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Title: Efeito da prednisolona na linguagem de crianças com transtorno do espectro autista
Authors: Vairo, Giselle de Paula Teixeira
metadata.dc.contributor.advisor: Vasconcelos, Marcio Moacyr
metadata.dc.contributor.advisorco: Brito, Adriana Rocha
metadata.dc.contributor.members: Souza, Lucienne de Oliveira Jesus
Maia Filho, Heber de Souza
Werner Junior, Jairo
Issue Date: 2019
Citation: VAIRO, Giselle de Paula Teixeira. Efeito da prednisolona na linguagem de crianças com transtorno do espectro autista. 2019. 141 f. Dissertação (Mestrado em Neurologia)- Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2019.
Abstract: FUNDAMENTAÇÃO E JUSTIFICATIVA: A pesquisa buscou avaliar, de forma inédita, a linguagem e a função comunicativa de crianças diagnosticadas com o transtorno do espectro autista, contribuindo para a construção de novos paradigmas para se refletir a complexidade do tema. Trata-se de um transtorno com etiologia desconhecida até o momento, cujos dados epidemiológicos demonstram um considerável aumento da prevalência nos últimos anos. OBJETIVOS: Analisar a linguagem de crianças autistas e avaliar o efeito da prednisolona na melhora da sua função comunicativa comparado com o grupo placebo, em relação aos aspectos da linguagem receptiva, expressiva e pragmática. POPULAÇÃO E MÉTODOS: Estudo prospectivo - Ensaio clínico randomizado, duplocego e controlado com placebo, que avaliou 40 meninos de 3-7 anos de idade. Vinte participantes (idade mediana de 55,0 ± 13,7 meses) receberam placebo e 20 (idade mediana de 58,0 ± 12,3 meses) receberam prednisolona num protocolo prédeterminado. A avaliação da linguagem baseou-se em dois instrumentos brasileiros, ABFW-subitem pragmática e ADL, que foram aplicados em quatro momentos distintos (antes do ensaio clínico, 2º e 6º mês de uso de medicação-teste e seis meses após o término da medicação). Foram realizadas análises descritivas e qualitativas de fatores pertencentes à linguagem receptiva e expressiva e ao campo pragmático da linguagem como o contexto da observação, a interlocução presente em díades, a ocupação do espaço comunicativo e o uso de funções comunicativas. Os dados foram avaliados nos softwares EPI Info 7.1.3.0 e SPSS 18 e o nível de significância foi definido como ≤ 0,05. RESULTADOS: Os 2 grupos foram inicialmente homogêneos em termos da idade (p=0,914), linguagem receptiva (p=0,239) e expressiva (p=0,162) e totais de atos verbais (p=0,512), vocais (p=0,174) e gestuais (p=0,160). No ABFW (subitem pragmática) a interseção entre as variáveis independentes do total de atos vocais alcançou significância estatística (p= 0,007). Crianças menores de cinco anos com regressão do desenvolvimento mostraram escores significativamente mais altos em ambos os instrumentos de avaliação da linguagem. CONCLUSÕES: As crianças autistas responderam de maneira favorável à prednisolona, com aumento significativamente maior dos escores da linguagem de ambos os instrumentos em comparação com o grupo que recebeu placebo.
metadata.dc.description.abstractother: FUNDAMENTALS AND JUSTIFICATION: The research sought to assess, in an unprecedented way, the language and communicative function of children diagnosed with autism spectrum disorder, contributing to the construction of new paradigms to reflect the complexity of the theme. It is a disorder with unknown etiology so far, whose epidemiological data show a considerable increase in prevalence in recent years. OBJECTIVES: To analyze the language of autistic children and to assess the effect of prednisolone on their communication function compared with the placebo group, regarding receptive, expressive and pragmatic language aspects. POPULATION AND METHODS: Prospective study - Randomized, double-blind, placebo-controlled clinical trial that assessed 40 boys at 3-7 years age range. Twenty participants (median age=55.0 ± 13.7 months) received placebo and 20 (median age=58.0 ± 12.3 months) received prednisolone according to a specific protocol. Language assessment was based on two Brazilian tools, ABFW-pragmatics and ADL, that were applied in four different occasions (at onset, 2nd and 6th months of the clinical trial and six months after its end). The study included descriptive and qualitative analyses of receptive and expressive language elements and of pragmatics, such as the observation setting, interlocution among dyads, communicative space occupation, and use of communicative functions. Data was evaluated using EPI Info 7.1.3.0 and SPSS 18, and the level of significance was established at ≤ 0.05. RESULTS: The 2 groups were initially homogeneous in terms of age (p = 0.914), receptive (p = 0.239) and expressive (p = 0.162) language and total verbal acts (p = 0.512), vocal (p = 0.174) and gestures (p = 0.160). In ABFW (pragmatic subitem) the intersection between the independent variables of the total vocal acts reached statistical significance (p = 0.007). Those children below five years of age with developmental regression showed the most significant increases in scores of both language assessment tools. CONCLUSIONS: Autistic children responded favorably to prednisolone, with a significantly higher increases in language scores for both language tools compared with the placebo group.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11637
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