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Title: Avaliação de utilização de misoprostol em maternidade do município do Rio de Janeiro
Authors: Santana, Mariana Coelho
metadata.dc.contributor.advisor: Ferraz, Carla Valéria Vieira Guilarduci
metadata.dc.contributor.members: Ferraz, Carla Valéria Vieira Guilarducci
Braga, Luiz Eduardo
Gomes, Rafaela
Issue Date: 2016
Publisher: Universidade Federal Fluminense
Citation: Santana, Mariana Coelho. Avaliação de utilização de misoprostol em maternidade do município do Rio de Janeiro. 2016. 60f. Monografia de Conclusão de Curso (Especialização em Farmácia Hospitalar) - Faculdade de Farmácia, Universidade Federal Fluminense, 2016.
Abstract: Nas unidades de saúde os partos naturais são preconizados em relação às cesarianas. Para indução de parto, o principal método farmacológico utilizado é o misoprostol, o qual é efetivo, seguro, de baixo custo e de fácil administração, sendo também utilizado em casos de abortamento e contenção de hemorragia pós-parto. No Brasil estão disponíveis, para uso hospitalar, comprimidos vaginais em concentrações de 25 μg, 100 μg e 200 μg. Devido ao seu uso em indução do parto, abortamento e hemorragia pós-parto, é necessário avaliar se o hospital em estudo segue o protocolo preconizado pelo Ministério da Saúde para o uso do misoprostol. Trata-se de um estudo de prescrição-indicação (descritivo e retrospectivo), realizado na unidade de Farmácia de um Hospital Maternidade da rede pública de saúde, localizado nomunicípio do Rio de Janeiro, de porte médio, com 136 leitos que realiza, em média, cerca de 488 partos/mês. Para o cálculo amostral foi utilizado o software EPI INFO 7.1.5, utilizando-se do método de sorteio para obtenção das amostras. Para a análise estatística dos dados, foram realizadas medidas de tendência central (média), dispersão (desvio padrão), distribuição das frequências (absoluta e relativa) e Teste de Qui-quadrado, sendo considerado, o nível de p<0,05 em todas as análises. Foi obtida amostra de 200 prontuários, com subpopulações de 141 gestantes que utilizaram misoprostol de 25 μg e 59 gestantes que utilizaram o de 200 μg. Dos 141 casos de utilização do misoprostol de 25 μg informados no prontuário, 71 mostraram-se apropriados, de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, a maioria das indicações (68) foi para indução de parto, seguida de 3 para aborto retido/óbito fetal no 3o trimestre de gestação. Já dos 59 casos de indicação de misoprostol 200 μg, 37 corresponderam à utilização para manejo de casos para hemorragia pós-parto, 3 casos foram referentes ao aborto retido entre a 13a e 17a semana de gestação, 3 casos para aborto retido entre a 18a e 26o semanas, 2 casos para óbito fetal no primeiro trimestre, 8 para óbito fetal entre a 13o e 17a semanas, 5 para óbito fetal entre a 18a e 26a semanas e 1 caso para aborto cirúrgico. Apenas 4 das indicações para uso em hemorragia pós-parto foram consideradas inadequadas. As gestantes caracterizadas possuíam média de idade de 20 a 34 anos para ambas as apresentações do medicamento, porém, em relação ao número de gestações e paridade, as submetidas ao tratamento com misoprostol de 25 μg eram em maioria de primeira gestação (65) e primíparas (81), enquanto que as submetidas ao tratamento com o misoprostol de 200 μg eram de 2a gestação (21) e primíparas (39). A adoção de partos vaginais no hospital durante o período de estudo foi adequada, estando o percentual de partos cesarianos abaixo da média nacional. A DDD estabelecida para o hospital foi menor do que a considerada pela OMS. Dos 200 prontuários que tiveram sua terapêutica analisada, 87 (43,5 %) foram classificados como uso inadequado, por não seguir o protocolo estabelecido pelo MS para uso do medicamento misoprostol.
metadata.dc.description.abstractother: In the health units, natural deliveries are recommended in relation to cesareans. The main pharmacological method used for induction of labor is misoprostol, which is effective, safe, low cost and easy to administer, and is also used in cases of abortion and containment of postpartum haemorrhage. In Brazil, vaginal tablets in concentrations of 25 μg, 100 μg and 200 μg are available for hospital use. Due to its use in labor induction, abortion and postpartum haemorrhage, it is necessary to evaluate whether the hospital under study follows the protocol recommended by the Ministry of Health for the use of misoprostol. This is a prescriptive-indication study (descriptive and retrospective), carried out at the Pharmacy unit of a Maternity Hospital of the public health network, located in the city of Rio de Janeiro, of medium size, with 136 beds, Approximately 488 deliveries per month. For the sample calculation, the EPI INFO 7.1.5 software was used, using the draw method to obtain the samples. For the statistical analysis of the data, measurements of central tendency (mean), dispersion (standard deviation), distribution of frequencies (absolute and relative) and Chi-square test were performed, being considered, the level of p <0.05 in All analyzes. A sample of 200 medical records was obtained, with subpopulations of 141 pregnant women using 25 μg misoprostol and 59 pregnant women using 200 μg. Of the 141 cases of misoprostol use of 25 μg reported in the medical record, 71 were appropriate, according to the protocol of the Ministry of Health, most of the indications (68) were for induction of labor, followed by 3 for abortion / Fetal death in the third trimester of gestation. Of the 59 cases of misoprostol 200 μg indication, 37 corresponded to the use for case management for postpartum haemorrhage, 3 cases were related to abortion retained between the 13th and 17th week of gestation, 3 cases for abortion retained between the 18th and 26 weeks, 2 cases for fetal death in the first trimester, 8 for fetal death between the 13th and 17th weeks, 5 for fetal death between the 18th and 26th weeks and 1 case for surgical abortion. Only 4 of the indications for use in postpartum haemorrhage were considered inadequate. The pregnant women had a mean age of 20 to 34 years for both presentations of the drug, but, in relation to the number of pregnancies and parity, those who underwent misoprostol treatment of 25 μg were in the majority of first gestation (65) and primiparous (81), whereas those submitted to treatment with 200 μg of misoprostol were of the second gestation (21) and primiparous (39). The adoption of vaginal deliveries at the hospital during the study period was adequate, with the percentage of cesarean deliveries below the national average. The DDD established for the hospital was lower than that considered by the WHO. Of the 200 charts that had their therapy analyzed, 87 (43.5%) were classified as inappropriate use, because they did not follow the protocol established by the MS for the use of the drug misoprostol.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/16573
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