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Title: “Não só ensinar uma Língua Estrangeira pro trabalho, mas pra vida”: um estudo sobre o trabalho do professor de espanhol e de inglês no IFRJ – dos prescritos às falas sobre a sua atividade
Authors: Gil, Giselle da Motta
metadata.dc.contributor.advisor: Freitas, Luciana Maria Almeida de
metadata.dc.contributor.members: Júnior, Antonio Ferreira da Silva
Almeida, Fábio Sampaio de
Vazquez, Renato Pazos
Sant’Anna, Vera Lucia de Albuquerque
Issue Date: 25-Sep-2018
Abstract: GIL, Giselle da Motta. “Não só ensinar uma Língua Estrangeira pro trabalho, mas pra vida”: um estudo sobre o trabalho do professor de espanhol e de inglês no IFRJ – dos prescritos às falas sobre a sua atividade. 2017. 290 f. Tese (Doutorado em Estudos da Linguagem) – Tese (Doutorado em Estudos da Linguagem) – Universidade Federal Fluminense, Instituto de Letras, 2017. Esta pesquisa dialoga com as investigações que buscam aproximar linguagem e trabalho. Analisamos sentidos que se constroem para o trabalho do professor de Língua Estrangeira (LE) nos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) em prescritos do seu trabalho e nas falas desse docente sobre a sua atividade. Para desenvolver este estudo consideramos as reflexões de Bakhtin e seu Círculo (BAKHTIN, 2010, 2011; VOLOSHINOV, 2009) e os pressupostos teóricos da Análise do Discurso de base enunciativa (MAINGUENEAU, 1997, 2002, 2008, 2015). Ampliamos nosso olhar sobre o trabalho como objeto de pesquisa a partir das contribuições da Ergonomia situada (GUÉRIN et al, 2001) e da Ergologia (SCHWARTZ; DURRIVE, 2010). Ao definir nosso foco de estudo no trabalho do professor, apoiamo-nos em Amigues (2004), Freitas (2010) e Machado (2004). A pesquisa foi organizada em duas etapas: a documental, em que buscamos os conceitos sobre a atividade do professor no IFRJ, a maneira como ela é antecipada nos documentos que organizam a atividade do professor de LE no IFRJ; e a realização do grupo de discussão (GD), espaço de interação entre a pesquisadora e docentes de LE da instituição. Na primeira parte deste estudo, buscamos nos documentos analisados processos de referência ao professor e a maneira como se constrói discursivamente a concepção de ensino no Instituto, não só o de LE. Também analisamos o que é definido como atividade desse docente e suas competências. Na segunda etapa, a partir das falas produzidas no GD, foi possível identificar modos de constituição de sentidos para o trabalho do professor de LE no IFRJ. Os resultados apontam para um embate entre o ensino humanista, a formação para a cidadania, para a reflexão e o ensino para o mercado, para a formação de um técnico que saiba realizar as tarefas exigidas por uma empresa. Relacionamos as falas das participantes no GD à comunidade discursiva que defende a formação cidadã inserida no contexto das aulas de LE. No entanto, não há coincidência no modo como cada uma verbaliza a sua atividade a partir dessa perspectiva de formação, o que as situa em lugares enunciativos diferentes. As docentes não conheciam alguns prescritos do seu trabalho apresentados no GD, e, quando verbalizaram a sua atividade, ficou explícito que esse desconhecimento trazia angústia e insegurança para elas no momento de desenvolver suas ações. Os enunciados demonstram que o desconhecimento de prescritos também é perceptível na comunidade acadêmica do IFRJ e em outros professores da instituição, o que traz como consequência a desvalorização do papel do professor de LE na formação técnica integrada e até mesmo o apagamento do seu trabalho em diferentes contextos do IFRJ. Diante do exposto pelas participantes do GD, foi possível observar que elas não se sentem parte do coletivo que atua nos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio da instituição. Todos esses sentidos aos quais tivemos acesso mostram a produtividade de um evento enunciativo da natureza do GD para a compreensão do trabalho do professor, porque só foi possível ter acesso a esses saberes da experiência das professoras a partir desse espaço de diálogo que a pesquisa proporcionou
