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Title: Efeito do treinamento, destreinamento e retreinamento de força progressivo com diferentes intensidades nos mecanismos de adaptação neuromuscular e suas variáveis em mulheres com mais de 60 anos
Authors: Vieira, Elciana de Paiva Lima
metadata.dc.contributor.advisor: Gurgel, Jonas Lírio
metadata.dc.contributor.advisorco: Alves Júnior, Edmundo de Drummond
metadata.dc.contributor.members: Monteiro, Walace David
Ferreira, Flávia Porto Melo
Camacho, Alessandra Conceição Leite Funchal
Fuly, Patrícia dos Santos Claro
Itaborahy, Alex da Silva
Issue Date: 2020
Citation: Vieira, Elciana de Paiva Lima. Efeito do treinamento, destreinamento e retreinamento de força progressivo com diferentes intensidades nos mecanismos de adaptação neuromuscular e suas variáveis em mulheres com mais de 60 anos. 2020. 178 f. Tese (Doutorado em Ciências do Cuidado em Saúde) - Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa, Niterói, 2020.
Abstract: Estudos apontam ganhos de força e massa musculares significativos advindos do treinamento de força progressivo para o idoso. No entanto, tem sido pouco observado, na literatura, investigações a respeito do efeito do treinamento, destreinamento e retreinamento de força progressivo com diferentes intensidades nos mecanismos de adaptação neuromuscular e variáveis envolvidas em idosos. Esse estudo tem como objetivo analisar o efeito do treinamento, destreinamento e retreinamento de força progressivo com diferentes incrementos de intensidade de carga nos mecanismos de adaptação neuromuscular e suas variáveis em mulheres com mais de 60 anos. Trata-se de um ensaio clínico, com delineamento cruzado (crossover) controlado realizado com as participantes da ginástica do programa Prev-Quedas (UFF). A amostra foi dividida em 2 grupos: grupo intervenção (GI) composto por idosas submetidas ao treinamento de força e grupo controle (GC) composto por idosas que não participam de um programa de exercícios físicos. O grupo intervenção (GI) foi subdividido em dois grupos de acordo com a carga trabalhada: GIS – iniciou o treinamento de força com correção da intensidade ocorrida semanalmente; GIM – iniciou o treinamento de força com correção da intensidade ocorrida mensalmente. Ambos os grupos intervenção foram submetidos a um período de destreino com duração de três meses, logo após o término do treinamento de força, e em seguida, retornaram ao programa de treino com a correção da intensidade distinta daquela realizada inicialmente. O treinamento (TR) e retreinamento (RT) de força tiveram a duração de dois meses cada, frequência semanal de duas vezes, com intervalo de 2 minutos entre as séries e exercícios. Os exercícios do programa de treinamento de força envolviam membros superiores e inferiores. No GIS, a intensidade era corrigida a cada duas semanas e calculada a 60% e 70% de 10 RM e no GIM, a correção ocorreu a cada mês com as mesmas intensidades citadas. Foram avaliados em toda a amostra: medidas antropométricas (dobras cutâneas e medidas de circunferência para membros superiores e inferiores), dor muscular tardia (escala de dor), força máxima de 10 repetições, comportamento do padrão de ativação muscular (EMG), força isométrica de membros superiores (teste de preensão manual) e força dinâmica de membros inferiores (teste do agachamento) e pressão arterial (PAS e PAD) de repouso. Todos os dados quantitativos foram submetidos ao teste de Normalidade de Shapiro-Wilk e tratados mediante estatística descritiva. Para as comparações entre os resultados intra e entre os grupos foi utilizado o teste de variância ANOVA para medidas repetidas, onde os dados não paramétricos foram normalizados através do logaritmo neperiano. Foi utilizado o post hoc de Bonferroni para especificar quais medidas diferiram entre si. Nos casos de diferença significativa identificada na condição Pré-intervenção foi utilizado o teste de ANCOVA, nos quais os valores Pré e Pós-intervenção foram corrigidos pelos valores Pré-intervenção. O sinal eletromiográfico foi tratado e analisado a cada 2 segundos, no domínio do tempo, a média RMS e o pico RMS; e no domínio da frequência, foi calculada a mediana da frequência através da Regressão Linear do comportamento dos dados, nos quais foram analisados o Coeficiente Angular e Interception, no mesmo intervalo de tempo citado, para cada indivíduo. Para fixação dos eletrodos foram utilizados os protocolos estabelecidos pela SENIAM. Os dados foram normalizados a partir dos resultados dos testes de repetições máximas em cada grupo do estudo para análise do comportamento do padrão eletromiográfico de acordo com a carga de trabalho suportada. Como resultados, o treinamento de força com aumento da intensidade ocorrido semanalmente (GIS) promoveu redução da medida de circunferência de coxa (p = 0,000), abdômen (p = 0,018), dobra cutânea da coxa (p = 0,007) e da perna (p = 0,011), sendo este último quando comparado aos outros grupos da pesquisa, incremento de força muscular de repetições máximas para todos os exercícios avaliados, força dinâmica de membros inferiores (p = 0,003), redução da PAS em repouso (p = 0,006). O comportamento do padrão de ativação muscular avaliado pela EMG apresentou dados normalizados de acordo com a variação de intensidade, demonstrando melhoria da coordenação inter e intramuscular, no domínio do tempo, na maioria das comparações à medida que a força de 10 repetições aumentava para todos os grupos. No domínio de frequência o GIM apresentou número de reduções superior ao GIS, demonstrando comprometimento do condicionamento anaeróbio. No GIS os incrementos de força de repetições máximas foram observados nos períodos de Treinamento e Retreinamento a partir do primeiro mês de intervenção, sendo os resultados observados no Retreinamento inferiores ao período anterior, exceto no exercício Cadeira Extensora. Além disso, os valores de força de repetições máximas do GIS foram superiores quando comparados ao GIM, no período de Treinamento, exceto no exercício Mesa Flexora (p = 0,058), e quando comparados aos do GC no período de Retreinamento. No período de Retreinamento, a medida de circunferência de coxa (p = 0,008), no GIS e; no GIM as queixas de dor muscular tardia permaneceram reduzidas. Os resultados referentes ao incremento de força de repetições máximas, força dinâmica de membros inferiores, pressão arterial e queixas de dor muscular advindos do treinamento de força progressivo em indivíduos mais velhos corroboram com a literatura. Desse modo, o treinamento de força progressivo com aumento da intensidade de carga ocorrido semanalmente demonstra benefícios com relação ao nível de gordura de membros inferiores, força de repetições máximas de membros superiores e inferiores, força dinâmica de membros inferiores, padrão de ativação muscular e pressão arterial sistólica quando comparado ao aumento de intensidade ocorrido mensalmente. Portanto, recomenda-se uma prescrição do treinamento de força caracterizada pelo aumento da intensidade ocorrido semanalmente para mulheres adultas mais velhas durante a fase de adaptação neuromuscular.
