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Title: Eros no oîkos: relações de gênero e representações da espacialidade e da sexualidade feminina em Atenas do V século a.C
Authors: Santos, Juliana Magalhães dos
metadata.dc.contributor.advisor: Lima, Alexandre Carneiro Cerqueira
metadata.dc.contributor.members: Moraes, Alexandre Santos de
Pereira, Ana Paula Lopes
Colombani, María Cecilia
Gonçalves, Talita Nunes Silva
Issue Date: 2018
Abstract: A sexualidade feminina, desde a antiguidade grega, nos é apresentada como condição física sujeita a diversos dispositivos de controle que objetivavam organizar a estrutura social. Com o surgimento da Democracia ateniense, vemos no período Clássico, essa ordenação ser definida por parâmetros jurídicos específicos que identificavam e separavam os “usos da sexualidade” feminina cidadã da não cidadã. Constatamos em oradores áticos, como Demóstenes, Ésquines, Iseus, Antifonte, Xenofonte e Lísias, características que seriam definidoras do papel feminino na polis, e as respectivas diferenças entre os grupos sociais. A partir dessa dicotomia, buscamos analisar as maneiras como as mulheres expressavam sua sexualidade no espaço do oîkos, a casa ateniense. Nesse local privilegiado, em que vemos registrados o cotidiano das ações femininas, compreendemos que o comportamento esperado e idealizado era por vezes contestado por elas através de táticas inventivas. Essas ações, fossem de caráter erótico ou sexual, também poderiam ser identificadas em representações iconográficas de figuras negras e vermelhas na passagem do IV e o V séc. a.C.. Através desses documentos, remontamos a um “modos de fazer” feminino, entre táticas e controles, identificando um processo de reavaliação de como a conduta deveria ser apresentada para o público ateniense. Nos discursos forenses vemos a exaltação da ação cidadã e a desqualificação de qualquer associação não cidadã com o oîkos. Já as imagens de conteúdo pornográfico não cidadã são suprimidas para dar espaço as representações cidadãs ligadas ao toalete e ao casamento, com destaque para a presença do Eros. Percebemos que a presença deidade funciona como “sensor” de controle da prática sexual cidadã. Porém, ao mesmo tempo entendemos que ele fornece condições para que mulheres cidadãs sugerissem ou expressassem através do erotismo e da sensualidade possíveis interesses sexuais.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/13361
Appears in Collections:PPGH - Teses - Niterói

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