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Title: Alfabetização e temporalidade: contribuições de um experimento psicolinguístico para uma análise de períodos sensíveis ao letramento formal
Authors: Cunha, Kelly Cristine Oliveira da
metadata.dc.contributor.advisor: Kenedy, Eduardo
metadata.dc.contributor.members: Mendes, Luciana Sanchez
Abreu, Katia Nazareth Moura de
Issue Date: 25-Sep-2019
Abstract: A cultura produziu uma percepção temporal que não se relaciona com o tempo biológico das pessoas que a produzem. Sob o argumento de que o corpo humano saudável responde com aprendizado a todo estímulo que lhe é imposto, muitas escolas vêm oferecendo a cultura letrada como benefício já nos primeiros anos de vida da criança, ignorando a (falta de) maturidade de seu desenvolvimento cerebral. Esta pesquisa faz um contraponto entre o tempo da cultura e o tempo biológico nos aspectos que se relacionam com a aprendizagem da leitura e da escrita. Santos (2002) descreve a concepção de temporalidade como preponderante para a construção da racionalidade ocidental que, ao assentar-se na ideia de que planificação e linearidade dividem a história em passado, presente e futuro, vê o presente como um momento de preparação para um futuro expandido. Esta pesquisa se lança criticamente sobre práticas que visam o desenvolvimento da alfabetização antes dos 6 anos de idade. Dehaene (2012) descreve o funcionamento íntimo das operações mentais feitas pela criança em fase de alfabetização: como a aprendizagem da leitura modifica o cérebro e como ela se ancora no sistema visual e nas áreas da linguagem, sugerindo como equivocadas e ineficientes as práticas que visam o letramento formal na Educação Infantil, período anterior ao amadurecimento dos recursos neuronais necessários a esse tipo de aprendizado. Através de experimento psicolinguístico, avaliou-se a proficiência de leitura de crianças ao final do 1º ano do Ensino Fundamental. As crianças participantes do experimento foram agrupadas segundo o nível de acesso ao letramento formal (ou ausência dele) obtido durante a Educação Infantil, sendo eles: (i) orientação para o letramento formal com abordagem sistematizada aos 4 anos de idade, (ii) orientação para o letramento formal com abordagem sistematizada aos 5 anos de idade, (iii) exposição à cultura letrada sem sistematização da escrita e (iv) ausência de exposição sistemática à cultura letrada. O objetivo da pesquisa foi verificar se o letramento formal precoce, em diferentes níveis e idades, de alguma forma produz efeito positivo na criança quando de sua chegada na alfabetização (1º ano do Ensino Fundamental), por contraste ao desempenho de crianças que não foram submetidas a esse tipo de treinamento. Verificou-se que o letramento formal precoce não produz efeito positivo sobre a proficiência de leitura das crianças
metadata.dc.description.abstractother: Culture has produced a temporal perception that is not related to the biological time of the people who produce it. Under the assumption that the healthy human body responds with learning to every stimulus imposed on it, many schools have been offering literacy as a benefit in the early years of the child, ignoring the (lack of) maturity of their brain development. This research makes a counterpoint between culture time and biological time in aspects related to learning to read and write. Santos (2002) describes the conception of temporality as preponderant for the construction of Western rationality, which, based on the idea that planning and linearity divide history into past, present and future, sees the present as a moment of preparation for a future. This research focuses critically on practices aimed at developing literacy before the age of 6. Dehaene (2012) describes the intimate functioning of the child's mental operations in the literacy phase: how learning to read modifies the brain and how it is anchored in the visual system and language areas, suggesting how misplaced and ineffective are the practices that aim the formal literacy in Early Childhood Education, a period prior to the maturation of the neural resources required for this type of learning. Through a psycholinguistic experiment, the reading proficiency of children was evaluated at the end of the first year of elementary school. The children participating in the experiment were grouped according to the level of access to formal literacy (or absence of it) obtained during Early Childhood Education. These included: (i) guidance for formal literacy with a systematized approach at 4 years of age, (ii) orientation for formal literacy with systematized approach at 5 years of age; (iii) exposure to literate culture without writing systematization; and (iv) absence of systematic exposure to literate culture. This researt aims to verify if early formal literacy, at different levels and ages, has a positive effect on the child when he or she arrived in literacy (1st year of elementary school), in contrast to the performance of children who were not submitted to this type of training. It was found that early formal literacy does not have a positive effect on children's reading proficiency
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11648
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