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Title: Turismo de bicicleta: a dinâmica das cicloviagens na perspectiva dos cicloviajantes
Authors: Teixeira, Camila de Almeida
metadata.dc.contributor.advisor: Edra, Fátima Priscila Morela
metadata.dc.contributor.members: Machado, Marcello de Barros Tomé
Fraga, Carla Conceição Lana
Issue Date: 2020
Citation: TEIXEIRA, Camila de Almeida. Turismo de bicicleta: a dinâmica das cicloviagens na perspectiva dos cicloviajantes. 2020. 104 f. Dissertação (Mestrado Acadêmico em Turismo) - Programa de Pós-Graduação em Turismo, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2020.
Abstract: O crescimento do turismo de bicicleta no Brasil e no mundo, assim como as diferentes formas de utilizar a bicicleta como meio de transporte durante a atividade turística, tem despertado o interesse de pesquisadores mundialmente. Neste trabalho, o objetivo principal foi compreender as dinâmicas das cicloviagens a partir de relatos de cicloviajantes de forma transversal com textos que abrangem consumo e espaço. E, como objetivos específicos, verificar existência ou não de diferença entre cicloviagem e cicloturismo por meio de suas definições e características; entender como se dá o consumo na cicloviagem; verificar a relação entre a teoria do espaço turístico com o espaço ocupado pelo cicloviajante, e a partir disso, compreender o espaço turístico das cicloviagens. A fim de alcançar os objetivos, utilizou-se pesquisa quali-quanti, por permitir a utilização de diferentes metodologias. Do capítulo 1 ao capitulo 4, optou-se pela pesquisa bibliográfica, articulando com relatos de dois cicloviajantes (Isabela Caruso e Sven Schmid). Enquanto que, no capítulo 5, utilizou-se o questionário estruturado, dividido em três seções (i) introdução; (ii) atividades e comportamento; (iii) características dos viajantes de bicicleta. A partir do estudo epistemológico da palavra cicloturismo, no primeiro capítulo, notou-se que seu uso não está errado, porém equivocado. Com isso, sugere-se uma nova nomenclatura, turismo de bicicleta, abrangente a todas as atividades turísticas que utilizam a bicicleta e, como subsegmentos, cicloturismo, cicloviagem e ciclodesporto. A continuação da pesquisa se restringe ao estudo das cicloviagens. No segundo capítulo, fez-se levantamento bibliográfico a fim de verificar quais assuntos relacionados ao turismo de bicicleta são mais pesquisados. Ao fim do capítulo se percebeu a existência de uma lacuna, principalmente, em relação às pesquisas sobre cicloviagens. O terceiro capítulo discorre sobre a relação do cicloviajante com o consumo, utilizando pensadores como Zygmunt Bauman, Paul Bloom e Daniel Kahneman. Pôde-se perceber que as cicloviagens, com base nos dois relatos, estão na contramão do consumismo. A partir da discussão entre os referidos autores, pode-se apresentar um novo conceito chamado de capital móbil onde toda a possiblidade em qualquer tipo de transporte demanda que o indivíduo disponha de capital para seu deslocamento. O quarto capítulo aborda a questão do espaço sob a perspectiva de estudiosos das áreas da geografia, filosofia e da arquitetura. Notou-se real complexidade do espaço, principalmente, quando se trata do espaço turístico do cicloviajante. O espaço turístico de Boullón, mostrou-se frágil por limitar o turista em parte do espaço e desconsiderar a bicicleta como meio de transporte. Assim, viu-se que o espaço do cicloviajante pode ser visto a partir da perspectiva do slow travel, movimento que segue na contramão do turismo de massa, possibilitando ao turista melhores experiências por não se permitir uma viagem vivida em função do tempo. E, por fim, o quinto capítulo apresenta os resultados e discussões da pesquisa online, publicada em grupos da rede social Facebook específicos de cicloviajante, corroborando algumas ideias trabalhadas nos capítulos anteriores. A pesquisa obteve 241 respostas, mostrando que os respondentes se autodeclaram cicloviajantes, porém quando separados por continentes (América do Sul e Norte e Europa), somente os sul americanos se autodeclaram cicloturistas. Além disso, a maioria deles estão na faixa dos 35 aos 44 anos, preferem rotas que passam por áreas ou cidades rurais, porém se contradizem quando declaram que quando estão pernoitando em cidade optam por visitar atrativos turísticos. A maioria dos respondentes costumam viajar com amigos e/ou familiares ao longo de toda viagem. Ademais, a principal motivação em se fazer uma cicloviagem é a aventura dela.
metadata.dc.description.abstractother: The growth of bicycle tourism in Brazil and in the world, as well as the different ways of using the bicycle as a means of transport during tourist activity, has aroused the interest of researchers worldwide. In this work, the main objective was to understand the dynamics of bicycle travel from reports of bicycle travelers in a transversal way with texts that cover consumption and space. And, as specific objectives, check whether or not there is a difference between bicycle travel and bicycle tourism through their definitions and characteristics; understand how consumption takes place on bicycle travel; to verify the relationship between the theory of the tourist space and the space occupied by the cyclist, and from that, to understand the touristic space of the cyclist. In order to achieve the objectives, quali-quanti research was used, as it allows the use of different methodologies. From chapter 1 to chapter 4, we opted for bibliographic research, articulating with reports of two cycle travelers (Isabela Caruso and Sven Schmid). While, in chapter 5, the structured questionnaire was used, divided into three sections (i) introduction; (ii) activities and behavior; (iii) characteristics of bicycle travelers. From the epistemological study of the word cyclotourism, in the first chapter, it was noted that its use is not wrong, but mistaken. With this, a new nomenclature is suggested, bicycle tourism, encompassing all tourist activities that use the bicycle and, as sub-segments, bicycle tourism, bicycle travel and bicycle sports. The continuation of the research is restricted to the study of bicycle paths. In the second chapter, a bibliographic survey was carried out in order to verify which subjects related to bicycle tourism are most researched. At the end of the chapter, there was a gap, mainly in relation to research on bicycle paths. The third chapter discusses the relationship between cyclists and consumption, using thinkers like Zygmunt Bauman, Paul Bloom and Daniel Kahneman. It was possible to perceive that the bicycle paths, based on the two reports, are against consumerism. Based on the discussion between these authors, a new concept called mobile capital can be presented, where all possibilities in any type of transport demand that the individual have capital for his displacement. The fourth chapter addresses the issue of space from the perspective of scholars in the fields of geography, philosophy and architecture. It was noticed the real complexity of the space, especially when it comes to the tourist space of the cyclist. Boullón's tourist area proved to be fragile because it limited tourists to part of the space and disregarded the bicycle as a means of transport. Thus, it was seen that the space of the bicycle path can be seen from the perspective of slow travel, a movement that goes against the grain of mass tourism, enabling the tourist to have better experiences because it does not allow a journey lived in function of time. And, finally, the fifth chapter presents the results and discussions of the online survey, published in groups of the social network Facebook specific to cyclists, corroborating some ideas worked in the previous chapters. The survey obtained 241 responses, showing that the respondents declared themselves to be cyclists, but when separated by continents (South and North America and Europe), only the South Americans declared themselves to be cyclists. In addition, most of them are between 35 and 44 years old, prefer routes that pass through rural areas or cities, but contradict themselves when they declare that when they are staying in the city they choose to visit tourist attractions. Most respondents usually travel with friends and / or family members throughout the trip. In addition, the main motivation for doing a cycle trip is her adventure.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/14738
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