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Title: O que leem os líderes?: uma análise da literatura de autoajuda para executivos no capitalismo contemporâneo
Authors: Moreira, Henrique Rodrigues
metadata.dc.contributor.advisor: Maciel, Fabrício Barbosa
metadata.dc.contributor.members: Maciel, Fabrício Barbosa
Rocha, Érica Tavares da Silva
Monteiro, Rodrigo de Araújo
Issue Date: 2019
Publisher: Universidade Federal Fluminense
Citation: MOREIRA, Henrique Rodrigues. O que leem os líderes?: uma análise de autoajuda para executivos no capitalismo contemporâneo. 2019. 65 f. Trabalho final de curso (Licenciatura em Ciências Sociais) - Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional, Campos dos Goytacazes, 2019.
Abstract: Desde a primeira publicação de Self Help por Samuel Smiles em 1859, obra que é considerada a inauguração do que se conhece hoje no mercado editorial como “literatura de autoajuda”, os escritos deste segmento editorial têm forte relação com o “mundo do trabalho”, por apresentarem uma intepretação sobre como ele se configura e por venderem sugestões de como obter sucesso a partir de si mesmo e de recursos subjetivos que possam ser mobilizados etc., impregnando os contextos sociais com repertórios de uma forte cultura individualista. Alguns estudos sociológicos interpretam estas obras como ferramentas a partir das quais há manutenção do que seria a “ideologia” do capitalismo, reconfigurando os padrões do que seriam os “trabalhadores de tipo ideal” de cada momento da sociedade capitalista. No final dos anos de 1990, contudo, Boltanski e Chiapello (2009) analisam obras similares, voltadas à administração de empresas, entendendo-as como “tipo ideal” do que configuraria o “novo espírito do capitalismo”. Aqui, o caráter ideológico de segmentos como o de literatura de autoajuda é entendido não por um aspecto “alienante” no sentido marxista, mas como recurso essencial para mobilizar sujeitos e manter seu empenho na sociedade capitalista. A perspectiva do “empenho engajado” é necessária a fim de que esta sociedade se mantenha com base na sua proposta mais importante, que seja: que ela possa se reproduzir por meio do trabalho assalariado e livre. Nossa pesquisa retoma esta ideia acrescentando a noção de habitus de Bourdieu (2007), entendendo que ela não só informa sobre os paradigmas emergentes de cada fase do capitalismo, sobre a mudança nos repertórios simbólicos que permitem compreender sua cultura, mas também como forma de reproduzir e modificar o habitus de sujeitos que, a depender da sua posição social (no nosso caso, falando a respeito de líderes e executivos de empresas) ou (i) podem aproveitar melhor as ideias propagadas nas obras – referentes às mudanças por elas percebidas e ratificadas pela sociologia, ou (ii) se aproveitam destes discursos a fim de manterem legitimadas as suas posições de poder e as hierarquias sociais que elas criam e por meio das quais se mantém. Este trabalho apresenta o curso atual de nossa pesquisa através de sistemática e densa revisão e explorações teóricas e análise de conteúdo de 4 obras consideradas como sendo literatura de autoajuda
metadata.dc.description.abstractother: Since the first publication of Self Help by Samuel Smiles in 1859, which is considered the inauguration of what is known today in the publishing market as "self-help literature", the writings of this editorial segment have a strong relationship with the "world of labor" for presenting an interpretation on how it is configured and for selling suggestions on how to obtain success from itself and from subjective resources that can be mobilized etc., impregnating the social contexts with repertoires of a strong individualistic culture. Some sociological studies provides an interpretation of these works as tools from which the "ideology" of capitalism is maintained, reconfiguring the patterns of what would be the "ideal type workers" of every moment of capitalist society. At the end of the 1990s, however, Boltanski and Chiapello (2009) analyzed similar works aimed at the management of companies, understanding them as an "ideal type" of what would constitute the "new spirit of capitalism". The ideological character of segments such as self-help literature is understood not by an "alienating" aspect in the Marxist sense, but as an essential resource for mobilizing subjects and maintaining their commitment to capitalist society. The prospect of "engaged engagement" is necessary in order for this society to be maintained on the basis of its most important proposal: that it can be reproduced through wage and free labor. Our research resumes this idea by adding Bourdieu's notion of habitus (2007), understanding that it not only informs about the emerging paradigms of each phase of capitalism, about the change in the symbolic repertoires that allow to understand its culture, but also as a way of reproducing and modifying the habitus of individuals who, depending on their social position (in our case, talking about leaders and company executives) or (i) they can make better use of the ideas presents in the books - regarding the changes they perceived and ratified by sociology, or (ii) take advantage of these discourses in order to keep legitimated their positions of power and the social hierarchies they create and by which they remain. This work presents the current course of our research through systematic and dense review and theoretical explorations and content analysis of 4 books considered to be “self-help literature”.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/14512
Appears in Collections:CSL - Trabalhos de Conclusão de Curso - Campos dos Goytacazes

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