metadata.dc.description.abstractother: Studies show significant gains in strength and muscle mass from progressive strength training for the elderly. However, little research has been observed in the literature regarding the effect of training, detraining and progressive strength retraining with different intensities in the mechanisms of neuromuscular adaptation and variables involved in the elderly. This study aims to analyze the effect of training, detraining and retraining of progressive strength with different increments of load intensity on the mechanisms of neuromuscular adaptation and its variables in women over 60 years. This is a clinical trial, with a controlled crossover design carried out with gymnastics participants in the Prev-Quedas program (UFF). The sample was divided into 2 groups: intervention group (IG) composed of elderly women submitted to strength training and control group (CG) composed of elderly women who do not participate in a physical exercise program. The intervention group (GI) was subdivided into two groups according to the workload: GIS - started strength training with correction of the intensity that occurred weekly; GIM - started strength training with monthly intensity correction. Both intervention groups underwent a three month detraining period, just after the end of strength training, and then returned to the training program with the correction of the intensity different from that initially performed. Strength training (TR) and retraining (RT) lasted two months each, twice weekly, with a 2 minutes interval between sets and exercises. The strength training program exercises involved upper and lower limbs. In GIS, the intensity was corrected every two weeks and calculated at 60% and 70% of 10 MR and in GIM, the correction occurred every month with the same intensities mentioned. Anthropometric measurements (skinfolds and circumference measurements for upper and lower limbs), late muscle pain (pain scale), maximum strength of 10 repetitions, behavior of the muscle activation pattern (EMG), isometric strength upper limbs (handgrip test) and dynamic lower limb strength (squat test) and blood pressure (SBP and DBP) at rest were evaluated throughout the sample. All quantitative data were submitted to the Shapiro-Wilk Normality test and treated using descriptive statistics. For comparisons between intra and intergroup results, the ANOVA test of variance for repeated measures was used, where the non-parametric data were normalized using the Neperian logarithm. Bonferroni's post hoc was used to specify which measures differed. In cases of significant difference identified in the Pre-intervention condition, the ANCOVA test was used, in which the Pre and Post-intervention values were corrected by the Pre-intervention values. The electromyographic signal was treated and analyzed every 2 seconds, in the time domain, the average RMS and the peak RMS; and in the frequency domain, the frequency median was calculated using Linear Regression of the data behavior, in which the Angular Coefficient and Interception were analyzed, in the same mentioned time interval, for each individual. For electrode fixation, protocols established by SENIAM were used. The data were normalized from the results of the tests of maximum repetitions in each group of the study for analysis of the behavior of the electromyographic pattern according to the supported workload. As a result, strength training with weekly increased intensity (GIS) promoted a reduction in the measurement of thigh circumference (p = 0,000), abdomen (p = 0,018), skin fold of the thigh (p = 0,007) and the leg (p = 0,011), the latter when compared to the other research groups, increase in muscle strength of maximum repetitions for all evaluated exercises, dynamic strength of lower limbs (p = 0,003), reduction in SBP at rest (p = 0,006). The behavior of the muscle activation pattern evaluated by EMG showed normalized data according to the intensity variation, showing improvement of inter and intramuscular coordination, in the time domain, in most comparisons as the strength of 10 repetitions increased for all patients groups. In the frequency domain, the GIM showed a number of reductions higher than the GIS, showing impairment of anaerobic conditioning. In the GIS, the maximum repetition strength increases were observed in the Training and Retraining periods from the first month of intervention, with the results observed in the Retraining being lower than the previous period, except in the Extensive Chair exercise. In addition, the maximum repetition strength values of the GIS were higher when compared to the GIM, in the Training period, except in the Table Flexor exercise (p = 0,058), and when compared to the CG in the Retraining period. In the Retraining period, the measurement of thigh circumference (p = 0,008), in the GIS and; in GIM, complaints of late muscle pain remained low. The results regarding the increase in maximum repetition strength, dynamic lower limb strength, blood pressure and complaints of muscle pain arising from progressive strength training in older individuals corroborate the literature. Thus, the progressive strength training with increased load intensity that occurs weekly demonstrates benefits regarding the level of lower limb fat, maximum repetition strength of upper and lower limbs, dynamic strength of lower limbs, muscle activation pattern and pressure systolic blood pressure when compared to the monthly increase in intensity. Therefore, a prescription of strength training is recommended, characterized by the increase in intensity that occurs weekly for older adult women during the neuromuscular adaptation phase.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/14578
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