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Title: Efeitos do consumo subcrônico de etanol e do ciclo estral sobre a sepse em ratos wistar fêmeas
Authors: Castro, Clarissa Lourenço de
metadata.dc.contributor.advisor: Fonseca, Vilma Aparecida da Silva
metadata.dc.contributor.advisorco: Rocha, Elisabeth Martins da Silva da
Faria Neto, Hugo Caire de Castro
Issue Date: 2011
Citation: CASTRO, Clarissa Lourenço de. Efeitos do consumo subcrônico de etanol e do ciclo estral sobre a sepse em ratos wistar fêmeas. 2011. 58 f. Dissertação (Mestrado em Patologia) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2011.
Abstract: Este estudo avaliou a evolução da sepse após o consumo de etanol em ratas fêmeas em estro. Foram realizados três experimentos, nos quais os grupos Controle (C e CS) receberam água enquanto os grupos Etanol (E e ES) receberam solução de etanol a 10% v/v. Após as quatro semanas de consumo de líquido e ração ad libitum, os animais que se encontravam nas fases estro do ciclo estral sofreram indução de sepse pelo método de injeção de fezes frescas no peritôneo. O experimento 1 analisou a sobrevida dos animais após indução séptica e o parâmetro mortalidade foi verificado em relação a 48 horas. Os animais foram divididos em grupos Sepse (S n=20) e Etanol Sepse (ES n=20). O experimento 2 verificou a resposta imune quanto ao nível de citocinas (TNF-α, IL-6, MIF, IL-10, IL-13, TGF-β), de estrogênio e os parâmetros bioquímicos (creatinina, uréia, ALT, AST, proteínas totais, glicose e albumina). Os animais foram divididos em grupos Controle (C n=12), Etanol (E n=12), Sepse (S n=20) e Etanol Sepse (ES n=25). Para a obtenção de sangue para as dosagens, foi realizada punção cardíaca 8 horas após indução da sepse nos grupos S e ES e após injeção de salina nos grupos C e E. O experimento 3 verificou a formação de colônias do lavado peritoneal. Os animais foram divididos em grupos Controle (C n=1), Etanol (E n=1), Sepse (S n=4) e Etanol Sepse (ES n=4). No experimento 1, não houve alteração do peso corporal pelo etanol (Peso S: 201,4 ± 23,8; ES: 184,4 ± 23,7g, p>0,05, teste t de Student). O consumo diário de etanol foi em média 10,9 ± 1,9 g/kg. Após 48 horas da indução de sepse, 17 animais do grupo S (85%) e 14 animais do grupo ES (70%) haviam morrido (Log-Rank p= 0,0008). No experimento 2, foi observado aumento nos níveis de citocinas pró-inflamatórias em decorrência da sepse. Houve também aumento nos níveis de TNF-α (p=0,0198, Mann Whitney) e diminuição de IL-6 (p=0,0438) e MIF (p=0,0264) em ES em relação a S. Os níveis de estrogênio diminuíram significativamente em ES em comparação ao grupo E (p<0,0001) e a sepse causou uma diminuição deste hormônio também entre os animais que consumiram água. O consumo de etanol elevou estes níveis após a sepse, demonstrado através da diferença entre os grupos ES e S (p=0,0035). Na análise bioquímica foi observado aumento de creatinina e diminuição de glicose no grupo ES em relação aos grupos Etanol e Sepse. No experimento 3, não houve formação de colônias nos animais que não sofreram sepse e o grupo ES apresentou menor valor de UFC em relação ao grupo S, embora este valor não tenha sido significativo. Os resultados sugerem que o consumo de etanol pode aumentar o tempo de sobrevida após indução séptica, possivelmente através do aumento nos níveis de estrogênio e modulação de citocinas pró-inflamatórias
metadata.dc.description.abstractother: The present study evaluated the evolution of sepsis after ethanol intake, relating the results to rats estrous cycle. Three experiments were performed in which Control groups (C and S) received water while Ethanol groups (E and ES) received 10% ethanol solution. Four weeks after liquid and food ad libitum consumption, animals in estrus phase had septic induction by the method of fresh feces injected into the peritoneum. Experiment 1 examined animals survival after sepsis and the mortality parameter was observed over 48 hours. Animals were divided in Sepsis (S n=20) and Ethanol Sepsis (ES n=20) groups. Experiment 2 examined immune response whith the cytokines levels (TNF-α, IL-6, MIF, IL-10, IL-13, TGF-β), estrogen and biochemical parameters (creatinin, urea, ALT, AST, total proteins, glucose and albumin). Animals were divided in Control (C n=12), Ethanol (E n=12), Sepsis (S n=20) and Ethanol Sepsis (ES n=25) groups. To collect blood for the measurements, cardiac puncture was performed 8 hours after septic induction in S and ES groups and after saline injection in C and E groups. Experiment 3 verified the colonies formation of the peritoneal cavity. Animals were divided into Control (C n=1), Ethanol (E n=1), Sepsis (S n=4) and Ethanol Sepsis (ES n=4) groups. In experiment 1 there was no change in body weight by ethanol (Weight CS: 201,4 ± 23,8; ES: 184,4 ± 23,7g, p>0,05, t Student test). Ethanol daily consumption was on average 10,9 ± 1,9 g/kg. Twenty-four hours after sepsis induction 13 animals in Septic group (65%) and 2 animals in Ethanol Septic group (13%) had already died (Mann Whitney p= 0,0314). In experiment 2, sepsis increased proinflamatory cytokines levels. There was also an increase in TNF-α (p=0,0198, Mann Whitney) and a decrease in IL-6 (p=0,0438) and MIF (p=0,0264) levels in ES compared to S. Estrogen levels decreased significantly in ES compared to E group (p<0,0001) and sepsis caused a decrease of this hormone also in animals that had water intake. Ethanol consumption increased these levels after sepsis, as demonstrated by the difference between ES and S groups (p=0,0035). Biochemical analysis showed an increase in creatinin and a decrease in glucose levels in ES compared to Ethanol and Sepsis groups. In experiment 3, there was no colonies formed in animals that had no septic induction and ES group had lower UFC compared to S, although this was not statistically significant. The results sugest that ethanol intake can increase survival time after septic induction, possibly by the increase in estrogen levels and modulation of pro-inflamatory cytokines
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11822
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