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Title: Das margens ao centro: notas e atualizações de um projeto para o Brasil de Macunaíma
Authors: Campos, Sheila Praxedes Pereira
metadata.dc.contributor.advisor: Fonseca, José Luís Jobim de Salles
metadata.dc.contributor.advisorco: Lopez, Therezinha Apparecida Porto Ancona
metadata.dc.contributor.members: Carvalho, Fábio Almeida de
Mibielli, Roberto
Dias, André
Issue Date: 25-Sep-2019
Abstract: O aproveitamento do extenso material coletado por Mário de Andrade culminou em um projeto do qual Macunaíma é um dos resultados. Neste projeto, o que Mário faz é ir além do projeto indigenista e de uma língua brasileira proposta por José de Alencar e outros: ele capta o que seria considerado a “indigência” da narrativa indígena (haja vista sua estrutura ou modo de narrar), ironiza propositadamente o português castiço na “Carta pras Icamiabas” (apesar da rejeição de Manuel Bandeira), traz intelectuais como Rui Barbosa, Raimundo Morais e outros e satiriza o português falado no Brasil (do pretenso intelectual) já com vistas a um projeto que busca construir uma gramática (ou gramatiquinha) da língua brasileira. Tal e qual Alencar, Mário anuncia o projeto de uma gramática da “língua brasileira” literária, com o propósito de “consolidar a integração cultural de um Brasil monstruoso, tão esfacelado, tão diferente, sem nada nem siquer uma língua que ligue tudo” (como escreveu em carta a Câmara Cascudo datada de 26 de junho de 1925). Do interesse pelo folclore e pela língua como elementos capazes de unir um país tão disperso geograficamente, Mário publica, em 1928, Macunaíma, incitado pela leitura de Vom Roroima zum Orinoco, do etnógrafo alemão Theodor Koch-Grünberg. Tomando como base o estudo de sua correspondência como laboratório de criação e das notas marginais feitas no texto em alemão de Koch-Grünberg, esta tese reflete como o interesse de Mário pela sua terra (conforme sua correspondência demonstra) desemboca na pluralidade linguística que Macunaíma representa (a “Carta pras Icamiabas” é um exemplo disso), cuja língua/linguagem revela os inúmeros Brasis que vão do Uraricoera à Ursa Maior e vice-versa, (re)atualizando Mário e seu Macunaíma ainda e sempre
metadata.dc.description.abstractother: The use of material collected by Mario de Andrade culminated in a project of which Macunaíma is one of the results. In this project, what Mário does is to go beyond the Indigenist project and a Brazilian language proposed by José de Alencar and others: he captures what would be considered the ‘indigence’ of the indigenous narrative (given its structure or way of narrating), he ironizes purposefully the pure Portuguese in the “Carta pras Icamiabas” (despite the rejection of Manuel Bandeira), he brings intellectuals such as Rui Barbosa, Raimundo Morais and others and satirizes the Portuguese spoken in Brazil (of the pretense intellectual) already with views to a project that seeks to construct a grammar (or “little grammar”) of the Brazilian language. Like Alencar, Mário announces the project of a grammar of the literary Brazilian language, with the purpose of "consolidating the cultural integration of a monstrous Brazil, so crumbled, so different, with nothing or even a language that connects everything" (as he wrote in a letter to Câmara Cascudo dated June 26, 1925). Of his interest in folklore and language as elements capable of uniting such a geographically dispersed country as Brazil, Mário published, in 1928, Macunaíma, incited by the reading of Vom Roroima zum Orinoco, by the German ethnographer Theodor Koch-Grünberg. Based on the study of his correspondence as a laboratory of creation and of the marginal notes made in the German text, this thesis reflects how Mario’s interest in his land (as his correspondence demonstrates) flows into linguistic plurality that Macunaíma represents (the “Carta pras Icamiabas” is an example this), whose language reveals the many Brazils that go from Uraricoera to Ursa Maior and vice versa, (re)uptdating Mário and his Macunaíma still and always
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11669
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