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Title: Sujeito entre línguas: a produção textual como possível espaço discursivo para inscrição e tomada da palavra na língua outra
Authors: Santana, Christiano Titoneli
metadata.dc.contributor.advisor: Silva, Silmara Cristina Dela
metadata.dc.contributor.members: Nardi, Fabiele Stockmans de
Mello, Giovana Cordeiro Campos de
Caldas, Beatriz Fernandes
Issue Date: 13-Apr-2017
Abstract: Esta pesquisa busca analisar o sujeito entre línguas que intenta (in)conscientemente empreender a produção textual em língua estrangeira (LE) como possível espaço discursivo. Para tanto, estudamos as possíveis pistas deixadas pelo sujeito, que podem ser figuradas como gesto interpretativo, paráfrase ou lapsos. Tais vestígios serão analisados de modo a estudar a inscrição e a tomada da palavra do sujeito na LE quando contorna o seu “querer-dizer” na LE. Para compreendermos a produção textual na visada discursiva, recorremos à noção de espaço discursivo empreendido por Maingueneau (1989) para dele propormos um deslocamento. Além disso, para estudarmos a noção de tomada da palavra, voltamo-nos a De Nardi (2002) e, a respeito dos lapsos, partimos da perspectiva de Maia (2006). É importante ressaltar que esta pesquisa filia-se ao quadro teórico da Análise do Discurso de linha francesa, fundada por Pêcheux (1969/2010), assim como desenvolvida no Brasil por meio dos trabalhos de Orlandi (2013). A constituição do corpus dá-se da seguinte forma: trata-se de alunos universitários de Letras (Português∕Inglês) de diferentes períodos, que foram solicitados a ler o conto Old Man at the Bridge, de autoria de Hemingway (1963), e a produzir um texto em língua inglesa sobre a representação do personagem idoso no conto levando em consideração o cenário da história. Analisamos se o sujeito, ao produzir a produção textual em LE, tomou a palavra e inaugurou a produção textual como possível espaço discursivo em meio a tensões entre línguas. Durante nossa análise, não houve casos de sujeito-aluno que não conseguisse empreender a produção textual como espaço discursivo, houve fragmentações, rupturas e lapsos em alguns momentos. As produções textuais trabalhadas apontaram para dois níveis: o nível autoral, quando o sujeito consegue administrar os sentidos discursivamente; e o nível parafrástico ou empírico, quando o sujeito rearranja o seu texto, faz recombinações sintáticas, mas continua filiado ao sentido estrito do conto – não ousa jogar com a língua
metadata.dc.description.abstractother: This research analyzes the subject between languages that tries to (un)consciously undertake the production of texts in foreign language (FL) as a possible discursive space. We studied the possible clues left by the subject, which can be understood as interpretive gesture, paraphrase or lapses. Such clues will be analyzed in order to study the inscription and the subject's word choice in FL. To understand the textual production in the discursive approach, we use the notion of discursive space undertaken by Maingueneau (1989) so we can adapt it to our studies. In addition, to study the notion of “having the floor”, we turn to De Nardi (2002) and about the lapses, we start from the Maia’s perspective (2006). Importantly, this research is affiliated to the theoretical framework of French Discourse Analysis, founded by Pêcheux (1969/2010), as developed in Brazil through the works of Orlandi (2013). The constitution of the corpus takes place as follows: it is university students of Languages (Portuguese / English) from different semesters, which were asked to read the short story, Old Man at the Bridge, by Hemingway (1963), and to produce a text in English on the representation of the elderly character in the short story, taking into account its scenario. We have analyzed the subject, when producing the text in FL, had the floor and opened the textual production as a possible discursive space amid tensions between languages. During our analysis, there were no cases of subject-student who could not undertake the textual production as a discursive space, there were fragmentation, and lapses at times. The textual productions pointed to two levels: the authorial level, when the subject can manage the meanings discursively; and paraphrastic or empirical level, when the subject rearrange his or her text, make syntactic combinations, but he or she is still affiliated with the strict sense of the story - both do not dare to play with the language
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/3339
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