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Title: Pesquisa parasitológica de piroplasmídeos em amostras de sangue de cães (Canis familiaris) de municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro
Authors: Santos, Fernanda Barbosa dos
metadata.dc.contributor.advisor: Barbosa, Alynne da Silva
metadata.dc.contributor.advisorco: Gazeta, Gilberto Salles
metadata.dc.contributor.members: Souto Maior, Claudia Maria Antunes Uchôa
Silva, Maria Eduarda Monteiro
Lemos, Tatiana Didonet
Issue Date: 2020
Abstract: A piroplasmose canina é uma infecção causada por protozoários intraeritrocitários, como Babesia sp. e Rangelia sp., transmitidos para o cão a partir do repasto sanguíneo dos ixodídeos infectados. As manifestações clínicas dessas infecções incluem febre e icterícia sendo que Rangelia sp. também pode determinar hemorragias. A escassez de informações sobre a epidemiologia desses piroplasmídeos, motivou este estudo, que objetivou analisar a frequência de piroplasmídeos em de sangue de cães, comparar a eficiência das técnicas microscópicas e os fatores de risco associados as infecções. A amostragem do estudo foi composta por dois grupos. O primeiro grupo chamado de retrospectivo, consistiu em 31 amostras de sangue sabidamente positivas a partir da técnica de distensão delgada, que estavam armazenadas em laboratório de Análises Clínicas em Niterói, RJ e o segundo grupo amostral denominado de prospectiva, foram as 407 amostras de sangue coletadas entre 2018 a 2019 encaminhadas para o mesmo laboratório. As amostras prospectivas foram submetidas a distensões delgada e espessa coradas por Giemsa e por kit de coloração rápida. As lâminas foram submetidas a leitura em microscópio óptico, sendo os protozoários caracterizados morfologicamente. As amostras de sangue foram submetidas a caracterização molecular para diagnóstico da espécie de piroplasmídeos utilizando primers que amplificam o gene 18S RNAr. Das amostras prospectivas, positividade para piroplasmídeos foram evidenciados em 38 amostras a partir da associação das técnicas microscópicas e moleculares. A análise molecular foi realizada em 32 amostras que foram positivas em lâminas de microscopia e em 26 amostras que apresentaram trombocitopenia e alteração na morfologia do eritrócito. Ao todo 33 amostras prospectivas apresentaram sequências de Babesia vogeli. Dentre as 31 amostras retrospectivas, 24 apresentaram sequências compatíveis com B. vogeli. Nas amostras prospectivas, a maioria dos cães positivos eram machos, filhotes, raça definida que foram atendidos em clínicas em São Gonçalo. Entretanto, estas variáveis não foram estatisticamente significativas (p>0,05). Associando a frequência do diagnóstico de cães positivos por meio das técnicas com dados do hemograma, pode-se evidenciar a trombocitopenia e leucopenia foram estatisticamente associadas a infecção (p<0,05). Grande parte das amostras retrospectivas positivas também haviam sido coletado de cães machos com raça definida, atendidos em clínicas de São Gonçalo e que apresentaram no hemograma trombocitopenia. Nas lâminas de distensão delgada submetida a coloração rápida foi possível detectar todas as amostras de sangue prospectivas que foram consideradas positivas pela microscopia 7,9%, seguido da distensão delgada corada pelo Giemsa 6,9%. Comparando-se o diagnóstico dos piroplasmídeos obtidos entre as técnicas microscópicas, verificou-se uma concordância no mínimo substancial. Nas lâminas de microscopia foram evidenciadas principalmente merozoítas piriformes e ovalares com mensuração acima de 2,5 μm de comprimento compatível com Babesia vogeli. No entanto, também foi identificado formas evolutivas menores denotando o caráter pleomórfico do parasito. Por meio deste estudo pode-se verificar a importância da realização do diagnóstico molecular para identificar corretamente o gênero, espécie de piroplasmídeos, direcionando de forma mais adequada o tratamento dos cães, uma vez que esses agentes infectantes têm sensibilidade diferente aos fármacos, além de ampliar informações sobre a epidemiologia destas parasitoses.
metadata.dc.description.abstractother: Canine piroplasmosis is an infection caused by intra-erythrocyte protozoa, such as Babesia sp. and Rangelia sp., transmitted to the dog from the blood meal of the infected ixodids. The clinical manifestations of these infections include fever and jaundice, with Rangelia sp. it can also determine bleeding. The scarcity of information on the epidemiology of these piroplasms motivated this study, which aimed to analyze the frequency of piroplasms in dogs' blood, to compare the efficiency of microscopic techniques and the risk factors associated with infections. The study sample was composed of two groups. The first group, called retrospective, consisted of 31 blood samples known to be positive from the thin distension technique, which were stored in a Clinical Analysis laboratory in Niterói, RJ and the second sample group called prospective, were the 407 blood samples collected between 2018 and 2019 sent to the same laboratory. Prospective samples were subjected to thin and thick distention, stained by Giemsa and by a fast staining kit. The slides were read under an optical microscope, and the protozoa were morphologically characterized. The blood samples were subjected to molecular characterization for the diagnosis of the piroplasms species using primers that amplify the 18S RNAr gene. Of the prospective samples, positivity for piroplasms was evidenced in 38 samples from the association of microscopic and molecular techniques. Molecular analysis was performed on 32 samples that were positive on microscopy slides and on 26 samples that presented thrombocytopenia and altered erythrocyte morphology. Altogether 33 prospective samples presented Babesia vogeli sequences. Among the 31 retrospective samples, 24 presented sequences compatible with B. vogeli. In the prospective samples, the majority of positive dogs were male, puppies, defined breed that were seen at clinics in São Gonçalo. However, these variables were not statistically significant (p>0.05). By associating the frequency of diagnosis of positive dogs using techniques with blood count data, it can be seen that thrombocytopenia and leukopenia were statistically associated with infection (p <0.05). A large part of the positive retrospective samples had also been collected from male dogs of defined breed, attended at clinics in São Gonçalo and who had thrombocytopenia on the blood count. In the slides of thin distension submitted to rapid staining, it was possible to detect all prospective blood samples that were considered positive by microscopy 7.9%, followed by thin distention stained by Giemsa 6.9%. Comparing the diagnosis of piroplasms obtained between microscopic techniques, there was at least substantial agreement. The microscopic slides showed mainly pyriform and oval merozoites, measuring more than 2.5 μm in length compatible with Babesia vogeli. However, minor evolutionary forms were also identified, denoting the pleomorphic character of the parasite. Through this study, it is possible to verify the importance of performing a molecular diagnosis to identify the genus, the species of piroplasms, better targeting the treatment of dogs, since these infective agents have different sensitivity to drugs, in addition to expanding information on the epidemiology of these parasites.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/13326
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