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Title: Estudo de intercorrências infecciosas entre crianças expostas ao HIV-1 e não infectadas
Authors: Rabelo, Rossana Oliveira Cavalcanti
metadata.dc.contributor.advisor: Cardoso, Claudete Aparecida Araújo
metadata.dc.contributor.advisorco: Velarde, Luis Guillermo Coca
metadata.dc.contributor.members: Vitral, Cláudia Lamarca
Diniz, Lilian Martins Oliveira
Morandi, José Laerte Junior Boechat
Issue Date: 2013
Citation: RABELO, Rossana Oliveira Cavalcanti. Estudo de intercorrências infecciosas entre crianças expostas ao HIV-1 e não infectadas. 2013. 103 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2013.
Abstract: Crianças expostas ao HIV-1 e não infectadas apresentam maior risco de morbimortalidade do que as nascidas de mães não infectadas pelo vírus. Essas crianças são mais expostas a intercorrências infecciosas e agravos sociais devido à doença da mãe e/ou pai. O objetivo do presente estudo é avaliar a frequência de intercorrências infecciosas entre crianças expostas ao HIV-1 e não infectadas acompanhadas no Ambulatório de Aids Pediátrica do Hospital Universitário Antônio Pedro da Universidade Federal Fluminense (HUAP-UFF), identificando indicadores de risco para intercorrências infecciosas na população estudada, e correlacioná-las com a evolução clínica materna no mesmo período. Trata-se de estudo observacional, longitudinal e retrospectivo de uma série de casos, realizado entre janeiro de 1995 e dezembro de 2010. Foram coletados dados clínicos e laboratoriais das crianças admitidas até os três meses e seguidas pelo menos até os 12 meses. Foram analisadas as intercorrências infecciosas gerais e graves destas crianças e de suas respectivas mães em igual período. Foram incluídos no estudo 190 binômios mãe e filho. Das 190 crianças, 96 (50,5%) eram do sexo masculino e 160 (84,2%) eram nascidas a termo. Dentre as mães, 162/185 (87,6%) usaram antirretrovirais durante a gestação e 157/184 (85,3%) usaram AZT venoso intraparto. Das 190 crianças estudadas, 163 (85,8%) tiveram 460 episódios de intercorrência infecciosa no primeiro ano, com média de 2,8 episódios de intercorrência infecciosa por criança. No período neonatal, 25,3% das crianças (48/190) apresentaram intercorrência infecciosa, tendo sido a candidíase mucocutânea a mais frequente (17/190 - 8,9%), seguida de sepse (16/190 - 8,4%) e de sífilis congênita (9/190 - 4,7%). Apresentaram intercorrência infecciosa no primeiro semestre de vida 108/190 crianças (55,8%), e no segundo semestre, 114/190 crianças (60%). Evidenciou-se associação estatisticamente significativa entre intercorrência infecciosa grave no primeiro ano de vida e prematuridade (OR=2,51; IC 95%=1,05-6,00; p=0,034), mãe sintomática na gravidez (OR=2,2; IC 95%=1,01-4,77; p=0,043), mãe com internação antes do parto (OR=2,8; IC 95%=0,99-7,94; p=0,046) e após o parto (OR=3,3; IC 95%=1,05-10,36; p=0,033), mães com contagem de CD4 < 200 células/mm3 após o parto (OR=9,45; IC 95%=1,40-63,79; P=0,030) e entre mães que foram a óbito (OR=2,5; IC 95%=1,26-123,71; =0,028). O mesmo ocorreu no período neonatal em relação à prematuridade (OR=2,68; IC 95%=1,16-6,19; p=0,018), uso do AZT venoso pela mãe no periparto (OR=0,21; IC 95%=0,87-0,48; p<0,001) e mãe sintomática na gravidez (OR=2,8; IC 95%=1,34-5,82; p=0,005). Nas famílias com número de pessoas maior que três (107/142), as crianças do grupo estudado apresentavam tendência a maior número de intercorrências infecciosas (OR=4,24; IC 95%=1,57-11,47; p=0,003), sugerindo que aglomerados favorecem a ocorrência de intercorrências infecciosas. Houve um elevado número de intercorrências infecciosas durante o primeiro ano de vida da criança independente do quadro clínico da mãe. Quando avaliamos intercorrências graves ocorridas no primeiro ano de vida das crianças e relacionamos com o estado de saúde materno, encontramos correlação estatística significativa, com mães com saúde deteriorada apresentando filhos com intercorrências infecciosas mais graves. Portanto, é importante que se aborde adequadamente a mãe infectada pelo HIV-1 para que se tenha redução da morbidade da criança.
