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Title: Da feira para a UFF: marcas impressas na narrativa da minha trajetória de vida / escola: um relato autobiográfico
Authors: Silva, Marilene Lourenço da
metadata.dc.contributor.advisor: Fantinato, Maria Cecilia de Castello Branco
metadata.dc.contributor.members: Freitas, Adriano Vargas
Issue Date: 2019
Publisher: Universidade Federal Fluminense
Abstract: O presente trabalho apresenta a narrativa da minha trajetória de vida\escola. Em forma de relato autobiográfico, revisito os caminhos percorridos desde a minha infância em Campina Grande, no interior da Paraíba, entre os lixões e as feiras livres, catando lixo e vendendo frutas e verduras, até os dias atuais, concluinte do curso de Pedagogia de uma instituição superior de ensino. As marcas deixadas, pela escola e pela vida, expressam uma realidade que não é só minha, mas de uma grande parcela da sociedade que nasce em contextos socioculturais desfavoráveis e para quem a escola, como um sonho distante e o trabalho duro, pesado, representa a única alternativa de sobrevivência. E quando frequentar a escola vira uma opção, o currículo e as práticas de alguns professores, nos levam de volta, para nosso lugar de invisibilidade, de experiência de vida e trabalho, de não frequentar os bancos ESCOLARES. E assim, a escola já tem um lugar reservado para esse aluno invisível: o aluno da EJA. Nessa modalidade de educação, o currículo amplifica sua capacidade de invisibilizar o aluno trabalhador. Ante toda essa problemática, e ciente da necessidade de outras possibilidades pedagógicas, na educação superior, tenho o primeiro contato com a etnomatemática, cuja abordagem respeita os diferentes modos de produzir e reproduzir cultura, por meio das ideias matemáticas presentes nos saberes e fazeres do cotidiano do aluno trabalhador e desse modo, ao finalizar minha narrativa, tenho consciência da importância das práticas pedagógicas que conferem autoria e autonomia de ensinar e aprender.
metadata.dc.description.abstractother: This paper presents the narrative of my life / school trajectory. In the form of an autobiographical account, I revisit the paths traveled since my childhood in Campina Grande, in the interior of Paraíba, between garbage dumps and open markets, picking up trash and selling fruits and vegetables, to the present day, concluding the Pedagogy of a higher education institution. The marks left by school and life express a reality that is not only mine, but of a large part of society that is born in unfavorable sociocultural contexts and for whom school, as a distant dream and hard, heavy work, represents the only survival alternative. And when attending school becomes an option, the curriculum and practices of some teachers take us back to our place of invisibility, life and work experience, not going to school benches. And so, the school already has a place reserved for this invisible student: the EJA student. In this mode of education, the curriculum amplifies its ability to make the working student invisible. Given all this problematic, and aware of the need for other pedagogical possibilities, in higher education, I have the first contact with ethnomathematics, whose approach respects the different ways of producing and reproducing culture, through the mathematical ideas present in everyday knowledge and practice. I am aware of the importance of the pedagogical practices that confer authorship and autonomy to teach and learn.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/15961
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