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Title: Efeito do treinamento aeróbio sobre a composição corporal e as variáveis metabólicas de ratos wistar submetidos à dieta rica em frutose
Authors: Kindlovits, Raquel
metadata.dc.contributor.advisor: Medeiros, Renata Frauches
metadata.dc.contributor.advisorco: Nóbrega, Antonio Claudio Lucas
metadata.dc.contributor.members: Azeredo, Vilma Blondet de
Boaventura, Gilson Telles
Issue Date: 2016
Publisher: Universidade Federal Fluminense
Abstract: As doenças cardiovasculares (DCV) são a maior causa de morte no mundo, sugere-se que essa alta incidência seja causada por fatores de risco modificáveis, como alimentação e sedentarismo. Sabe-se que treinamento aeróbio é importante para prevenção de DCV, porém não se sabe se este poderia prevenir o aparecimento de alterações cardiometabólicas em um modelo com alterações subclínicas sob constante estímulo do agente agressor. Logo, o objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos do treinamento aeróbio sobre as variáveis cardiometabólicas de ratos Wistar em alto risco de desenvolvimento de síndrome metabólica. O experimento foi realizado com ratos Wistar machos, adultos, que foram alocados em dois grupos: Controle (C) e Frutose (F). O grupo F recebeu durante todo o protocolo frutose a 10% na água de beber. Após duas semanas de tratamento, uma parte dos animais foram eutanasiados para análises bioquímicas e composição corporal. Após esse período, cada grupo foi subdividido em dois grupos: sedentário (C e F) e treinado (CT e FT). O exercício consistiu em oito semanas de treinamento aeróbio de intensidade moderada, baseado em um teste de esforço máximo (TEM). Foi realizado o acompanhamento do ganho de massa corporal, ingestão calórica e foi realizado o TEM antes e após o protocolo experimental. Após duas e dez semanas foram analisados os resultados de glicose, insulina, triacilglicerol (TAG), isoprostano, enzima superóxido dismutase (SOD), peso do tecido adiposo branco (TAB), peso do músculo sóleo, lipídio e proteína pela técnica da carcaça. Durante o protocolo experimental não foi observado diferença em relação à ingestão calórica (P=0,16). Após duas semanas de ingestão de frutose foi visto que grupo F apresentou maiores valores de insulina (P=0,04), isoprostano (P=0,04), tecido adiposo branco (P=0,04) e lipídio da carcaça (P=0,03). Porém não foi observado diferença quanto à glicose (P=0,28). Quanto ao TAG, o grupo F apresentou um valor 26% (P=0,15) maior que C. Adicionalmente, a SOD (P=0,96), peso do músculo sóleo (P=0,81) e proteína da carcaça (P=0,69) não apresentaram diferença entre os grupos. Após 10 semanas de tratamento, foi observado que o treinamento aeróbio foi efetivo já que os grupos que o realizaram (CT e FT) aumentaram a velocidade percorridas no TEM ao final do protocolo (P<0,001). Adicionalmente, o peso do músculo sóleo (P=0,01) e a SOD (P<0,0001) foram maiores nos animais treinados. Não houve diferença entre os grupos em relação ao ganho de massa corporal, glicose sérica e peso do TAB. Já em relação ao isoprostano (P=0,007) e à insulina (P=0,02) o grupo F apresentou maiores valores do que o grupo C, enquanto os animais do grupo FT tiveram valores semelhantes aos dos grupos C e CT, assim como o lipídio da carcaça (P=0,013). Portanto, a ingestão de uma dieta rica em frutose pelo período de duas semanas levou ao aparecimento de alterações metabólicas, enquanto o treinamento aeróbio foi capaz de prevenir o aparecimento de síndrome metabólica, bem como reverter alterações subclínicas, mesmo com a constante presença do agente nocivo.
metadata.dc.description.abstractother: Cardiovascular diseases (CVD) are the leading cause of death in world, it is suggested that this high incidence is mainly caused by modifiable risk factors, such as diet and physical inactivity. It is known that aerobic training is important for prevention of CVD, but it is not known whether the training could prevent the appearance of cardiometabolic alterations in a model with subclinical changes with constant stimulus of an malefic agent. Therefore, the aim of this study was to evaluate the effects of aerobic training on the cardiometabolic variables of Wistar rats at high risk of developing metabolic syndrome. The experiment was conducted in male, adults Wistar rats, which were divided into two groups: control (C) and fructose (F). The F group received during the protocol 10% of fructose in drinking water. After two weeks of treatment, a part of the animals were sacrificed for biochemical and corporal composition analysis. After that, each group was divided into two groups: sedentary (C and F) and trained (CT and FT). The exercise consisted of eight weeks of aerobic training of moderate intensity, based on a maximal exercise test (MET). It was monitored the body weight gain, calories and it was performed the MET before and after the experimental protocol. After two and ten weeks were analyzed the results of glucose, insulin, triacylglycerol (TAG), isoprostane, superoxide dismutase (SOD) and WAT’s weight, soleus muscle weight, lipid and protein by carcass technique. Throughout the experimental protocol, it was not observed difference regarding caloric intake (P = 0.16). After two weeks of high fructose ingestion, it was seen higher insulin (P = 0.04), isoprostane levels (P = 0.04), WAT weight (P = 0.04) and carcass lipid (P=0.03). However, no difference was observed in serum glucose (P = 0.28). In relation to TAG, F group showed a value 26% higher than C group (P=0.15). In addition, SOD (P=0.96), soleus muscle weigth (P=0.81) and carcass protein (P=0.69) were not difference between groups. After 10 weeks of treatment, it was observed that aerobic training was effective since the trained groups (CT and FT) increased their velocity at the end of the protocol (P<0.001). Additionally, the soleus muscle weight (P=0.01) and SOD (P<0,0001) were higher in trained animals. There was no difference between the groups in relation to body mass gain, serum glucose and WAT weight. In relation to the isoprostane (P=0.007) and insulin (P=0.02) the F group showed higher values than the C group, whereas the animals of FT group had similar values as C and CT groups as carcass lipid (P=0.013). Therefore the ingestion of a high fructose diet for two weeks leads to the onset of subclinical metabolic disorders, while the aerobic training was able to prevent the appearance of metabolic syndrome, as well as reverse subclinical changes, even with the constant presence of the harmful agent.
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/2325
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