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Title: IMPACTOS DO DESMATAMENTO PROGRESSIVO DA AMAZÔNIA NA PRECIPITAÇÃO DO BRASIL
Authors: Amorim, Tamiris Xavier
Senna, Mônica Carneiro Alves
Cataldi, Marcio
metadata.dc.contributor.advisor: Senna, Mônica Carneiro Alves
Issue Date: 2019
Publisher: Universidade Federal Fluminense
Citation: Amorim, Tamiris Xavier; Senna, Mônica Carneiro Alves; Cataldi, Marcio.Impactos do desmatamento progressivo da Amazônia na precipitação do Brasil. 2019. 24f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciência Ambiental)-Instituto de Geociências, Universidade Federal Fluminense, 2019.
Abstract: A floresta amazônica possui importância indispensável para o equilíbrio climático terrestre, proporcionando inúmeros serviços ambientais, como a manutenção dos estoques de carbono e da ciclagem de água. O desmatamento é uma ameaça imediata ao bioma Amazônia, pois afeta os níveis de evapotranspiração da floresta, tornando o clima local mais quente e seco, influenciando no clima além de seus limites, devido à circulação atmosférica. Este estudo avalia os efeitos de longo prazo do desmatamento progressivo da Amazônia sobre a precipitação no Brasil, através do modelo CCM3-IBIS. Os resultados dos cenários de desmatamento indicaram anomalias negativas de precipitação com maior intensidade nos meses de setembro a novembro, afetando o regime de chuvas em grande parte das Regiões Norte, oeste da Região Nordeste e norte da Região Centro-Oeste, atingindo valores abaixo de 8 mm/dia sobre a Amazônia. Aproximadamente sobre as mesmas regiões onde foram simuladas anomalias negativas de precipitação também foram encontradas anomalias positivas de temperatura do ar à superfície, o que pode ser devido à redução da rugosidade superficial com o desmatamento, causando uma diminuição da evapotranspiração e alterando a forma como a superfície se resfria. Além disso, sobre essas regiões foram verificados uma redução da convergência dos ventos em 850 hPa e um enfraquecimento da Alta da Bolívia em 200 hPa, desfavorecendo a atividade convectiva e a precipitação. Em contrapartida, nas Regiões Sudeste e Sul prevaleceram pequenas anomalias positivas de precipitação de até 2 mm/dia, e no extremo noroeste da América do Sul foram encontradas anomalias positivas de 2 a 4 mm/dia, especialmente no mês de outubro. Esse comportamento pode ser devido à redução da rugosidade superficial com o desmatamento, favorecendo um escoamento horizontal mais intenso do ar úmido oriundo do oceano Atlântico em 850 hPa, que ao encontrar a barreira orográfica dos Andes, gerou um aumento da precipitação sobre a região.
metadata.dc.description.abstractother: The Amazon Rainforest has an indispensable importance for the terrestrial climate balance, providing numerous environmental services, such as the maintenance of the stocks of carbon and water cycling. Deforestation is an immediate threat to the Amazon biome, as it affects forest evapotranspiration levels, making the local climate warmer and drier, influencing the climate beyond its limits due to atmospheric circulation. This study evaluates the long-term effects of the progressive deforestation of the Amazon region on rainfall in Brazil, using the CCM3-IBIS model. The results of the deforestation scenarios indicated negative precipitation anomalies with higher intensity in the months of September to November, affecting the rainfall regime in most of the North, west of Northeast, and north of Central-West Regions, reaching values below 8 mm/day on the Amazon. Approximately above the same regions where negative precipitation anomalies were simulated, positive surface air temperature anomalies were also found, which may be due to the reduction of surface roughness with deforestation, causing a decrease in evapotranspiration and altering the way the surface cools. In addition, a reduction in the convergence of the winds at 850 hPa and a weakening of the Bolivian High at 200 hPa were observed on these regions, disfavoring the convective activity and the precipitation. On the other hand, positive anomalies of precipitation up to 2 mm/day prevailed in the Southeast and South Regions, and in the extreme north-west of South America positive anomalies of 2 to 4 mm/day were observed, especially in October. This behavior may be due to the reduction of surface roughness with deforestation, favoring a more intense horizontal flow of moist air from the Atlantic Ocean at 850 hPa, which, when encountering the orographic barrier of the Andes, generated an increase in precipitation over the region.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/14541
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