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Title: Avaliação da presença de polimorfismos PvuII e Xbal no gene do Receptor de Estrogênio (ESR1) em pacientes com pré-eclâmpsia severa, no estado do Rio de Janeiro
Authors: Pegurier, Marcelle Gomes de Souza
metadata.dc.contributor.advisor: Duarte, Luciana de Barros
metadata.dc.contributor.advisorco: Lotsch, Priscila Falagan
metadata.dc.contributor.members: Granjeiro, José Mauro
Penna, Ivan Andrade de Araújo
Cavalcante, Janaina Japiassu de Vasconcelos
Issue Date: 2012
Citation: PEGURIER, Marcelle Gomes de Souza. Avaliação da presença de polimorfismos PvuII e Xbal no gene do Receptor de Estrogênio (ESR1) em pacientes com pré-eclâmpsia severa, no estado do Rio de Janeiro. 2012. 66 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2012.
Abstract: A pré-eclâmpsia é uma doença obstétrica multifatorial e poligênica, que afeta gestantes após a 20ª semana de gestação. Até os dias de hoje, sua etiologia não foi completamente compreendida, podendo estar relacionada com fatores ambientais e genéticos. Recentemente, diferentes pesquisas focam na identificação de genes candidatos possivelmente relacionados com a pré-eclâmpsia. Alguns estudos postularam que polimorfismos no gene do Receptor de Estrogênio alpha (ESR1) podem influenciar na ação gênica como um modulador da expressão do estrogênio ligante. O polimorfismo ESR1PvuII é caracterizado por uma alteração de C para T na região -397 do gene, enquanto que o polimorfismo ESR1XbaI é caracterizado por uma alteração de A para G na região -351 do mesmo gene. Tais alterações podem reduzir a expressão do gene ESR1 causando vasoconstrição sistêmica, isquemia placentária e restrição do crescimento fetal, mecanismos estes influenciados pelo estrogênio e característicos na pré-eclâmpsia. Desta forma, mulheres com alterações nesse gene podem ser mais susceptíveis ao desenvolvimento da pré-eclâmpsia na gestação, assim como podem possuir algum risco para o desenvolvimento futuro de doenças cardiovasculares. O objetivo desse estudo caso-controle foi investigar associação entre os polimorfismos PvuII e XbaI no gene ESR1 em mulheres com pré-eclâmpsia do Rio de Janeiro, avaliando as frequências genotípicas e alélicas dos polimorfismos, isoladamente ou por combinação de genótipos, em ambos os grupos. Também como objetivo, pretendeu-se avaliar as características demográficas e clínicas nos diferentes grupos, assim como investigar a associação da história familiar de pré-eclâmpsia. O grupo controle foi formado por 95 mulheres grávidas normotensas, saudáveis e o grupo caso foi constituído por 95 pacientes com pré-eclâmpsia severa. O DNA genômico foi extraído a partir de células bucais por digestão com proteinase k e precipitação com acetato de amônio. A detecção dos polimorfismos do gene ESR1 foi realizada através do método de PCR-RFLP. As frequências alélicas e genotípicas foram comparadas em cada grupo utilizando x2 e/ou teste exato de Fisher; teste t Student foi usado para comparar variáveis contínuas. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o programa Graph Prism 5.0. As frequências alélicas observadas foram semelhantes entre os grupos. Para o polimorfismo PvuII foram de: 48,4% versus 43,7% para o alelo C e 51,6% versus 56,3% para o alelo T, em controles e casos, respectivamente. Enquanto que para o polimorfismo XbaI, as frequências alélicas foram: 61,6% versus 68,9% para o alelo A e 38,4% versus 31,1% para o alelo G nos controles e casos, respectivamente. As frequências genotípicas do polimorfismo PvuII foram de 32,6% TT; 47,4% TC; 20,0% CC para os casos e 26,4% TT; 50,5% TC 23,1% CC para os controles. As frequências genotípicas para o polimorfismo XbaI foram de 48,4% AA; 41,0% AG; 10,6% GG para os casos e 38,9% AA; 45,3% AG 15,8% GG para os controles, nenhuma apresentando diferença significativa entre os grupos. As características clínicas e demográficas demonstraram ter associação com a doença, embora esta não possua interação entre os genótipos dos polimorfismos estudados. A mesma falta de interação foi observada entre os genótipos e história familiar da doença. Assim, não foi observada nenhuma associação entre os polimorfismos do Receptor do Estrogênio alpha PvuII e XbaI e a suscetibilidade para pré-eclâmpsia em mulheres do Rio de Janeiro
metadata.dc.description.abstractother: Preeclampsia is a multifactorial and polygenic obstetrical disease, estrogen dependent that affects women after 20th week pregnancy. Its etiology is still unknown, and may be related to environmental and genetic factors. Recently, different researches had been attempted to identify candidate genes related with preeclampsia. Several studies have postulated that Estrogen Receptor alpha gene (ESR1) polymorphisms may influence gene´s action as a modulator of the ligands estrogens. The ESR1PvuII polymorphism is characterized by a change the C to T in the region -397 of the gene, whereas the ESR1XbaI polymorphism is characterized by a change the A to G allele in the region -351 of the same gene. Those alterations may reduce the ESR1 gene expression and as consequence could cause: systemic vasoconstriction, placental ischemia and fetal growth restriction. These mechanisms could be influenced by estrogen and are characteristics of preeclampsia. Thus, women with abnormalities in this gene could develop preeclampsia in pregnancy, even as could develop some risk to vascular diseases in the future. The aim of this case-control study was to investigate the association between ESR1polymorphisms PvuII and XbaI in women with preeclampsia from Rio de Janeiro, evaluating the genotype and allele frequencies of these polymorphisms isolated or in combination in both groups. Also, to evaluate demographics and clinical characteristics in different groups and to investigate the association of family history of preeclampsia. The control group was composed by 95 normotensive pregnant healthy women and the case group was composed by 95 patients with severe preeclampsia. Genomic DNA was extracted from buccal cells by proteinase k digestion and ammonium acetate precipitation. The detection of ESR1polymorphisms was carried out by PCR- RFLP-. The allele and genotype frequencies were compared in each group applying the qui-Square and/or Fisher´s exact test; the t student test was applied to compare continuous variables. Statistical analyses were performed using Graph Prism 5.0 software. The allele frequencies in both groups to PvuII polymorphism were 48.4% versus 43.7% for C allele and 51.6% versus 56.3%for T in control and case groups, respectively. Whereas to XbaI polymorphism, the allele frequencies were 61.6% versus 68.9% for A allele and 38.4% versus 31.1% for G allele in controls and cases groups respectively. The genotype frequencies of PvuII polymorphism were: 32.6% TT; 47.4% TC; 20.0% CC in cases group and 26.4% TT; 50.5% TC 23.1% CC in control group. The genotype frequencies of XbaI polymorphism were: 48.4% AA; 41.0% AG; 10.6% GG in case group and 38.9% AA; 45.3% AG 15.8% GG in control group, no significant difference was found. The clinical and demographic characteristics have demonstrated association with the disease, although there is no interaction with the polymorphisms genotypes evaluated. No interaction was observed between genotypes and family history of the disease. Thus, we found no associations between polymorphisms of the estrogen receptor alpha PvuII and XbaI and preeclampsia susceptibility in women from Rio de Janeiro
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11778
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