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Title: O estigma do pecado: a lepra durante a Idade Média
Other Titles: The stigma of sin: leprosy in the Middle Ages
Le stigmate du p éché: la l épre au Moyen-Âge
Authors: Pinto, Paulo Gabriel Hilu da Rocha
Issue Date: 1995
Citation: PINTO, Paulo Gabriel Hilu da Rocha. O estigma do pecado: a lepra durante a Idade Média. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 5, p. 131-144, 1995.
metadata.dc.relation.ispartof: Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 5, p. 131-144, 1995
Abstract: O percurso da lepra e dos leprosos durante o período medieval constitui um objeto privilegiado para o estudo do impacto de uma doença sobre determinada sociedade e dos mecanismos sociais envolvidos na percepção, delimitação e destino das doenças, pois ela atingiu o Ocidente medieval em um momento em que este se definia de forma excludente em relação à alteridade. Os dispositivos que a Idade Média criou para superar a desestruturação trazida pelo advento da lepra, excluindo os leprosos do convívio social e encerrando-os em um universo à parte, o qual despertava, ao mesmo tempo, medo, desconfiança e ódio, tiveram uma enorme aceitação social. Assim, a segregação e o confinamento que se cristalizaram em tomo dos leprosos, apareceram, por muito tempo, no tratamento que a sociedade ocidental dispensou aos seus párias; além disso, a própria medicina ocidental os incorporou como base da ação terapêutica, em que o isolamento dos doentes passou a ser uma via obrigatória para a cura.
metadata.dc.description.abstractother: The trajetory of leprosy and lepers in the Medieval period is a special subject to the study of the impact of a disease on a determined society, and of the social mechanisms implicated on the perception, delimitation, and destiny of the diseases, for it achieved the Medieval Occident in a time when it was defining itself in an excluding way in relation to a change. The mechanisms that the Middle Ages created to overcome the desestabili­zation caused by the forthcoming of leprosy, keeping the lepefs away from the social contact, and locking them in a world apart, that caused fear, suspicion, and hate at the same time, were very well accepted by the society. Therefore, during a long time, the segregation, and confinment that were fixed around the lepers appeared in the treatment that occidental society gave to its social outcasts; moreover, the occidental medicine itself incorporated them as base for the therapeutic action, in which the segregation of pacients became the compulsory way to cure.
Le parcours de la lépre et des lépreux durant la période médieval constitue un sujet privilégié pour l' étude d'une maladie sur une société determiné et des mécanismes sociaux engagés dans la perception, delimitation et destin des maladies, car elle a atteint l' occident medieval a un moment ou celui-ci se précise de façon à exclure tout changement. Les dispositifs que le Moyen-Âge a crée pour surmonter la destructuration apporté par l' avénement de la lépre, excluant les lépreux de la fréquentation sociale et les enfermant dans un univers à part, en éveillant, en même temps, peur, méfiance et haine, ont eu une énorme acceptation sociale. Ainsi, la ségrégation et le confinement qui se sont cristallisés autour des lepreux, se sont présentés, pendant longtemps, dans le traitement que la société occidentale a accordé a ses parias; de plus, la médicine occidentale les a incorporé comme base d'action terapeutique, ou l'isolement des maladies est devenu un chemin obligatoire vers la cure.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11955
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