metadata.dc.description.abstractother: GIL, Giselle da Motta. “No solo enseñar una Lengua Extranjera para el trabajo, sino para la vida: un estudio sobre el trabajo del profesor de español y de inglés en el IFRJ – de los prescritos a las hablas sobre su actividad. 2017. 290 f. Tesis (Doctorado en Estudios del Lenguaje – Universidade Federal Fluminense, Instituto de Letras, 2017. Esta tesis doctoral dialoga con las investigaciones que buscan una aproximación entre lenguaje y trabajo, analizando sentidos que se construyen sobre el trabajo del profesor de Lengua Extranjera (LE) en los Cursos de la Educación Media Técnica Profesional del Instituto Federal de Rio de Janeiro (IFRJ) en prescritos de su trabajo y en las hablas de ese docente sobre su actividad. Para este estudio, consideramos las reflexiones de Bajtín y su Círculo (BAJTÍN, 2010, 2011; VOLOSHINOV, 2009) y el aporte teórico del Análisis del Discurso de base enunciativa (MAINGUENEAU, 1997, 2002, 2008, 2015). Ampliamos nuestra discusión sobre el trabajo como objeto de investigación a partir de las contribuciones de la Ergonomía situada (GUÉRIN et al, 2001) y de la Ergología (SCHWARTZ; DURRIVE, 2010). Para tratar del trabajo del profesor, nos apoyamos en Amigues (2004), Freitas (2010) y Machado (2004). La tesis se organiza en dos etapas: la documental, en la que buscamos los conceptos sobre la actividad del profesor en el IFRJ en los documentos que prescriben su trabajo; y la realización de un foro de discusión, espacio de interacción entre la investigadora y docentes de LE de la institución. En la primera parte, buscamos identificar, en los documentos analizados, procesos de referencia al profesor y la forma como se construye discursivamente la concepción de enseñanza en el instituto de modo general, y cómo se definen la actividad de ese docente y sus competencias. En la segunda etapa, por medio de las hablas producidas en el foro de discusión, logramos identificar modos de constitución de sentidos para el trabajo del profesor de LE en el IFRJ. Los resultados apuntan para un embate entre la enseñanza humanista, la formación para la ciudadanía, para la reflexión y la enseñanza para el mercado de trabajo, para la formación de un técnico que sepa realizar las tareas exigidas por una empresa. Relacionamos lo que fue dicho por los participantes en el foro a la comunidad discursiva que defiende la formación ciudadana inserida en el contexto de las aulas de LE. Sin embargo, no hay coincidencia en el modo como cada uno verbaliza su actividad a partir de esa perspectiva de formación, haciendo que se sitúen en lugares enunciativos diferentes. Los docentes no conocían algunos prescritos de su trabajo presentados en la discusión y, en sus hablas sobre su actividad, dejaron explícito que ese desconocimiento causaba angustia e inseguridad en el desarrollo de sus acciones. Los enunciados demostraron que también se percibe este desconocimiento de prescritos en la comunidad académica del IFRJ como un todo, lo que provoca como consecuencia la desvaloración del papel de profesor de LE en la formación técnica integrada e incluso, el apagamiento de su trabajo en diferentes contextos del IFRJ. Ante lo expuesto en el foro de discusión, nos fue posible observar que los participantes no se sienten parte del colectivo que actúa en los cursos de la institución. La realización de un foro de discusión como camino metodológico en esta investigación se mostró bastante productiva para la comprensión de sentidos sobre el trabajo del profesor, una vez que posibilitó el acceso a saberes de la experiencia de los docentes por medio de un espacio de diálogo
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11670
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