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Title: Depósitos amiloides em biópsias renais e sua correlação clínico-laboratorial de acordo com scores semiquantitativos e histomorfométricos
Authors: Fonseca, Elissa Oliveira da
metadata.dc.contributor.advisor: Almeida, Jorge Reis
metadata.dc.contributor.members: Matos, Jorge Paulo Strogoff de
Souza, Edison Regio de Moraes
Gouvêa, Ana Luisa Figueira
Moraes, Heleno Pinto de
Xavier, Analúcia Rampazzo
Issue Date: 2020
Citation: FONSECA, Elissa Oliveira da. Depósitos amiloides em biópsias renais e sua correlação clínico-laboratorial de acordo com scores semiquantitativos e histomorfométricos. 2020. 82 f. Tese (Doutorado em Ciências Médicas) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2020.
Abstract: Introdução: A amiloidose constitui um grupo de distúrbios que compartilham a capacidade de acumular proteínas autólogas, modificadas e precipitadas, em certos órgãos. O rim é frequentemente afetado na amiloidose sistêmica e depósitos de tais proteínas podem ser detectados em compartimentos teciduais renais específicos, apresentando distribuição variável. Poucos autores tem estudado especificamente essa distribuição, e suas possíveis correlações clínicas e estadiamentos (diferentemente de estudos quantitativos existentes em outras doenças renais, como o que ocorre em nefropatia por IgA, nefrite lúpica e transplante). Objetivo: Estudar possíveis correlações de dados histopatológicos, incluindo a presença e a distribuição de depósitos amiloides, com parâmetros clínicos e laboratoriais, particularmente em casos onde se evidenciou o comprometimento vascular pelos depósitos amiloides. Material e métodos: Um banco de dados de amiloidose renal diagnosticada por biópsia foi estabelecido, incluindo valores percentuais de amiloide depositado em cada compartimento renal (tufos gomerulares, tubulointerstício e vasos), gênero, idade, valores de proteinúria de 24 horas, presença ou não de hematúria, presença ou não de hipertensão arterial e taxa de filtração glomerular estimada (TFGe). A TFGe foi estimada usando a fórmula CKD-EPI baseada na creatinina sérica. Os casos foram divididos no Grupo A ≥ 60 e no Grupo B <60 (mL/min/1,73m2). A quantificação dos depósitos foi feita por dois métodos: (1) análise quantitativa (histomorfometria) por meio de microfotografias digitais e estimativas do depósito amiloide usando o programa Axion Vision® (Zeiss); e (2) por método semiquantitativo por scores, sob microscopia de luz. Os casos tinham sido previamente avaliados sob luz polarizada (estudo com vermelho Congo) e por imunofluorescência para cadeias leves. Tais dados foram estatisticamente avaliados mediante comparações entre a quantificação dos depósitos amiloides segundo suas distribuições teciduais em compartimentos renais e de acordo com as variáveis clínicas e laboratoriais descritas. Resultados: De 2000 a 2018, 53 casos foram selecionados. De modo geral, os casos com menores taxas de filtração glomerular mostraram significativa correlação com hipertensão arterial sistêmica. Além disso, a estratificação da taxa de filtração glomerular de acordo com o o sistema de estadiamento (CKD-EPI/KDOQI) empiricamente avaliado como ponto de corte para estágio III, também se correlacionou com a presença e quantidade dos depósitos amiloides ao longo das estruturas vasculares (avaliados tanto semiquantitativamente quanto histomorfométricamente) e também com a percentagem de infiltrado inflamatório intersticial (P <0,05). Com valor P <0,1 na análise descritiva, foram selecionadas as seguintes variáveis: glomérulos globalmente escleróticos, pressão arterial alta e extensão da deposição amiloide vascular. Um modelo de regressão logística binária tendo a TFGe como variável dependente encontrou hipertensão e amiloide vascular como preditores independentes do grupo B. Não houve diferença entre amiloidose de cadeia leve (AL) e os demais tipos de amiloidose (não-AL). Hematúria, proteinúria e achados histológicos de cronicidade (fibrose intersticial e arterioesclerose) também não determinaram pior função renal. Conclusões: Além de promover um diagnóstico para amiloidose e seus subtipos, a biópsia renal também poderia evidenciar alterações específicas pela análise das distribuições amiloides que se correlacionem diretamente com desfechos clínicos, como a disfunção renal, e que poderiam ser avaliados através de análises de scores semiquantativos, ou mesmo por quantificações histomorfométricas. Nosso estudo mostra, através de uma abordagem piloto, que depósitos amiloides vasculares são preditores independentes de disfunção renal em casos de amiloidose renal. Apesar de nossa pequena amostra, nosso estudo ressalta a necessidade de investir em maiores estudos controlados e prospectivos, que também venham a utilizar métodos quantitativos e/ou semiquantitativos, para melhor entender e confirmar nossos achados.
