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Title: O feminino como herói Lusíada: figurações clássicas e medievais no épico camoniano
Authors: Kreischer, Bárbara Cecília
metadata.dc.contributor.advisor: Maffei, Luis
metadata.dc.contributor.members: Gonçalves, Francisco de Souza
Coutinho, Alexandre Montaury Baptista
Batista, Ceila Maria Ferreira
Ruas, Luci
Cruz, Carlos Eduardo Soares da
Issue Date: 2020
Abstract: O presente trabalho teve como objeto de pesquisa os aspectos do feminino n’Os Lusíadas, de Luís de Camões, com as figuras de Vênus, Téthys, as ninfas e como no canto III as rainhas D. Teresa, D. Maria, D. Inês e D. Leonor possuem equivalências de sentido às entidades míticas. A análise centrou-se em apresentar os principais aspectos: a contextualização da mulher na Antiguidade e no Medievo, demonstrando como os tempos Humanistas carregavam em si extensões do pensamento das duas épocas e não somente dos clássicos, como é considerado por muitos estudiosos; a compreensão das noções de que a Idade Média não se encerra no século XVI, mas se manifesta de modo híbrido à cultura humanista no tempo de Camões e as possíveis leituras de Homero, Aristóteles, Platão, Virgílio como referências clássicas; das Crônicas Geral de Espanha e de Fernão Lopes como elemento do medievo e de Orlando Furioso, de Ariosto, como obra contemporânea ao épico trabalhado. Tais leituras são as que aqui mais interessaram e as que possivelmente o poeta teria acessado; como o feminino mítico colabora igualitariamente para a empreitada lusíada das navegações, quando as tríades homem – terra – guerra e mulher – mar – amor se colocam: à primeira vista, oposições, que contudo mostram-se elementos colaboradores entre si para a concepção da viagem lusíada, em que seu ápice ocorre no episódio da Ilha dos Amores, quando as tríades se unem pelo amor e pela cópula embora temporariamente. Ainda nesse aspecto, o feminino se mostra conhecedor de um saber misterioso, mas que é revelado a Vasco da Gama no episódio da Máquina do Mundo; por fim, a análise das rainhas do Canto III, um elemento medieval e carregado de concepções morais do capitão, mostra-se como um equivalente do feminino grego em tempos medievais. Dessa forma, as representações literárias do medievo não aparecem como um hiato entre os gregos e os portugueses, mas uma transfiguração de concepções conciliadas sobre a mulher histórica e a mulher imaginada, que deságuam em uma perspectiva plurissignificante do feminino na obra.
metadata.dc.description.abstractother: The present thesis had as research object the aspects of the feminine in Os Lusíadas, by Luís de Camões, with the figures of Venus, Téthys, the nymphs and how in the Chant III the queens D. Teresa, D. Maria, D. Inês and D. Leonor have equivalences of meaning to mythical entities. The analysis focused on presenting the main aspects: the women contextualization in Antiquity and the Medieval, demonstrating how humanist times carried within themselves the extensions of thought from both eras and not only from the classics, as considered by many scholars; understanding of the notions that the Middle Ages did not end in the 16th century, but also manifested in a hybrid way to the humanist culture in the time of Camões and the possible readings of Homer, Aristotle, Plato, Virgil as classic references and the General Chronicles of Spain and by Fernão Lopes as an element of the medieval and Orlando Furioso, by Ariosto, as a contemporary work to the worked epic. Such readings are of interest here and possibly the poet would have accessed; how the mythical feminine collaborates equally for the lusíada voyage of navigations, when the triads earth - man - war and water - woman - love arise: at first sight, oppositions, which nonetheless prove collaborating elements for the conception of the voyage lusíada, in which its apex occurs in the episode of the Island of the Loves, when the triads are united for the love and the copulation although temporarily. Still in this aspect, the feminine is aware of a mysterious knowledge, however that is revealed to Vasco da Gama in the episode of the World Machine; Finally, the analysis of the queens of Chant III, a medieval element loaded with the captain's moral conceptions, shows itself as an equivalent of the Greek feminine in medieval times. Thus, the literary representations of the medieval do not appear as a gap between the Greeks and the Portuguese, but a transfiguration conciliate conceptions about the woman and the imagined woman, which fall into a plurisignificant perspective of the feminine in the work
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/14960
Appears in Collections:POSLIT - Teses - Niterói

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