metadata.dc.description.abstractother: HIV-1-exposed and uninfected children present higher risk of morbidity and mortality than those born from HIV-1-uninfected mothers. These children are more exposed to infectious complications and social aggravations due to mother and/or father´s disease. The aim of this study is to evaluate the frequency of infectious complications among HIV-1-exposed uninfected children accompanied at the Ambulatory of Pediatric Aids of University Hospital Antonio Pedro at Universidade Federal Fluminense (HUAP- UFF), identifying possible risk indicators for infectious complications, and to correlate them with maternal clinical outcome at the same period. This is an observational, longitudinal and retrospective study of a series of cases performed from January 1995 to December 2010. Clinical and laboratory data of children admitted before three months old and followed up for at least 12 months were collected. We analyzed the general and serious infectious complications of these children and their mothers at the same period. The study included 190 mother-child binomial. Of the 190 children, 96 (50.5%) were male and 160 (84.2%) were born at term. Among the mothers, 162/185 (87.6%) used antiretrovirals during pregnancy and 157/184 (85.3%) used intrapartum intravenous ZDV. Of the 190 children studied, 163 (85.8%) had 460 episodes of infectious complications in the first year, on average of 2.8 episodes of infectious complications per child. During the neonatal period, 25.3% of children (48/190) had infectious complications, mucocutaneous candidiasis being the most frequent (17/190 = 8.9%), followed by sepsis (16/190 = 8.4%) and congenital syphilis (9/190 = 4.7%). In the first semester, 108/190 children (55.8%) had infectious complications, and in the second semester, 114/190(60%). There was a statistically significant association between severe infectious complications in the first year and prematurity (OR = 2.51, 95%CI = 1.05 - 6.00, p = 0.034), symptomatic mother during pregnancy (OR = 2.2 , 95%CI = 1.01 - 4.77, p = 0.043), mother hospitalization before (OR = 2.8 , 95%CI = 0.99 - 7.94 , p = 0.046) and after delivery (OR = 3.3 , 95%CI = 1.05 - 10.36 , p = 0.033), maternal CD4 counts < 200 cells/mm3 postpartum (OR = 9.45 , 95%CI = 1.40 - 63.79, p = 0.030) and among mothers who died (OR = 2.5, 95%CI = 1.26 - 123.71, p = 0.028). The same occurred in the neonatal period in relation to preterm birth (OR = 2.68, 95%CI = 1.16 - 6.19, p = 0.018), use of peripartum intravenous AZT by mother (OR = 0.21, 95%CI = 0.87 - 0.48, p < 0.001) and symptomatic mother during pregnancy (OR = 2.8, 95%CI = 1.34 - 5.82, p = 0.005). In families with number of people greater than three (107/142), HIV-1-exposed uninfected children were likely to have the largest number of infectious complications (OR = 4.24, 95%CI = 1.57 - 11.47, p = 0.003), suggesting that the occurrence of agglomerates favors infectious complications. We observed a high number of infectious complications during the first year of child life regardless maternal clinical presentation , but when we evaluated the serious complications occurred in the first year of life of children and related to the mother health status, we found statistically significant difference, with mothers with deteriorated health having children with severe infectious complications. Therefore, it is important to properly address the HIV-1-infected mother to have a reduction of the child morbidity
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11325
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