metadata.dc.description.abstractother: Introduction: Amyloidosis is a group of disorders that share the capacity of accumulate autologous proteins, modified and precipitated proteins in certain organs. The kidney is often affected in systemic amyloidosis and deposits of such proteins can be detected in specific renal tissue compartments, presenting with a variable distribution. Few authors have specifically studied this distribution, and its possible clinical correlations and staging (unlike quantitative studies in other renal diseases, such as in IgA nephropathy, lupus nephritis and transplantation). Objective: To study the correlation of histopathological data, including the presence and distribution of amyloid deposits, with clinical and laboratorial parameters, particularly in cases where vascular impairment by amyloid deposits was evidenced. Methods: A database of renal amyloidosis diagnosed by biopsy was established, including percentual values of amyloid deposited in each renal compartment (glomerular tufts, tubulointerstitium and vessels), sex, age, 24-hour proteinuria values, presence or not of hematuria, presence or absence of hypertension and estimated glomerular filtration rate (eGFR). eGFR was estimated using the CKD-EPI formula based on seric creatinin. The cases were divided into Group A ≥ 60 and Group B <60 (mL/min/1.73m2). The quantification of the deposits was done by two methods: (1) quantitative analysis (histomorphometry) using digital photomicrographs and amyloid deposition estimates using the Axion Vision® program (Zeiss); and (2) by semiquantitative scoring method under light microscopy. The cases had previously been evaluated under polarized light (Congo red study) and by immunofluorescence for light chains. These data were statistically evaluated through comparisons between the quantification of amyloid deposits according to their tissue distributions in renal compartments and according to the clinical and laboratory variables described. Results: From 2000 to 2018, 49 cases were selected. In general, cases with lower glomerular filtration rates showed a significant correlation with systemic arterial hypertension. In addition, stratification of the eGFR according to the staging system (CKD-EPI / KDOQI) empirically assessed as stage III cut-off point, also correlated with the presence and quantity of amyloid deposits along vascular structures (evaluated both semiquantitatively and histomorphometrically) and also with the percentage of interstitial inflammatory infiltrate (P <0.05). With P value <0.1 in the descriptive analysis, the following variables were selected: globally sclerotic glomeruli, high blood pressure and vascular amyloid deposition extent. A binary logistic regression model with eGFR as a dependent variable found hypertension and vascular amyloid as independent predictors of group B. There was no difference between light chain amyloidosis (AL) and the other types of amyloidosis (non-AL). Hematuria, proteinuria and histological findings of chronicity (interstitial fibrosis and arteriosclerosis) also did not determine poor renal function. Conclusions: In addition to promoting a diagnosis of amyloidosis and its subtypes, renal biopsy could also show specific alterations by the analysis of the amyloid distributions that directly correlate with clinical outcomes, such as renal dysfunction, that could be evaluated through semiquantitative scores, or even by histomorphometric quantifications. Our study shows, through a pilot approach, that vascular amyloid deposits are independent predictors of renal dysfunction in cases of renal amyloidosis. Despite our small sample, our study emphasizes the need to invest in larger controlled and prospective studies that also use quantitative and/or semiquantitative methods to better understand and confirm our findings.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/13090
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