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Title: Política Linguística nos editais e nas provas de concurso público para a docência em Língua Espanhola: o caso do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro
Authors: Caldas, Bárbara Regina de Andrade
metadata.dc.contributor.advisor: Diez, Xoán Carlos Lagares
metadata.dc.contributor.advisorco: Almeida, Fábio Sampaio de
metadata.dc.contributor.members: Daher, Maria Del Carmen
Júnior, Antonio Ferreira da Silva
Giorgi, Maria Cristina
Fanjul, Adrián Pablo
Issue Date: 11-Oct-2019
Abstract: O objetivo desta pesquisa de doutorado é compreender os possíveis sentidos relativos à política linguística adotada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) em relação ao ensino de língua espanhola, a partir da análise discursiva dos conteúdos programáticos dos editais n° 26/2009, n° 37/2011 e n° 80/2015 e das questões das provas de concurso público realizadas neste Instituto para professor de espanhol e para professor de português/espanhol. Para uma melhor compreensão de como a política linguística em relação à docência em espanhol se construiu nos referidos editais e provas do IFRJ, me apoiei nas teorizações de Guespin e Marcellesi (1986), Arnoux (2007), Arnoux e Nothstein (2014) e Lagares (2013, 2018) sobre Política Linguística e Glotopolítica. Para a realização da análise discursiva de tais editais e provas, me aproximei da perspectiva de linguagem de Maingueneau (1997, 2008, 2013, 2015), a partir da sua visão enunciativo-discursiva da Análise do Discurso. Nesse contexto, as contribuições de Bakhtin (2011, 2016) e de seu Círculo (2017) sobre o dialogismo e os gêneros do discurso foram essenciais para compreender os diálogos na produção de sentidos dos enunciados que compõem o corpus da pesquisa e definir caminhos metodológicos para as análises. Também foi relevante o entendimento, a partir das considerações filosóficas de Foucault (2010, 2013, 2014a, 2014b, 2015), sobre a forma como as relações de poder circulam em todo o corpo social, em especial no que este autor discorre sobre o biopoder e a relação saber-poder. A categoria de análise escolhida para analisar discursivamente os conteúdos programáticos dos editais se baseou nas considerações de Maingueneau (2008, 2013) a respeito de uma semântica global e, mais especificamente, no que este autor discorre sobre os tipos de designações, podendo ser definida ou indefinida, e do encaixamento das designações. A análise discursiva das questões das provas levou em consideração os comandos dados pela banca do IFRJ ao candidato, comandos os quais apontaram para determinados saberes docentes que se repetiram na maior parte das questões. Dessa forma, na tentativa de organizar de algum modo tais saberes, elaborei, com base nas teorias de Maingueneau (2008) a respeito do vocabulário, um dos planos discursivos de análise categorizados por este autor, três categorias de análise: saber-reproduzir teorias, saber-articular teorias e saber-fazer docente. Os resultados das análises apontam que a política linguística adotada pelo IFRJ para a docência em língua espanhola é aquela que valoriza o docente que não apenas sabe usar o espanhol, mas que também possui um saber sobre essa língua, a partir de diferentes perspectivas e conceituações teóricas. Além disso, se percebe também a valorização de um professor de espanhol que é capaz de ser crítico em relação a sua própria prática pedagógica e que é consciente da importância e da relevância das práticas de linguagem e seu sentido social para a formação humana, cultural e linguística dos alunos
metadata.dc.description.abstractother: El objetivo de esta pesquisa de doctorado es comprender los posibles sentidos relativos a la política linguística adoptada por el Instituto Federal de Educación, Ciencia y Tecnología de Rio de Janeiro (IFRJ) en relación a la enseñanza de lengua española, a partir del análisis discursivo de los contenidos programáticos de las convocatorias n° 26/2009, n° 37/2011 y n° 80/2015 y de las cuestiones de las pruebas de concurso público realizadas en este Instituto para profesor de español y para profesor de portugués/español. Para una mejor comprensión de cómo la política linguística en relación a la docencia en español se ha construido en las referidas convocatorias y pruebas del IFRJ, me he apoyado en las teorizaciones de Guespin y Marcellesi (1986), Arnoux (2007), Arnoux y Nothstein (2014) y Lagares (2013, 2018) sobre Política Linguística y Glotopolítica. Para la realización del análisis discursivo de tales convocatorias y pruebas, me he aproximado de la perspectiva de lenguaje de Maingueneau (1997, 2008, 2013, 2015), a partir de su visión enunciativo-discursiva del Análisis del Discurso. En este contexto, las contribuciones de Bajtín (2011, 2016) y de su Círculo (2017) sobre el dialogismo y los géneros del discurso han sido esenciales para comprender los diálogos en la producción de sentidos de los enunciados que componen el corpus de la pesquisa y definir caminos metodológicos para los análisis. También ha sido relevante el entendimiento, a partir de las consideraciones filosóficas de Foucault (2010, 2013, 2014a, 2014b, 2015), sobre la manera como las relaciones de poder circulan en todo el cuerpo social, en especial en lo que este autor discurre acerca del biopoder y la relación saber-poder. La categoría de análisis escogida para analisar discursivamente los contenidos programáticos de las convocatorias se ha basado en las consideraciones de Maingueneau (2008, 2013) a respecto de una semántica global y, más específicamente, en lo que este autor discurre sobre los tipos de designación, que pueden ser definidas o indefinidas, y del encaje de las designaciones. El análisis discursivo de las cuestiones de las pruebas ha llevado en consideración los comandos dados por la banca examinadora del IFRJ al candidato, comandos los cuales han apuntado para determinados saberes docentes que se han repetido en la mayor parte de las cuestiones. De esta manera, en el intento de organizar de algún modo tales saberes, he elaborado, con base en las teorías de Maingueneau (2008) acerca del vocabulario, uno de los planes discursivos de análisis categorizados por este autor, tres categorías de análisis: saber-reproducir teorías, saber-articular teorías y saber-hacer docente. Los resultados de los análisis apuntan que la política linguística adoptada por el IFRJ para la docencia en lengua española es aquella que valora el docente que no solamente sabe usar el español, sino también que posee un saber sobre esa lengua, a partir de diferentes perspectivas y conceituaciones teóricas. Además de eso, se percibe la valoración de un profesor de español que es capaz de ser crítico en relación a su propia práctica pedagógica y que es consciente de la importancia y de la relevancia de las prácticas del lenguaje y su sentido social para la formación humana, cultural y linguística de los alumnos
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11721
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