico, desenvolvido no programa PsyScope e respondida com uma caixa de resposta. Nessa tarefa, o participante tinha de escolher, entre duas sentenças, aquela que melhor descrevia uma imagem apresentada anteriormente, durante 5 segundos, e o programa capturava o tempo de reação durante as rodadas. São 24 rodadas nesta tarefa: 8 experimentais e 16 distratoras. Os estímulos experimentais foram divididos em duas categorias – aquelas próximas a um correlato em português e aquelas sem um correlato automático na língua portuguesa. Esse fato nos fez dividir os participantes em dois subgrupos (organização experimental entre sujeitos), em que os 70 participantes (10 nativos monolíngues, 20 aprendizes avançados, 20 aprendizes intermediários e 20 iniciantes) foram redivididos ao meio em dois subgrupos chamados de “semelhante” (sentenças com correspondente em português) e “não semelhante” (aquelas sem tal correspondência). A segunda parte do experimento é uma tarefa off-line simples, respondida com caneta e papel. O participante tinha de fazer o mesmo, selecionar uma sentença que melhor descrevesse uma imagem; mas, agora, tendo de justificar a seleção. O número de rodadas foi diminuído para 5 estímulos experimentais e 10 distratoras de forma a evitar exaustão do participante. Os resultados da primeira parte do experimento indicaram que, em número de respostas corretas, não houve diferença significativa entre aprendizes avançados e falantes monolíngues nativos [F1 (1,20) = 4,31; p<0,05); mostrando-nos o comportamento ‘tal como nativo’ (FERNÁNDEZ, 2005), embora o tempo gasto tivesse diferença significativa, em ‘semelhante’, 1,244 segundos [F1 (1,20) = 4,31; p<0,05) e, em ‘não semelhante’, 4,58 segundos [F1 (1,20) = 9,14.; p<0,05). O nível de escolhas corretas caiu significativamente – 57% de escolhas corretas para ‘não semelhante’ e 50% em ‘semelhante’ para aprendizes intermediários de inglês; 43% de escolhas corretas para ‘não semelhante’ e 52% para ‘semelhante’ nos iniciantes. A diferença entre ‘semelhante’ e ‘não semelhante’ não apresentou diferença significativa, (x² = 0,57, p>0,321), para intermediários e (x² = 1,27, p>0,2025) para iniciantes, indicando que esse aspecto é relevante apenas para velocidade de processamento, no qual ambos os grupos alcançaram diferenças significantes: 1,596 segundos para o grupo intermediário [F1 (1,20) = 4,72,; p<0,05) e 4,349 segundos para o grupo de iniciantes [F1 (1,20) = 6,28; p<0,05). A análise da parte escrita do experimento (tarefa off-line / pós-teste) mostrou que 25% (semelhante) e 9,523% (não semelhante) dos nativos monolíngues tiveram comportamento metalinguístico contra 66,66% e 76% dos aprendizes avançados, 19,23% e 12,5% dos aprendizes intermediários e, finalmente, 38,88% e 18,18% dos iniciantes. Esses resultados e a análise qualitativa das respostas dadas nos mostraram que aprendizes avançados tendem a focar mais em regras estruturais, resultando em escolhas corretas, mas o tempo gasto não é próximo ao de um nativo monolíngue. Esse fato nos fez inferir que falantes nativos lidam com menor uso da memória declarativa (em função da procedimental) e não nativos a usam mais.
metadata.dc.description.abstractother: This research aims to investigate the psycholinguistic processing of the verb form Present Perfect in Brazilian learners of the English language (beginner, intermediate and advanced) compared to monolingual native speakers, by assuming the perspective of declarative and procedural memory systems (ULLMAN, 2001; 2004; 2005; 2013) and testing the evidence presented by Clahsen & Felser (2006) about how a new language can be processed by comparing native and non-native results in cognitive tasks involving the target language. The proposed experiment is divided into two parts. The first part of the experiment is a controlled off-line task called here sentence picture matching with chronometric parameter, developed in Psyschope program and answered with a button box device. In that task, the subject had to choose between two sentences, the one that best describe a picture presented during 5 seconds, the program captures the reaction time during the trials. There are 24 trials in that task: 8 experimental and 16 fishing (distracters). The experimental stimuli were divided into two categories – the ones closer to a Portuguese correlate and the ones without an automatic correlate in the Portuguese language. That fact made us divide the subjects into two sub-groups (between subjects experimental organization), in which the 70 participants (10 native monolinguals, 20 advanced learners, 20 intermediate learners and 20 beginner learners) were re-divided in half, into two sub-groups called “semelhante” (the sentences with Portuguese correspondent) and “não semelhante” (the ones without). The second part of the experiment is a simple off-line task on paper. The subject had to do the same, choose a sentence that best describes an image, but, now, that participant had to justify the selection. The number of trials was cut to 5 experimental stimuli and 10 fishing ones in order to avoid an exhausting task. The results indicated that, in number of correct choices, there was no significant difference between advanced learners and monolingual native speakers [F1 (1,20) = 4,31; p<0,05), showing us the native-like behavior (FERNÁNDEZ, 2005), although the time spent by those groups had a significant difference, in ‘semelhante’, 1.244 seconds [F1 (1,20) = 4,31; p<0,05) and, in ‘não semelhante’, 4,58 seconds [F1 (1,20) = 9,14,; p<0,05). The level of correct choices decreased significantly - 57% of correct choices for ‘não semelhante’ and 50% in ‘semelhante’ for Intermediate English Learners; 43% of correct choices for ‘não semelhante’ and 52% for ‘semelhante’ in Beginners. The difference between ‘semelhante’ and ‘não semelhante’ didn’t show significant differences, (x² = 0,57, p >0,321), for intermediate and (x² = 1,27, p >0,2025), for beginners, indicating that this aspect is only relevant to the speed of processing, where both groups achieved significant differences: 1.596 seconds for intermediate group [F1 (1,20) = 4,72,; p<0,05) and 4,349 seconds for the group of beginners [F1 (1,20) = 6,28; p<0,05). The analysis of the written part of the experiment (off-line task / post-experiment) showed that 25% (semelhante) and 9.523% (não semelhante) from native monolinguals indicated metalinguistic behavior against 66.66% and 76% for advanced learners, 19.23% and 12.5% for intermediate learners and, finally, 38.88% and 18.18% for beginners. Those results and the qualitative analysis of the answers given showed us that advanced learners tend to focus more on structural rules and it results in correct choices but the time spent is not close to a monolingual native. That fact and other ones made us infer that native speakers cope with little usage of declarative memory and non-natives use it much more.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11254
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