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Title: Comparação entre a técnica de captura do híbrido e a reação em cadeia da polimerase na detecção de infecções causadas por papilomavírus humanos no colo do útero
Authors: Carestiato, Fernanda Nahoum
metadata.dc.contributor.advisor: Cavalcanti, Silvia Maria Baeta
metadata.dc.contributor.members: Oliveira, Ledy do Horto Santos
Frugulhetti, Izabel Christina Nunes de Palmer Paixão
Almeida Filho, Gutemberg Leão de
Issue Date: 2005
Citation: CARESTIATO, Fernanda Nahoum. Comparação entre a técnica de captura do híbrido e a reação em cadeia da polimerase na detecção de infecções causadas por papilomavírus humanos no colo do útero. 2005. 104 f. Dissertação (Mestrado em Patologia) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2005.
Abstract: As infecções causadas pelos Papilomavírus humanos (HPV) são as Doenças Sexualmente Transmissíveis mais freqüentes em todo mundo. Cerca de 30% destas infecções são persistentes, fato associado ao aumento significativo do risco de neoplasia cervical. Assim, o acompanhamento das infecções persistentes, associadas aos HPV de alto risco, funcionaria como medida preventiva contra o câncer. Por esta razão, entra em discussão qual a melhor técnica de detecção da infecção e rastreamento das pacientes. A fim de contribuir para esse estudo, nossa pesquisa comparou as técnicas de Captura do Híbrido (HCAII) e Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), ambas utilizadas para a detecção do genoma viral. Foram estudadas 1616 amostras de pacientes do sexo feminino, atendidas nos Laboratório Sérgio Franco, durante o ano de 2001. Para o teste de Captura do Híbrido foi usado o kit da Digene Hybrid Capture II (HCAII), onde os tipos de HPV são agrupados em sondas: grupo A (baixo-risco) e grupo B (alto-risco) e para o PCR foram usados os primers genéricos MY09/11, e os primers específicos para o gene E6 dos HPV de alto-risco (HPV 16,18,31,33 e 35), e E7 (HPV 58). Das 1616 amostras 745 (46,1%) eram positivas para algum tipo de HPV. E destas, a maior parte (91,4%) apresentou infecção com HPV de alto-risco sozinho ou conjuntamente ao de baixo-risco, caracterizando uma população com alto risco de desenvolver câncer. A média de idade das pacientes foi de 30 anos, o que coincidiu também com a faixa etária de maior número de mulheres infectadas no nosso estudo. Das 1616 amostras selecionamos ao acaso 97 para serem submetidas a PCR, desde que também apresentassem o resultado da Citopatologia no mesmo período. A PCR detectou em 79 pacientes o DNA do HPV, enquanto que na HCAII obtivemos 68 amostras positivas. Neste grupo, o tipo mais prevalente pela PCR foi o HPV16 (48%), seguido do HPV18 (40%), HPV35 (8%), 31 (4%), e os HPV 33 e 58 não foram detectados. Nossos dados apontam a maior sensibilidade da PCR, conforme descrito na literatura. Considerando o diagnóstico citopatológico, os dois testes se mostraram concordantes com o mesmo: conforme o aumento da severidade do diagnóstico pelo teste de Papanicolau, maior o número de casos de HPV detectados. A concordância entre HCAII e a PCR foi de 78,4%. Entretanto, em alguns casos, ressaltando-se aqueles classificados como Alterações Inflamatórias, a PCR apresentou maior prevalência de HPV que a HCAII: a positividade pela PCR foi de 78,8% e pela HCAII foi de 48,8% que podem ser justificados por resultados falsos-negativos e falsos-positivos comuns às duas técnicas. A carga viral obtida pela HCAII mostrou uma média crescente até as lesões de baixo-grau (LSIL) e uma queda nas lesões de alto-grau, mas de modo geral, a análise foi inconclusiva, apresentando valores com significância estatística somente para as LSIL. Considerando o custo ainda elevado destas duas técnicas, as implicações na prevenção e no tratamento das infecções pelo HPV, concluímos que tanto a HCAII como a PCR podem ser utilizadas juntamente com a Citopatologia (Papanicolau), que já é o exame de eleição para o rastreamento das pacientes, direcionados principalmente para mulheres acima dos 35 anos de idade. Isto porque, acima desta idade há um aumento das chances de estarmos frente às infecções persistentes, que constituem o principal fator de risco para a carcinogênese. Sendo assim, o uso combinado poderia significar medida mais efetiva de prevenção contra o câncer cervical
metadata.dc.description.abstractother: The Human Papillomavirus (HPV) infections are the most frequent Sexually Transmitted Diseases worldwide. Nearly 30% of these infections are persistent, fact associated with a significant increase in risk for cervical neoplasia. Thus, the screening of persistent infections, associated with high-risk HPV types, would result in prevention of the cancer. For this reason, there is a search for which is the best technique of detection of HPV infection and patient screening. In order to contribute for this study, our research compared the techniques of Hybrid Capture Assay and Polimerase Chain Reaction, both used in the diagnosis of HPV infection. For that, 1616 samples of female patients had been studied. They were attended at Laboratorio Sergio Franco, during year 2001. For the Hybrid Capture Assay the kit Digene Hybrid Capture II was used (HCAII), where the HPV types are separated in: group A (low-risk) and group B (high-risk), and for the PCR, we used generic primers MY09/11, and specific primers for the E6 gene of high-risk HPV types (HPV 16,18,31,33,35) and E7 (HPV 58). Of all 1616 samples, 745 (46,1%) were positive for some HPV type. And the most part (91,4%) presented high risk HPV infection alone or with one low-risk HPV type, characterizing a population with high risk to develop cancer. The age average of the patients was 30 years, what also agreed with the age band of most part of infected women in our study. Within the 1616 samples, we selected 97 for PCR analysis, if the patient presented the citopathological diagnosis from the same period. The PCR detected HPV DNA in 79 patients, while in HCAII we found 68 positive samples. The most prevalent HPV type detected by the PCR was the HPV16 (48%), followed of HPV18 (40%), HPV35 (8%), 31 (4%) while HPV 33 and 58 had not been detected in this samples. Our data pointed that PCR had the highest sensitivity, as described in literature. Both PCR and HCAII showed good agreement with the results from Citopathology: the increase of severity of Pap diagnosis corresponded to an increase in HPV detection by PCR and HCAII. The general agreement between HCAII and PCR was 78.4%. However, in the cases of Inflammatory Alterations, the PCR was more efficient than the HCAII; the positivity for the PCR was of 78,8% and for the HCAII it was of 48,8%, justified by either false-positive or false-negative results, related to both techniques. The viral load obtained by HCAII showed an upward trend from normal to LSIL with a fall in HSIL. But measures were generally inconclusive, with statistic significant values restricted to LSIL. Considering the high costs of these techniques, the implications in the prevention and the treatment of HPV infections, we conclude that both HCAII and PCR can be used to complement the Citopathology (Papanicolau), that is used to screening HPV in the general population. This would result in effective prevention against the cervical cancer, mainly, in women above of 35 years old, since this age group may represent the one with persistent HPV infections, that constitute the main risk factor for carcinogenesis
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11645
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