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Title: Vozes subalternas na Literatura Brasileira de expressão amazônica: uma análise de Dalcídio Jurandir, Márcio Souza e Milton Hatoum
Authors: Penalva, Liozina Kauana De Carvalho
metadata.dc.contributor.advisor: Figueiredo, Eurídice
metadata.dc.contributor.members: Chiarelli, Stefania Rota
Patrocínio, Paulo Roberto Tonani do
Figueiredo, Carmem Lúcia Negreiros de
Carrizo, Silvina Liliana
Issue Date: 22-Aug-2020
Abstract: Os relatos dos primeiros viajantes, missionários, cronistas e cientistas apresentam a Amazônia brasileira com características que geralmente convergem para o mesmo ponto: a perspectiva de cultura única, corroborada pela insistente negação da diferença e da alteridade. Consciente dessa problemática, a proposta é entender a maneira pela qual as formas de alteridade racial/cultural/histórica são demarcadas no texto literário de caráter amazônico, com a finalidade de perceber os limites do discurso representacional de grupos subalternos. O corpus desta pesquisa foi formado por uma seleção de textos literários de Milton Hatoum, Dalcídio Jurandir e Márcio Souza, escritores amazônicos que contrariam um tipo de literatura produzida na/ sobre a Amazônia, construindo narrativas que dão visibilidade a sujeitos e culturas subalternizados, como observado em Dois Irmãos (2000) e Cinzas do Norte (2005), de Milton Hatoum, em Chove nos Campos de Cachoeira (1940), de Dalcídio Jurandir; e em A caligrafia de Deus (1994), de Márcio Souza. A intenção é fazer o mapeamento de algumas vozes subalternas que permeiam a escrita desses autores e que auxiliam na análise do estoque de imagens criado desde o processo de colonização e exploração do território amazônico, isso porque se tem a consciência de que essas imagens são imprescindíveis nas relações de identificação desse espaço. Para isso, tomamos como ponto de partida as discussões de Homi K. Bhabha, Stuart Hall, Jacques Derrida, Walter Mignolo e Ana Pizarro, que têm ajudado a pensar a identidade cultural não como uma essência fixa e homogênea, que se mantém imutável, fora da história e da cultura, mas como um processo que se encontra em constante diálogo e transformação. Com o intuito de problematizar e desestabilizar hierarquias impostas pelo modelo hegemônico, essa tese contribui para que sejam ouvidas as vozes e versões silenciadas historicamente, propondo rediscutir epistemologias, discursos e ideias preconceituosas que mantêm estruturas de exclusão e impedem a manifestação da diferença
metadata.dc.description.abstractother: The accounts of the first travelers, missionaries, chroniclers and scientists present the Brazilian Amazon with characteristics that generally converge on the same point: the perspective of a unique culture, corroborated by the insistent denial of difference and otherness. Aware of this problem, the proposal is to understand the way in which forms of racial/cultural/historical alterity are demarcated in the Amazonian literary text, with the purpose of perceiving the limits of the representative discourse of subaltern groups. The corpus of this research was formed by a selection of literary texts by Milton Hatoum, Dalcídio Jurandir and Márcio Souza, Amazonian writers who oppose a type of literature produced in/about the Amazon, building narratives that give visibility to subalternized subjects and cultures, as observed in Dois Irmãos (2000) and Cinzas do Norte (2005), by Milton Hatoum, in Chove nos Campos de Cachoeira (1940), by Dalcídio Jurandir; and in A Caligrafia de Deus (1994), by Márcio Souza. The intention is to map some subaltern voices that permeate the writing of these authors and that help in the analysis of the stock of images created since the process of colonization and exploration of the Amazonian territory, because one is aware that these images are indispensable in the identification relations of this space. To this end, we take as our starting point the discussions of Homi K. Bhabha, Stuart Hall, Jacques Derrida, Walter Mignolo and Ana Pizarro, who have helped to think of cultural identity not as a fixed and homogeneous essence, which remains immutable, outside history and culture, but as a process that is in constant dialogue and transformation. In order to problematize and destabilize hierarchies imposed by the hegemonic model, this thesis contributes to the voices and historically silenced versions being heard, proposing to rediscuss epistemologies, prejudiced discourses and ideas that maintain structures of exclusion and prevent the manifestation of difference
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/14843
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