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Title: AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE DO pH DE GÉIS CLAREADORES DURANTE O CLAREAMENTO EM CONSULTÓRIO
Authors: MENDONÇA, RAFAEL PINTO DE
metadata.dc.contributor.advisor: Barceleiro, Marcos de Oliveira
metadata.dc.contributor.advisorco: Calazans, Fernanda Signorelli
metadata.dc.contributor.members: BARCELEIRO, MARCOS DE OLIVEIRA
GONÇALVES, SILVIA ALENCAR
SANTOS, GUSTAVO OLIVEIRA DOS
Issue Date: 2019
Abstract: O controle da sensibilidade dentária durante e após o clareamento dental ainda representa um desafio constante para a prática clínica. Entretanto, pesquisas clínicas recentes apontaram sinais de que o pH dos géis clareadores pode ter influência no risco e na intensidade desses efeitos adversos, sendo melhores os resultados em géis de pH neutro ou alcalino. Sendo assim, objetivo deste trabalho foi avaliar a variação do pH de 6 géis clareadores de consultório disponíveis no mercado, enquanto em contato com o esmalte dentário. Foram preparados 30 discos de esmalte de dentes bovinos, com cores iniciais registradas com espectrofotômetro e então divididos em 6 grupos, cada qual designado para uma única marca de gel clareador. Os materiais foram utilizados de acordo com as instruções dos fabricantes e tiveram o pH avaliado durante o procedimento clareador por meio de um pHmetro, registrando valores a cada 30 segundos até o fim da aplicação. Após isso, nova avaliação de cor foi feita em cada corpo de prova de maneira semelhante ao realizado anteriormente., Para análise estatística dos resultados, utilizou-se o teste de Tuckey. Em relação à variação de cor (ΔE), não foi detectada diferença estatística entre os grupos (p>0,05). Em relação à variação de pH, observou-se que 2 marcas (Opalescence Boost – Ultradent, EUA; e Pola Office Plus – SDI, Austrália) apresentaram estabilidade neutra, com médias de pH inicial e final 7,04 e 7,11 (Δ pH = 0,08 [p = 0,74]) e 7,21 e 7,19 (Δ pH = -0,03 [p = 0,55]) respectivamente; 1 marca (Whiteness HP Blue – FGM, Brasil) apresentou estabilidade alcalina, com média de pH inicial e final 8,54 e 8,37 (Δ pH = -0,17 [p = 0,14]); e outras 3 marcas (Whiteness HP, Whiteness HP Maxx e Whiteness HP Automixx – FGM, Brasil) apresentaram tendência à acidificação, com média de pH inicial e final 6,14 e 5,22 (Δ pH = -0,92 [p = 0,001]), 6,05 e 5,16 (Δ pH = -0,89 [p = 0,001]) e 7,14 e 5,83 (Δ pH = -1,33 [p = 0,001]) respectivamente, sendo o primeiro anunciado com pH próximo ao neutro e os outros 2 como géis neutros. Sendo assim, conclui-se que em pelo menos 3 dos géis clareadores avaliados, houve discordância entre as informações do fabricante e os dados obtidos. Apesar disso, observou-se que independente do pH, os géis tiveram eficácia estatisticamente semelhante. Considerando os resultados do presente estudo e a relevância do pH destacada em estudos anteriores, evidencia-se a importância da correta análise do pH por parte das fabricantes das substâncias clareadoras, tal como a criação de protocolos adequados para a manutenção do pH dentro da faixa de neutralidade, possibilitando assim sua melhor utilização por parte dos cirurgiões-dentistas e também o melhor aproveitamento de seus benefícios clínicos previamente evidenciados.
metadata.dc.description.abstractother: The management of dental sensitivity during and after a tooth bleaching procedure still represents a challenge for the clinical practice. However, some clinical research has shown signs that the pH of in-office bleaching gels may influence on the risk and intensity of this collateral effect, with better results on neutral or alkaline pH gels. Therefore, the main objective of this research was to evaluate the pH variation of 6 dental bleaching gels available in the dental market during it’s application on enamel surface. For this purpose, thirty bovine tooth enamel discs were prepared with their initial colors recorded with a spectrophotometer and then divided into 6 groups, each one designated for a single brand of bleaching gel. The materials were used according to the manufacturers' instructions and had their pH measured during all the bleaching procedure through the use of a pH meter, with measuring on every 30 seconds. After the procedure, a new color evaluation was performed on each specimen on a similar way as done before. All the obtained data was statistically analyzed by using the Tukey Test. Regarding the color variation (Δ E), no statistically significant difference was detected between the groups (p> 0.05). In relation to pH variation, two brands (Opalescence Boost – Ultradent, EUA; e Pola Office Plus – SDI, Austrália) were neutral, with initial and final pH means 7.04 and 7.11 (Δ pH = 0.08 [p = 0.74]) and 7.21 and 7.19 (Δ pH = -0.03 [p = 0.55]) respectively; 1 mark (Whiteness HP Blue – FGM, Brazil) showed alkaline stability, with mean initial and final pH of 8.54 and 8.37 (Δ pH = -0.17 [p = 0.14]); and the other three brands (Whiteness HP, Whiteness HP Maxx and Whiteness HP Automixx – FGM, Brazil) showed a tendency towards acidification, with initial and final pH values of 6.14 and 5.22 (Δ pH = -0.92 [p = 0.001]), 6.05 and 5.16 (Δ pH = -0.89 [p = 0.001]) and 7.14 and 5.83 (Δ pH = -1.33 [p = 0.001]) respectively, the first being reported at pH close to neutral and other 2 as neutral gels. Thus, it can be concluded that in at least 3 of the evaluated gels, there was disagreement between the manufacturer's information and the data obtained on this study, however, regardless of the pH, the bleaching efficacy was statistically equal. Therefore, considering the results of the present study and the highlighted relevance of the pH on previous researches, it is evident the importance of the correct pH calibration of each manufacturer’s whitening substances, as well as the creation of adequate application protocols in order to maintain the pH into the neutrality range, allowing dentists to better use and benefit from the advantages previously evidenced about the pH of bleaching gels on in-office procedures.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/12693
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