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Title: Através do espelho: cotidiano e banalidade do mal em Black Mirror
Authors: Scarcello, Daniel Alves
metadata.dc.contributor.advisor: Silva, Denise Tavares da
metadata.dc.contributor.members: Ribeiro, Renata de Rezende
Cánepa, Laura Loguercio
Issue Date: 2021
Citation: SCARCELLO, Daniel Alves Através do espelho : Cotidiano e banalidade do mal em Black Mirror. 2021. 161f. Dissertação (Mestrado em Mídia e Cotidiano)- Universidade Federal Fluminense, Niterói (RJ), 2021.
Abstract: Este trabalho foca a produção seriada Black Mirror, reconhecido fenômeno cultural de público e crítica. O objetivo é discutir como a série ancora (ou não) sua narrativa na “banalidade do mal” – conceito cunhado por Hannah Arendt, mas trabalhado em nosso texto em um diálogo ampliado com outros autores -, e nas relações e cenários cotidianos. Justifica-se o percurso da pesquisa no reconhecimento do produto audiovisual como elemento potente da cultura, em especial pela admissão de estarmos vivenciando o processo de midiatização, em que a relação mídia e cotidiano nos parece estruturante do tecido social. Nesta posição, problematizar as narrativas de uma série que reverbera em expressões acionadas no cotidiano midiático, soma-se aos esforços de localizar e compreender o papel da comunicação em uma sociedade que vivencia grandes dificuldades de superar suas desigualdades sociais. Tal lugar acionou, para nós, dois caminhos que se entrelaçaram nesta investigação. Um, que buscou levantar o “estado da arte” do seriado, identificando, em especial, como a mídia, a academia e o público (com uma breve amostragem exploratória) se relacionaram com a série. E, outro, em que empreendemos a discussão sobre a banalidade do mal e cotidiano em nosso objeto de pesquisa, observado, particularmente, por sua linguagem, narrativa, hibridização de gêneros e temáticas exploradas. Tais percursos foram realizados em diálogos com Zygmunt Bauman, Susan Neiman, Nadia Diniz, Agnes Heller, Douglas Kelnner, Jonathan Crary e John B. Thompson, entre outros. Vale ressaltar que nossa metodologia é quanti-qualitativa e se estrutura em processo dialético, isto é, parte da própria série e a ela volta, o que, na dissertação, significou apresentar, em termos quantitativos, como esse “mal” está presente nas narrativas de Black Mirror, e a destacar um episódio representativo de cada uma das três chaves argumentativas que localizamos: “Smithereens”, “Black Museum” e “Manda quem pode”. Com esse percurso metodológico acreditamos ter localizado que os elementos do cotidiano diegético em Black Mirror são reforçados por escolhas narrativas e de linguagem (audiovisual) que buscam o impacto e o choque, gerando diferentes graus de representação e reflexão sobre a banalidade do mal nos episódios da série. A pesquisa nos apresentou elementos significativos do imaginário sobre Black Mirror, e como o mesmo pode ser assimilado na vida “real”, além de mostrar como a ideia da banalidade do mal é constante no seriado, sob as mais diversas formas.
metadata.dc.description.abstractother: This work focuses on the serial production Black Mirror, a recognized cultural phenomenon of public and critics. The goal is to discuss how the TV show anchors (or not) its narrative in the concept of “banality of evil” - a concept created by Hannah Arendt but used in our work in an expanded dialogue with other authors -, and in the relationships and everyday scenarios. The research path is justified in the recognition of the audiovisual product as a powerful element of culture, especially admitting that we are experiencing the mediatization process, in which the relationship between media and daily life seems to structure the social structure. In this position, to problematize the narratives of a program that reverberates in expressions triggered in the daily media adds to the efforts to locate and understand the role of communication in a society that experiences great difficulties in overcoming its social inequalities. Two paths of investigation were, then, produced. One, which sought to raise the “state of the art” of the series, identifying, in particular, how the media, the academy and the audience (with a brief exploratory sample) were related to the series. And another, in which we undertake the discussion about the banality of evil and everyday life in our research object, observed, particularly, for its language, narrative, hybridization of genres and themes explored. Such courses were carried out in dialogues with Zygmunt Bauman, Susan Neiman, Nadia Diniz, Agnes Heller, Douglas Kelnner, Jonathan Crary and John B. Thompson, among others. It is worth mentioning that this methodology is quantitaive/qualitative, and structures itself in a dialect process. That is, it comes from the own show and comes back to it. In this work, this meant presenting, in quantitative terms, how this “evil” is present in the narratives of Black Mirror, and highlighting an episode representative of the three argumentative keys that we find: “Smithereens”, “Black Museum” and “ Shut up and dance ”. With this methodological path, we believe to have found the elements of of the diegetic daily life in Black Mirror are reinforced by narrative and language (audiovisual) choices that seek impact and shock, generating different degrees of representation and reflection on the banality of evil in the episodes of the series. The research presented us with significant elements of Black Mirror imagery, and how it can be assimilated in “real” life, in addition to showing how the idea of the banality of evil is constant in the series, in the most diverse forms.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/21679
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