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Title: Evolução sócio histórica da representatividade feminina na organização familiar brasileira
Authors: Ferreira, Júlia Caldas
metadata.dc.contributor.advisor: Castro, Priscila Rodrigues de
metadata.dc.contributor.members: Melo, Wanderson Fábio de
Silva Jr, Edson Teixeira da
Issue Date: 2018
Publisher: Universidade Federal Fluminense
Abstract: A principal referência problematizar o tema abordado no decorrer deste material provém dos 2 anos de experiência de Estágio Supervisionado obrigatório no âmbito da Política Pública de Assistência Social. No ano de 2017, por meio de pesquisa de identificação do perfil dos usuários, constatou-se que entre os meses de maio a julho, o público contemplado pelos serviços de proteção básica do Sistema Único de Assistência Social—SUAS, ofertados no Centro de Referência em Assistência Social—CRAS João Nascimento, era composto, em sua maioria, por mulheres. Na busca por respostas que justificassem um perfil maioritariamente feminino em situação de risco ou vulnerabilidade social, notou-se que muito se fala sobre a inferiorização da figura feminina e do estabelecimento de papéis sociais, contudo, observa-se que as justificativas impregnadas no cotidiano e no ideário popular não são pautadas em fatos concretos, e contribuem para a reprodução de estereótipos acerca dos gêneros na sociedade. Observa-se da mesma forma que ainda perdura um modelo de estrutura familiar de ordem nuclear, patriarcal, com os desígnios bem delimitados pelo gênero, entretanto por inúmeras vezes este modelo somente foi possível no plano imaginário coletivo, de quem almeja uma família, tal qual descreve Freyre (2006) em Casa-grande & Senzala. Nesta obra, o autor retrata, principalmente, a vivência das famílias das classes abastadas, das regiões de plantação canavieira no Nordeste do Brasil. Contudo seus registros vêm sendo equivocadamente reproduzidos para designar um suposto padrão do período colonial. Por outro lado, partindo do mesmo período histórico, observa-se nos estudos de Dias (1995) a forte presença de famílias monoparentais femininas nos arredores da cidade de São Paulo, revelando a falácia presente em argumentos que afirmam a existência de um padrão familiar homogêneo em dado período. A elaboração deste trabalho se dá pela necessidade de historicizar o processo de evolução da presença feminina no âmbito familiar, com o objetivo principal de desmistificar equívocos acerca dos papéis empenhados por mulheres nos espaços públicos e privados, bem como evidenciar o protagonismo feminino na construção da identidade sócio histórica nacional.
metadata.dc.description.abstractother: The main reference to problematize the subject addressed in the course of this material comes from the 2 years of experience of Mandatory Supervised Internship in the ambit of the Public Policy of Social Assistance. In the year 2017, through a research to identify the profile of users, it was verified that between May and July the public contemplated by the basic protection services of the Unified Social Assistance System - SUAS, offered in the Reference Center in Social Assistance - CRAS João Nascimento, was composed mostly of women. In the search for answers that justify a female profile in a situation of risk or social vulnerability it was noted that much is said about the inferiorization of the female figure and the establishment of social roles. However, it is observed that the justifications impregnated in daily life and in the popular ideology are not based on concrete facts and contribute to the reproduction of stereotypes about genders in society. It can be observed in the same way that a patriarchal model of family with nuclear structure still exists, with the gender roles well delimited. Although many times this was only possible in the collective imaginary plane of whom a family aspires as it is described by Freyre (2006) in Casa-grande & Senzala. In this work the author portrays mainly the experience of the families of the wealthy classes of the sugar plantation regions in Northeast Brazil. However, these records have been mistakenly reproduced to designate a supposed pattern of the colonial period. On the other hand, starting from the same historical period, one can observe in the studies of Dias (1995) the strong presence of single-parent female families in the outskirts of the city of São Paulo, revealing the fallacy present in arguments that affirm the existence of a homogenous family pattern in that given period. The elaboration of this work is due to the need to historicize the process of evolution of the female presence in the family with the main objective of demystifying misunderstandings about the roles played by women in the public and private spaces as well as to highlight the feminine protagonism in the construction of the national social historical identity.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/12306
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