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Title: A indiscrição como ofício: o complexo cafeeeiro revisitado (Rio de Janeiro, c. 1830-c.1888)
Authors: Lourenço, Thiago Campos Pessoa
metadata.dc.contributor.advisor: Castro, Hebe Maria da Costa Mattos Gomes de
metadata.dc.contributor.members: Slenes, Robert Wayne Andrew
Grinberg, Keila
Marquese, Rafael de Bivar
Salles, Ricardo Henrique
Issue Date: 2015
Abstract: Neste estudo tomaremos como questão a reestruturação da escravidão no século XIX no espaço em que a instituição mais se fortaleceu: as zonas da grande lavoura escravista. Centraremos nossa análise em um conjunto de fazendas do vale do café fluminense, de seu processo de montagem, nos anos 1830, até sua derradeira crise, no final da década 1880. Através da alternância de escalas, procuraremos inferir as múltiplas relações entre estrutura e agentes no contexto de construção, desenvolvimento e crise do mundo constituído em torno das fazendas dos irmãos Breves, provavelmente os maiores senhores de escravos do Brasil imperial. Assim, na primeira parte do texto, dimensionaremos os senhores e suas casas, enfatizando o processo de montagem do complexo cafeeiro em sua estreita relação com a reabertura do tráfico ilegal de africanos. Em seguida, analisaremos o resultado desse processo: a constituição de uma cadeia de propriedades articuladas entre si e essencialmente assentadas em uma densa população escrava. Nessa seção, estudaremos os significados da demografia característica das últimas grandes escravarias da América. Na terceira e última parte, acompanharemos os desafios impostos aos senhores na administração de seus complexos, especialmente em relação ao governo dos escravos. Os últimos 40 anos que separam o fim do tráfico atlântico de africanos e a abolição da escravidão no Brasil serão revistos através das agências de senhores, escravos, libertos e livres, nos embates entre a reiteração da dominação escravista e sua implosão.
metadata.dc.description.abstractother: In this study we will take the matter to the slavery restructuring in the nineteenth century in the space where the institution was more strengthened: the areas of large plantation slave. We will center our analysis on the set of farms in the Rio de Janeiro’s coffee valley, their assembly process, in the 1830s, until its last crisis, in the late 1880. Through the alternation of scales we will try to infer the multiple relationships between structure and agents in the construction context, development and world crisis constituted around the brothers Breves’ farms, probably the greatest masters of slaves of the imperial Brazil. Thus, in the first part of the text, we will give dimensions to the lords and their houses, emphasizing the assembly process of coffee production in its close relationship with the reopening of the illegal Africans’ trade. We will then review the outcome of this process: the establishment of a chain of properties connected to each other and essentially settled in a dense slave population. In this section, we will study the meanings of the particular demography of the last great American slaveries. In the third and final part, we will follow the challenges imposed to the lords in managing their complex, especially from the government of slaves. The last forty years between the end of the atlantic African trade and the abolition of slavery in Brazil will be reviewed through the agencies of lords, slaves, freedmen and free people, in clashes between the reiteration of the slave domination and its implosion.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/16008
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