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Title: Diagnóstico molecular das infecções causadas pelos papilomavírus humanos no colo uterino
Authors: Carvalho, Maria Odete de Oliveira
metadata.dc.contributor.advisor: Cavalcanti, Sílvia Maria Baeta
metadata.dc.contributor.members: Oliveira, Ledy do Horto dos Santos
Garcia, Rita de Cássia Cubel
Almeida Filho, Gutemberg Leão de
Issue Date: 2004
Citation: CARVALHO, Maria Odete de Oliveira. Diagnóstico molecular das infecções causadas pelos papilomavírus humanos no colo uterino. 2004. 89 f. Dissertação (Mestrado em Patologia) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2004.
Abstract: O câncer da cérvice uterina é apontado como a terceira causa de morte entre mulheres em todo o mundo. A partir do ano 2000, a Organização Mundial de Saúde reconheceu alguns tipos de Papilomavírus Humanos (HPV) associados a lesões genitais como agentes etiológicos do carcinoma cervical. Assim, o diagnóstico precoce dessas infecções pode contribuir para a prevenção do câncer. O objetivo de nosso trabalho foi avaliar o emprego de métodos moleculares a fim de comprovar a presença dos HPV no trato genital para utilização em combinação com a Citopatologia, método utilizado para rastreamento das lesões causadas pelos HPV. A pesquisa foi realizada com material de pacientes atendidas no Laboratório Dr Sérgio Franco. As amostras foram analisadas pelas técnicas de Captura Híbrida (HCA II) e de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) com a utilização dos primers genéricos MY 09/ MY 11. A nossa amostra foi composta de 1055 pacientes com idade entre 15 e 70 anos. Com a técnica de HCA II, o HPV foi detectado em 48,3% das pacientes, com uma prevalência de 45,8% entre as pacientes com idade entre 20 e 30 anos. Observamos que 52,7% (269/510) + 35,5% (181/510) destas lesões infectadas apresentavam tipos oncogênicos, sozinhos ou em infecções múltiplas respectivamente, indicando uma alta prevalência de pacientes com risco aumentado de câncer. Realizamos a análise comparativa da HCA II e da PCR em 40 amostras, com o objetivo de determinar a sensibilidade e a especificidade da HCA II. O HPV foi detectado em 75% dessas amostras quando analisados pela HCA II enquanto pela PCR a detecção ocorreu em 70%. A Citopatologia foi usada como método de referência para avaliar rastreamento das lesões. Os três testes demonstraram concordância absoluta quando a Citopatologia apontou a amostra como NORMAL. Casos discordantes ocorreram onde a Citopatologia diagnosticou como lesão de baixo grau (LSIL), onde a prevalência foi de 100% pela HCA II e de 85% pela PCR. Comparando as duas técnicas com os resultados da Citopatologia, observamos que tanto a HCA II (p= 0) quanto a PCR (p=0,002) demonstram associação positiva. Concluímos que apesar das diferenças observadas, a HCA II apresentou sensibilidade e especificidade adequadas para uso clínico, em combinação com a Citopatologia, em especial a fim de fechar o diagnóstico de alterações do tipo ASCUS e também de lesões LSIL, principalmente quando estas demonstram ser persistentes ou recidivantes. Além disso, a avaliação da medida de carga viral obtida pela HCA II parece relacionar-se com a severidade da lesão e merece estudos adicionais a fim de relacioná-la ao risco de progressão ao câncer
metadata.dc.description.abstractother: Cervical cancer is the third major cause of death from cancer in female worldwide. From 2000, World Health Organization accepted a few types of genital Human Papillomavirus (HPV) as etiological agents of cervical cancer. Nevertheless, the diagnosis of such viral infections still needs improvements in order to contribute to cancer prevention. The objective of our study was to evaluate the use of molecular methodologies to access HPV DNA, in association to Cytopathology, the classical method of screening cervical lesions. The research was conducted by using samples from cervical smears of women attended at Laboratórios Dr Sérgio Franco, at Rio de Janeiro. They were analyzed by the Hybrid Capture Assay II (HCA II) and the Polymerase Chain Reaction (PCR) with generic primers MY 09/ MY 11. The study was composed by 1055 patients aging from 15 to 70 years old. HPV was detected in 48.3% of the smears, by HCA II, with a prevalence of 45.8% in patients aging from 20 to 30 years old. We observed that 88.2% of the infected women showed oncogenic HPV types, pointing to a high prevalence of patients with a high risk of cancer. We also conducted a comparative analysis between HCA II and PCR, for 40 samples, with the objective to determine the sensibility and the specificity of HCA II. HPV was detected in 75% of the samples, by HCA II, while PCR showed HPV in 70% of the patients. Cytopathology was used as a reference method of screening the lesions. The three tests showed absolute agreement when Cytopathology referred the sample as NORMAL. Disagreements occurred when Cytopathology pointed low squamous intraepithelial lesions (LSIL), in which HCA II showed 100% of HPV detection and PCR pointed only 85% of DNA detection. After comparing the two molecular techniques with Cytopathology results, we observed that in HCA II (p=0) as well as in PCR (p=0.002) a positive association was demonstrated. Hence, we concluded that, despite a few disagreements, HCA II showed to be sensitive and specific enough to be used in combination with cytopathology, especially in order to confirm ASCUS diagnosis and the presence of LSIL that shows persistence or reccurrence. Besides that, the evaluation of viral load measures obtained by HCA II showed to be related to the severity of the lesion and merits further studies to analyze possible association to risk of progression to malignancy
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11661
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