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Title: Pequenos desvalidos: a infância pobre, abandonada e operária de Juiz de Fora (1888-1930)
Authors: Francisco, Raquel Pereira
metadata.dc.contributor.advisor: Neder, Gizlene
metadata.dc.contributor.members: Fonseca, Marcos Luiz Bretas da
Grinberg, Keila
Maciel, Laura Antunes
Cerqueira Filho, Gisálio
Issue Date: 2015
Abstract: Nesta tese, busca-se fazer uma reflexão sobre a problemática da infância pobre, abandonada e trabalhadora, em Juiz de Fora, Minas Gerais, nos anos finais do século XIX e nas primeiras décadas do século XX. O recorte temporal delimitado para a realização desta análise é o da implantação e consolidação do mercado de trabalho livre em substituição ao escravo, do processo de industrialização e de reestruturação do Estado sob o sistema republicano de governo. No contexto dessas transformações, as classes dominantes sentiram a necessidade de criar novas formas de controle social. No que diz respeito às crianças pobres e, ou abandonadas, diversas foram as estratégias de controle social adotadas pelos segmentos dominantes com o objetivo de manterem o domínio sobre a mão de obra dos “menores”, sendo uma delas o vínculo tutelar. Nesse momento de estruturação do mercado de trabalho capitalista, setores da intelectualidade, políticos, médicos-higienistas, juristas, entre outros, apresentaram diversas propostas de assistência social para as crianças dos estratos mais baixos da hierarquia socioeconômica, com o objetivo de educar, preservar e regenerar os “menores” pelo e para o trabalho. A educação destinada aos setores vulneráveis da sociedade era a elementar, conjugada com o aprendizado de um ofício, ou seja, destinava-se a preparar mão de obra disciplinada e submissa. O trabalho infanto-juvenil foi uma problemática debatida ao longo dos primeiros anos republicanos. Porém, a sua regulamentação ocorreu apenas nos anos finais da década de 1920, com a promulgação do Código de Menores. A presença de pequenos operários nas indústrias, no comércio, nas oficinas e em outros estabelecimentos da cidade de Juiz de Fora, no início do século XX, pode ser constatada por meio dos periódicos e dos processos de acidentes no trabalho analisados neste estudo, onde muitos pequenos foram vítimas.
metadata.dc.description.abstractother: This thesis intends to analyse the problems involving the poor, neglected and worker infancy in Juiz de Fora, Minas Gerais, during the last years of the XIX century and the first decades of the XX century. The period studied relates to setting up and consolidation of free work market to substitute the slave one, the process of industrialization and restructuring of State under a republican system of government. In this context of changes the upper classes felt the necessity to create new ways of social control. Specifically about the poor and/or neglected children a lot of strategies of social control were adopted by the upper classes purposing to keep dominance over the infantile work market, being one of them the guardianship. In the historic present of consolidation of the capitalist work market some sectors like the intellectuality, politicians, sanitary doctors and jurists showed proposals of social assistance for children of the lower economic and social status purposing educate, preserve and regenerate them by and for work. The education applied to those children was the elementary associated to an apprenticeship of manual labour focusing a disciplined and submissive labour force. The infant-juvenile work was a topic debated during the first republin years although its regulation only occurred in the last years of the decade of 1920 with the Child Act. The presence of under-age workers in the local plants, commerce and manufactures of Juiz de Fora at the beginning of the XX century can be seen through some newspapers and proceedings of work accidents where a lot of underage workers were victims.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/14362
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