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Title: Avaliação comparativa de técnicas parasitológicas no diagnóstico de Blastocystis sp. e determinação de seus subtipos
Authors: Pinheiro, Iohana Mendonça
metadata.dc.contributor.advisor: Souto Maior, Cláudia Maria Antunes Uchôa
metadata.dc.contributor.members: Barbosa, Alynne da Silva
Santos, Helena Lúcia Carneiro
Amendoeira, Maria Regina Reis
Issue Date: 2019
Abstract: Blastocystis sp. tem sido o protista intestinal mais frequente em humanos. No Brasil são descritos nove subtipos do parasito com frequências variadas entre as diversas localidades. As técnicas parasitológicas microscópicas em amostras fecais, geralmente são as utilizadas na rotina dos laboratórios parasitológicos, para o diagnóstico de parasitoses intestinais, visto que apresentam baixo custo e rápido processamento. No entanto, quando se trata de infecção por Blastocystis sp., a técnica a ser utilizada ainda não é de consenso, uma vez que os trabalhos sobre o tema consideram que técnicas parasitológicas não específicas para identificação do parasito podem levar a subestimações. Além disso, é discutido que a não utilização de conservantes químicos pode determinar destruição da forma evolutiva e subestimação de positividade. Dessa forma, esse estudo teve como objetivo, comparar técnicas parasitológicas microscópicas para diagnóstico de Blastocystis sp. em amostras fecais frescas ou conservadas de crianças e funcionários de creche e identificar subtipos. O estudo foi realizado em três Unidades Básicas de Educação Infantil (UMEI) localizadas em Niterói totalizando 419 crianças e 101 funcionários. Cada participante entregou uma amostra fecal fresca que foi processada pelas técnicas de exame direto, Ritchie modificado, esfregaço corado por tricrômio, com e sem o uso de conservante químico, e cultura. As amostras positivas para Blastocystis sp. nas culturas foram submetidas a reação em cadeia da polimerase (PCR) e subsequente sequenciamento para identificação de subtipos. A taxa de adesão da entrega de amostras fecais foi de 34,4%. Blastocystis sp. foi o parasito mais frequente entre os participantes, tendo sido evidenciado em 24,5% (44/179) destes. A técnica isolada com maior eficácia foi a cultura (81,8%), seguido pelo esfregaço corado pelo tricrômio (43,2%). A associação entre cultura e esfregaço corado detectou o parasito em 93,2% das amostras positivas e do exame direto com o esfregaço corado em 79,5% destas. Pelo teste de McNemar pode-se evidenciar discordância dos resultados entre as diferentes técnicas utilizadas. As técnicas avaliadas neste estudo apresentaram elevada sensibilidade e com exceção da cultura, todas as demais técnicas apresentaram baixos valores de sensibilidade. O uso de conservante químico resultou em maior eficácia no diagnóstico. Dentre os 44 participantes positivos para Blastocystis sp., 26 (59,1%) relataram sintomatologia gastrintestinal, sendo que em 16 (36,4%) Blastocystis sp. foi o único patógeno detectado. Das 26 amostras foram identificados os subtipos: ST1 (n=19), ST2 (n=2), ST3 (n=4) e ST6 (n=1), sendo ST1 o subtipo mais frequente. Para as crianças, o único fator de risco identificado foi o abastecimento da casa com água não tratada e residir em casa com até quatro pessoas foi considerado como fator de proteção Considerando os resultados obtidos sugere-se que para o diagnóstico de Blastocystis sp. a cultura deve ser considerada como padrão ouro, sendo a segunda técnica de maior eficácia o esfregaço corado pelo tricromio em amostras sem conservante.
metadata.dc.description.abstractother: Blastocystis sp. has been the most common intestinal protist in humans. In Brazil, nine parasite subtypes with varying frequencies are described. Microscopic parasitological techniques in faecal samples are generally those used in routine parasitological laboratories for the diagnosis of intestinal parasites, since they are low cost and fast to process. However, when it comes to a Blastocystis sp. infection, the technique to be used is not yet consensual, since studies on the subject consider that parasitological techniques not specific for parasite identification may lead to underestimation of positive samples. In this way, this study aimed to compare microscopic parasitological techniques for the diagnosis of Blastocystis sp. on fresh or preserved fecal samples from children and day care workers and identify subtypes. The study was conducted in three basic kindergarten units located in Niterói, totaling 419 children and 101day care workers. Each participant delivered a fresh fecal sample that was processed by direct examination, modified Ritchie, trichrome stained smear, with and without chemical preservative, and culture. Blastocystis sp. positive samples in the culture were subjected to polymerase chain reaction (PCR) and subsequent sequencing to identify subtypes. The adhesion rate of fecal sample delivery was 34.4%. Blastocystis sp. was the most frequent parasite among the participants, being evidenced in 24.5% (44/179) of these. The most effective isolated technique was culture (81.8%), followed by the trichrome stained smear (43.2%). The association between culture and stained smear detected the parasite in 93.2% of positive samples and direct examination with stained smear in 79.5% of these. The McNemar test shows evidence of disagreement between the different techniques used. The techniques evaluated in this study presented high sensitivity and except for culture, all other techniques presented low sensitivity values. The use of chemical preservative resulted in greater diagnostic effectiveness. Among the 44 positive participants for Blastocystis sp., 26 (59.1%) reported gastrintestinal symptoms, and in 16 (36.4%) Blastocystis sp. was the only pathogen detected. By sequencing of 26 samples, subtypes were identified: ST1 (n=19), ST2(n=2), ST3(n=4) and ST6(n=1), with ST1 being the most frequent subtype. For children, the only risk factor identified was the supply of untreated water to the house and living in a home with up to four people was considered a protection factor. Considering the results obtained, it is suggested that for the diagnosis of Blastocystis sp. that culture should be considered as the gold standard and the second most effective technique is the trichrome stained smear in samples without preservative.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/13328
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