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Title: Espaço urbano e relações sociais de gênero, pertencimento étnico-raciais e classes sociais: uma análise da situação das empregadas domésticas em condomínios em Campos dos Goytacazes.
Authors: Gualberto, Andreza Rohem
metadata.dc.contributor.advisor: Silva, Silvana Cristina da
metadata.dc.contributor.members: Silva, Silvana Cristina da
Almeida, Érica Terezinha Vieira de
Ramos, Tatiana Tramontani
Ribeiro, Luis Henrique Leandro
Issue Date: 2019
Citation: GUALBERTO, Andreza Rohem. Espaço urbano e relações sociais de gênero, pertencimento étnico-raciais e classes sociais: uma análise da situação das empregadas domésticas em condomínios em Campos dos Goytacazes. 2019. 130 f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Regional, Ambiente e Políticas Públicas) - Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências da Sociedade e Desenolvimento Regional, Campos dos Goytacazes, 2019.
Abstract: As cidades capitalistas são vividas, usadas e apropriadas de forma desigual conforme as classes sociais e entre as frações dessas classes a qual cada indivíduo pertence. Esse processo ocorre em distintos níveis, dos quais, buscamos compreender três fatores que consideramos cruciais para a compreensão do território usado: o gênero, a classe social e o pertencimento étnico racial. Pertencer ao gênero feminino, a classe social economicamente menos favorecida e possuir características afrodescendentes (físicas ou culturais) consubstanciam-se em espaço geográfico. Isso porque, o espaço não é neutro e não é vivenciado de forma igual por todas as pessoas e a sociedade ao qual abriga, é machista, racista e rejeita a dignidade aos pobres. Segundo Hirata (2014); Kegoat (2010), é fundamental que a análise dos fenômenos sociais seja feitas por meio da consubstancialidade, articulando-se classe social, sexo e raça como elementos indissociáveis e não hierárquicos. Mulheres e homens vivem o espaço de forma diferente assim como as classes sociais e os grupos étnico-raciais. Mediante a isso, essa pesquisa pretendeu analisar a vivência do espaço urbano para o grupo socioprofissional das domésticas. Grupo este composto 91,7% por mulheres, pertencentes a camada mais baixa do proletariado e 64,5% negras (IBGE, 2015). As dificuldades deste grupo na cidade são múltiplas: a condição de mulher e o pertencimento étnico racial agrega o fator medo de forma mais acentuada do que para homens brancos; as escolhas de locomoção e circulação pela cidade são definidas por estratégias de segurança e assim muitos lugares e horários são evitados; a condição econômica condiciona os locais de moradia e os meios de transporte utilizados e a participação da vida urbana como cidadãs. O recorte escolhido foi a apropriação da cidade pelo grupo socioprofissional das empregadas domésticas que trabalham em condomínio horizontais fechados de médio e alto padrão localizados na periferia da malha urbana de Campos dos Goytacazes. Essa escolha foi em virtude da riqueza de contraste entre o local de moradia e o local de trabalho deste grupo. Foram entrevistadas 10 empregadas domésticas que trabalham em nove condomínios horizontais fechados de médio e alto padrão. Entre as dez, nove delas se declararam pretas ou pardas. Todas são dependentes de transporte público e moradoras de periferias da cidade de Campos dos Goytacazes. A pesquisa evidenciou processos encrustados na sociedade brasileira como a cultura escravocrata que é parte da formação das cidades capitalistas brasileiras, com profundas segregações socioespaciais.
metadata.dc.description.abstractother: Capitalist cities are lived, used and appropriate unequal according to social classes and among the fractions of those classes to which each individual belongs. This process occurs at different levels, from which we seek to understand three factors that we consider crucial for understanding the territory used: the gender, the social class, and the racial ethnic belonging. Belonging to the female gender, social class economically underprivileged and possessing African descent characteristics (physical or cultural) are embodied in geographical space. This is because, the space is not neutral and is not experienced equally by all people and the society to it houses, is sexist, racist and rejects dignity for the poor. According to Hirata (2014); Kegoat (2010), it is essential that the analysis of social phenomena be done through consubstantiality, articulating social class, sex and race as inseparable and non-hierarchical elements. Women and men live in the space of different form as well as social classes and ethnic-racial groups. Therefore, this research aimed to analyze the experience of urban space for the socio-professional group of domestic workers. This group is composed 91.7% by women, belonging to the lower layer of the proletariat and 64.5% black (IBGE, 2015). The difficulties of this group in the city are multiple: the condition of women and racial ethnic belonging brings the fear factor more sharply than for white men; the mobility and movement choices in the city are defined by security strategies, like this so many places and times are avoided; the economic condition conditions the places of residence and the means of transport used and the participation of urban life as citizens. The chosen cut was the appropriation of the city by the socio-professional group of domestic workers who work in closed condominium horizontal of medium and high standard located on the outskirts of the urban area of Campos dos Goytacazes. This choice was due to the rich contrast between the place of residence and the workplace of this group. We interviewed 10 domestic workers who work in nine closed horizontal condominiums of medium and high standard. Among the ten, nine of them declared themselves black or brown. All are dependent on public transportation and residents of the suburbs of the city of Campos dos Goytacazes. The research showed processes crusted in Brazilian society as the slave culture that is part of the formation of Brazilian capitalist cities, with deep socio-spatial segregations.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/13341
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