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Title: Identificação de eventos adversos a medicamentos em crianças internadas em um hospital federal de ensino do Rio de Janeiro
Authors: Caetano, Simone Cristina Rodrigues de Carvalho
metadata.dc.contributor.advisor: Giordani, Fabíola
metadata.dc.contributor.advisorco: Guaraldo, Lusiele
metadata.dc.contributor.members: Cardoso, Claudete Aparecida Araújo
Dellamora, Elisangela da Costa Lima
Rozenfeld, Suely
Issue Date: 2019
Citation: CAETANO, Simone Cristina Rodrigues de Carvalho. Identificação de eventos adversos a medicamentos em crianças internadas em um hospital federal de ensino do Rio de Janeiro. 2019. 105 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2019.
Abstract: Os eventos adversos a medicamentos (EAM) são danos que podem afetar o paciente durante o processo de cuidado. Esses eventos podem representar falhas em qualquer etapa de uso dos medicamentos, e são mais frequentes durante hospitalizações, bem como em pacientes pediátricos. A maior vulnerabilidade aos EAM nos pacientes pediátricos justifica a necessidade de identificar e caracterizar esses eventos nesta população. Este estudo tem a finalidade de identificar, quantificar e caracterizar os EAM em crianças hospitalizadas. Trata-se de estudo observacional retrospectivo que utilizou rastreadores para detecção de EAM em uma população pediátrica internada em um hospital federal de referência no atendimento materno infantil. O método foi adaptado da proposta do Institute for Healthcare Improvement (IHI) e baseado em revisão retrospectiva de prontuários, selecionados aleatoriamente, de pacientes que tiveram alta da enfermaria de pediatria no período de janeiro a dezembro de 2016. A identificação dos EAM foi realizada nas três etapas: (1) identificação de rastreadores; (2) identificação de EAM; e (3) avaliação para confirmação do EAM através de reuniões de consenso entre especialistas. As 133 internações foram selecionadas aleatoriamente das 348 altas ocorridas durante o período do estudo. A amostra corresponde a pacientes com idade mediana de 1,7 anos (IIQ: < 0,1 - 3,8), sendo a maioria (52,6%) do sexo masculino. Dezessete internações apresentaram 31 EAM, o que representa uma proporção de 12,8% dos pacientes com EAM e taxas de 23,3 EAM/ 100 internações e 19,7 EAM por 1.000 pacientes-dia. Os eventos foram mais frequentes com o aumento da idade. Quanto ao grau de dano, a maioria (93,6%) dos eventos identificados foram classificados na categoria E, ou seja, causaram danos temporários para o paciente com necessidade de intervenção. A classe farmacológica mais implicada nos EAM identificados foi a dos antibacterianos para uso sistêmico. Os rastreadores “uso de difenidramina”, “uso de fitomenadiona” e “excesso de sedação/letargia/queda/hipotensão” obtiveram alto rendimento já que, em todas as vezes que ocorreram, estiveram associados a um EAM. Este estudo sugere que a inclusão dos rastreadores “prurido” e “diarreia” pode ampliar a capacidade de identificar EAM na população pediátrica estudada. Observou-se que um número significativo das crianças apresentou um EAM. Isso indica a utilidade do emprego de lista de rastreadores para identificação e monitoramento de eventos nesta população.
metadata.dc.description.abstractother: Adverse drug events (ADE) are damages that can affect patient during care process. These events may represent failures at any stage of drug use and are more frequent during hospitalizations as well as in pediatric patients. Greater vulnerability to ADE in pediatric patients justifies need to identify and characterize these events in this population. This is a retrospective observational study that used triggers to detect ADE in a pediatric population admitted to a federal referral hospital for maternal and childcare. The method was adapted from the Institute for Healthcare Improvement (IHI) proposal and based on a retrospective randomly review selected medical records of patients discharged from pediatric ward from January to December 2016. The identification of the ADE was performed in the three steps: (1) triggers identification; (2) identification of ADE; and (3) evaluation for ADE confirmation through expert consensus meetings. The 133 hospitalizations were randomly selected from 348 discharges during the study period. The sample corresponds to patients with a median age of 1.7 years (IQR: <0.1 - 3.8), most of them (52.6%) male. Seventeen hospitalizations had 31 ADE, representing a proportion of 12.8% of patients with ADE and rates of 23.3 ADE / 100 hospitalizations and 19.7 ADE per 1,000 patient-days. Events were more frequent with increasing age. Regarding the degree of damage, most (93.6%) of the identified events were classified in category E that is caused temporary damage to the patient in intervention need. Pharmacological class most implicated in identified ADE was that of antibacterials for systemic use. The “diphenhydramine use”, “phytomenadione use” and “excess sedation / lethargy / fall / hypotension” triggers were high yielding as they were all associated with an ADE each time they occurred. This study suggests that the inclusion of “pruritus” and “diarrhea” triggers may increase the ability to identify ADE in the pediatric population studied. A significant number of children had an ADE. This indicates usefulness of using trigger lists to identify and monitor events in this population.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11773
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