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dc.contributor.advisorAmparo, Flávia Vieira da Silva do-
dc.contributor.authorBorba, André França Rocha-
dc.date.accessioned2020-08-04T12:36:32Z-
dc.date.available2020-08-04T12:36:32Z-
dc.date.issued2020-08-03-
dc.identifier.urihttps://app.uff.br/riuff/handle/1/14563-
dc.description.abstractMuseu de tudo, livro de João Cabral de Melo Neto publicado em 1975, apresenta uma contradição logo no título. Como aborda Secchin (2014), há um paradoxo entre a seletividade esperada de um museu e a variedade temática apresentada nos poemas. Dentre os assuntos, é possível perceber que há uma forte presença da memória e considerações sobre o tempo. Para Senna (1980), a memória permeia a obra cabralina e se adensa gradativamente. O século XX, justamente, é marcado pela emergência da memória como uma preocupação constante na produção artística e literária. Assim, nos interessa revisitar a poética de João Cabral a partir do novo fôlego proporcionado pela contemporaneidade e investigar como tempo e memória se fabricam em Museu de tudo não apenas como temas, mas como forças que atravessam o livro. De maneira conjunta, investigamos os poemas sob a perspectiva dos procedimentos estéticos que apontam para um “lirismo reticente” (PEIXOTO, 1983) e uma personalização poética mais explícita com relação às obras anteriores do autor. A partir daí, recorremos a Friedrich (1978) para examinar a constituição da lírica na modernidade e as suas reverberações ao longo do século. Nesse mesmo movimento em que Cabral cria as bases de uma desdogmatização no livro de 1975, o autor constitui uma indiscernibilidade entre instâncias objetiva e subjetiva, de modo que as fronteiras entre um polo e outro não podem ser mais determinadas. Essa dificuldade de organização de limites consiste na consequência de uma relação permeada pela percepção atenta, designada por Bergson (2010), e que empreende o acesso a diferentes camadas da memória e do realpt_BR
dc.description.provenanceSubmitted by secretaria pós-letras repositorio (secretaria.repositorio@gmail.com) on 2020-08-02T23:16:45Z No. of bitstreams: 1 Dissertacao_AndreBorba_UFF_final.pdf: 757081 bytes, checksum: 2bdbe05598d9e27cd5da33d472ff92b8 (MD5)en
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dc.description.provenanceMade available in DSpace on 2020-08-04T12:36:32Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Dissertacao_AndreBorba_UFF_final.pdf: 757081 bytes, checksum: 2bdbe05598d9e27cd5da33d472ff92b8 (MD5) Previous issue date: 2020-08-03en
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superiorpt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.rightsOpen Accesspt_BR
dc.titleMemória do fio: a fabricação de tempo e memória em Museu de tudopt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.subject.keywordMemóriapt_BR
dc.subject.keywordTempopt_BR
dc.subject.keywordPoesia brasileirapt_BR
dc.subject.keywordJoão Cabral de Melo Netopt_BR
dc.contributor.membersFarinaccio, Pascoal-
dc.contributor.membersBarbosa, Luiz Guilherme Ribeiro-
dc.contributor.membersPasche, Marcos Estevão Gomes-
dc.degree.levelmestrado acadêmicopt_BR
dc.subject.descriptorMemóriapt_BR
dc.subject.descriptorLiteratura brasileirapt_BR
dc.subject.descriptorPoesiapt_BR
dc.subject.descriptorTeoria da literaturapt_BR
dc.subject.keywordotherMemorypt_BR
dc.subject.keywordotherTimept_BR
dc.subject.keywordotherBrazilian poetrypt_BR
dc.subject.keywordotherJoão Cabral de Melo Netopt_BR
dc.description.abstractotherPublished by João Cabral de Melo Neto in 1975, Museu de tudo presents a contradiction in its title. As Secchin (2014) discusses, there is a paradox between the expected selectivity of a museum and the variety of themes presented by the poems. Among all the subjects, it is possible to perceive that there are a strong presence of memory and considerations about time. For Senna (1980), memory passes through all the work of Cabral and it is gradually increased. The twentieth century, precisely, is marked by the emergence of memory as a constant concern in artistic and literary production. This way, we are interested in revisiting João Cabral's poetics from the new breath provided by contemporaneity and in investigating how time and memory are constructed in Museu de tudo, not only as themes, but as potencies across the book. We also investigate the poems from the perspective of aesthetic procedures that point out to a “reticent lyricism” (PEIXOTO, 1983) and to a more explicit poetic personalization in comparison to the author's previous works. Consequently, we resort to Friedrich (1978) to examine the constitution of the lyricism in modernity and its reverberations throughout the century. In the same movement in which Cabral creates the basis for an alleged subversion of its own principles, the author also constitutes an indiscernible identification between objective and subjective instances. The difficulty in organizing these borders emerges as consequence of a relation permeated by attentive perception, designated by Bergson (2010), which provides access to different layers of memory and realitypt_BR
dc.identifier.vinculationAluno de Mestradopt_BR
dc.degree.grantorUniversidade Federal Fluminensept_BR
dc.degree.departmentInstituto de Letraspt_BR
dc.degree.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos de Literaturapt_BR
dc.degree.date2020-02-18-
dc.degree.localNiterói, RJpt_BR
dc.publisher.departmentNiteróipt_BR
dc.description.physical93fpt_BR
Appears in Collections:POSLIT - Tese e Dissertação

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