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Title: Cristãos, pagãos e cultura escrita: as representações do poder no Império Romano dos séculos IV e V d. C.
Authors: Lemos, Márcia Santos
metadata.dc.contributor.advisor: Araújo, Sônia Regina Rebel de
metadata.dc.contributor.members: Cardoso, Ciro Flamarion S.
Rosa, Claudia Beltrão da
Silva, Gilvan Ventura da
Bustamante, Regina Maria da Cunha
Issue Date: 2009
Citation: LEMOS, Márcia Santos. Cristãos, pagãos e cultura escrita: as representações do poder no Império Romano dos séculos IV e V d. C. 2009. 270 f Tese (Doutorado em História) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2009.
Abstract: Este trabalho tem como objetivo tornar evidente como a cultura escrita, no Império Romano dos séculos IV e V d.C., foi utilizada tanto pelo episcopado cristão quanto pelos autores vinculados à elite senatorial romana pagã para veicular um conjunto de idéias morais e políticas de seus respectivos grupos. Com este propósito selecionamos dois corpora constituídos por textos produzidos por escritores pagãos e cristãos e organizamos a análise da documentação conforme a perspectiva teórico-metodológica do Estruturalismo Genético de Lucien Goldmann e de uma técnica semiótica, a da “leitura isotópica”. A primeira parte do trabalho cumpre a função de apresentar as estruturas a partir das quais os textos foram produzidos e a segunda parte busca revelar a estrutura significativa dos discursos, com o auxílio da leitura isotópica, conforme estabelecida por Greimas e Courtés. Objetivamos fazer uma análise dialética que nos permita achar as interações entre os textos e as visões de mundo próprias da elite dirigente romana do período. Com este fim, organizamos a tese em quatro capítulos: O Império e a Igreja; A cultura escrita e a memória coletiva; O mos maiorum e as representações do imperador romano; e, por fim, O cristianismo e a imagem da monarquia na literatura episcopal. Essas partes articuladas nos permitirão verificar a força da escrita para preservar a memória dos grupos em estudo e seus limites e eficácia para selecionar e fixar valores que balizam as representações do poder imperial.
metadata.dc.description.abstractother: This work aims to make clear how the written culture, in the Roman Empire in the 4th and 5th centuries A.D., was used by both the Christian episcopate and the authors linked to the pagan Roman senatorial elite to convey a set of moral and political ideas of their respective groups. With this purpose, we select two corpora consisting of texts produced by pagan and Christian writers and organize the documentation analysis according to the theoretical and methodological perspective of Lucien Goldmann’s Genetic Structuralism and of a semiotic technique, the “isotopic reading”. The first part of the work performs the role of presenting the structures from which the texts were produced and the second one seeks to reveal the significant structure of the discourses, with the aid of the isotopic reading, as established by Greimas and Courtés. We aim to carry out a dialectical analysis that allows us to find the interactions between the texts and the worldviews inherent to the leading Roman elite of the period. With this aim, we organize the thesis in four chapters: The Empire and the Church; Written culture and collective memory; The mos maiorum and the representations of the roman emperor; and, finally, Christianity and the image of monarchy in the episcopal literature. When articulated, these parts will enable us to verify the power of writing in preserving the memory of the studied groups and its limits and effectiveness in selecting and setting values which mark out the representations of the imperial power.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/21415
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