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Title: Perfil do uso de medicamentos entre alunos do ensino médio em uma escola da rede pública do rio de janeiro
Authors: Ramos, Thales Brandi
metadata.dc.contributor.advisor: Castilho, Selma Rodrigues de
metadata.dc.contributor.members: Retto, Maely Pecanha Favero
Bueno, Denise
Issue Date: 15-Jan-2020
Citation: RAMOS, Thales Brandi. Perfil do uso de medicamentos entre alunos do ensino médio em uma escola da rede pública do Rio de Janeiro. 2020. 91f. Dissertação (Mestrado profissional em Administração e Gestão da Assistência Farmacêutica) - Faculdade de Farmácia, Universidade Federal Fluminense, 2020.
Abstract: INTRODUÇÃO: O fortalecimento das atividades clínicas demanda que o farmacêutico assuma posição mais voltada para a orientação, informação e educação dos pacientes. No Brasil, cerca de 25 % das intoxicações ocorrem por conta de medicamentos, sendo 17,4 % dos casos na população entre 10 e 19 anos de idade. Dentro dessa faixa etária, de acordo com a Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização, Promoção do Uso Racional de Medicamentos (PNAUM), 30,6 % da população faz uso de medicamentos, principalmente devido a serem alvos frequentes de ações publicitárias e terem alta prevalência de automedicação. A internet tem sido usada como fonte de informação em saúde de grande relevância para população, apesar de ser um grande desafio a regulação da qualidade dos conteúdos. O caminho para reverter ou minimizar esses efeitos deve focar em ações de educação em saúde. Algumas experiências documentadas em sala de aula mostram que é possível trabalhar assuntos relacionados a medicamentos associados com o currículo nacional. OBJETIVO: Traçar o perfil do uso de medicamentos por alunos do ensino médio de uma escola da rede pública estadual do Rio de Janeiro, identificando práticas de automedicação e principais fontes de informação sobre medicamentos. METODOLOGIA: Foi realizado um estudo transversal com 232 alunos do ensino médio regularmente matriculados em uma escola estadual, localizado na cidade de Queimados no Estado do Rio de Janeiro entre os meses de junho a agosto de 2019. Foi aplicado um questionário anônimo semiestruturado com perguntas sobre características sociodemográficas, consumo cotidiano de substâncias, acesso aos serviços de saúde, uso regular de medicamentos e nos 15 dias anteriores à pesquisa, frequência e motivos de automedicação e fonte de informação sobre medicamentos. RESULTADOS: Entre os turnos, foram encontradas associações significativas em relação a idade, retenção escolar, atividade remunerada, consumo de bebidas alcoólicas e consultas a outros profissionais de saúde. O uso regular de medicamentos foi observado em 31,90 % dos alunos, enquanto o uso nos 15 dias anteriores em 77,16 %. A automedicação regular foi relatada por 17,67 % dos estudantes principalmente para alívio de dores (63,09 %), alergia (17,35 %) e alívio de tensões e estresses (10,41 %). Nos dois usos, os medicamentos mais citados foram dipirona, Dorflex e anticoncepcionais. Em comparação, o uso regular apresentou maior orientação médica, enquanto o uso nos 15 dias anteriores obteve maior indicação pelo farmacêutico. A maior parte dos alunos (75,86 %) responderam ter acesso a informação sobre medicamentos na escola, principalmente pelos professores (32,48 %). Os profissionais de saúde foram identificados como a maior fonte de informações (42,67 %). Na internet, as ferramentas mais citadas foram canais do YouTube (32,03 %), pesquisas no Google (23,49 %) e Facebook (17,79 %). CONCLUSÃO: O elevado percentual de uso de medicamentos e automedicação reforçam a relevância da atuação do farmacêutico nas escolas, atuando como educador em saúde e promovendo o uso racional de medicamentos. Além disso, a influência da Internet no consumo desses produtos acentua a necessidade de mecanismos de regulação e avaliação daquilo que é veiculado na rede. Como produto desse trabalho foram desenvolvidas diversas palestras sobre uso racional de medicamentos tanto no ambiente de estudo quanto em outros locais, com grande aceitação por parte dos participantes.
metadata.dc.description.abstractother: INTRODUCTION: The strengthening of clinical activities requires the pharmacist to take a more focused position on patient orientation, information and education. In Brazil, about 25 % of intoxications happen because of drug use, with 17,4 % of the cases in the population between 10 and 19 years old. Within this age range, according to the Pesquisa Nacional de Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos (PNAUM – National Survey on Access, Use and Promotion of Rational Use of Medicines), 30,6% made use of drugs mostly due to frequent advertising actions and high prevalence of self-medication. Internet has been used as source of health information of great relevance for people, despite being a huge challenge the quality of the content. The way to reverse or minimize these effects must focus on health education actions. Some documented experience in classroom show that it is possible to work on these subjects related to drugs associating to the national curriculum. OBJECTIVE: To map drug use profile by high school students in a public state school from Rio de Janeiro, identifying self-medication practices and main source of information about drugs in the internet. METHODOLOGY: A cross-sectional study was performed with 232 high school students regularly enrolled in a state school in the morning and night shifts placed on Queimados, Rio de Janeiro State. An anonymous semi-structured questionnaire was applied with questions about demographic characteristics, daily substances use, access to health services, regular and previous 15 days drug use, frequency and motives for self-medication and source of information about drugs. RESULTS: Between the shifts, significant associations were found in relation to age, school failure, paid activity, alcoholic beverages consumption and other health professionals’ appointments. Drug use was observed in 31,90 % of students while previous 15 days use in 77,16 %. Regular self-medication was reported by 17,67 % mostly due to pain relief (63,09 %) allergy (17,35 %) and stress and tensions relief (10,41 %). In both uses, the most cited drugs were dipyrone, Dorflex and contraceptives. In comparison, regular use had higher medical orientation while 15 days use had higher pharmaceutical indication. Most of students (75,86 %) reported access to information about drugs in school mainly by teachers (32,48 %). Health professionals were identified as the biggest source of information (42,67 %). On the internet, the most cited tools were YouTube channels (32,03 %), Google searches (23,49 %) and Facebook (17,79 %). CONCLUSION: The high percentage of drug use and self-medication reinforce the pharmacist role in schools, acting as a health educator and promoting drug utilization. Besides that, Internet influence in consumption of these products accentuates the need of regulation and evaluation mechanisms of the what is said in the network. As a product of this study, several lectures about drug utilization were performed in the school of study and other sites, with great acceptance by the participants.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/21665
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