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Title: Variação entre o presente do indicativo e o presente do subjuntivo: uma análise sociolinguística
Authors: Novo, Idrissa Ribeiro
metadata.dc.contributor.advisor: Silva, Edila Vianna da
metadata.dc.contributor.members: Rosário, Ivo da Costa do
Nobre, Mônica Maria do Rio
Issue Date: 25-Apr-2017
Abstract: Grande parte das gramáticas tradicionais normativas faz uma diferenciação bem marcada entre os modos verbais Indicativo e Subjuntivo: enquanto se considera o Indicativo o modo da certeza, atribui-se ao Subjuntivo o valor da incerteza, da hipótese. Todavia, há casos em que essa distinção não se manifesta tão segura, visto que em orações factuais nem sempre o Indicativo é utilizado, assim como os dois modos, por vezes, podem expressar falta de certeza (PERINI, 2009; 2010). Além disso, CAMARA JR. (2009: 280-281) assevera que “em português, como nas demais línguas românicas, o subjuntivo sofreu a interferência do indicativo e só aparece em determinados tipos frasais, por uma servidão gramatical”. É usado em contextos bem específicos, dentre os quais se destacam: oração independente depois do advérbio de dúvida talvez; oração integrante subordinada a verbos de significação volitiva ou optativa; oração adverbial que desenvolve uma concessividade, uma finalidade ou uma causalidade. Neste trabalho, sob a ótica da Sociolinguística Variacionista, investigou-se a variação entre o presente do indicativo e o presente do subjuntivo, nos referidos contextos sintáticos em que a prescrição gramatical preconiza o uso obrigatório do modo verbal subjuntivo. Assim, analisam-se casos em que, em maior ou menor grau, a expectativa de emprego do subjuntivo é contrariada, gerando enunciados de aceitabilidade duvidosa no âmbito da variante de prestígio do português. Para a consecução dos fins da pesquisa, realizaram-se testes sociolinguísticos de percepção e de produção com turmas iniciais e finais do segundo segmento do Ensino Fundamental e 3º ano do Ensino Médio, em seis escolas públicas e privadas dos municípios de Niterói e Itaboraí e analisaram-se produções textuais dos discentes dessas mesmas escolas. Consideraram-se estatisticamente relevantes as variáveis extralinguísticas tipo de escola, escolaridade e cidade e as variáveis linguísticas contexto sintático e pessoa gramatical com significância estatística. Constatou-se também que a variável contexto sintático pode ser descrita em um continuum, no qual as orações adverbiais de finalidade apresentam maior frequência de uso do subjuntivo, enquanto no polo oposto localizam-se as orações adverbiais de causalidade. Por fim, percebeu-se que a 1ª pessoa gramatical motiva o uso do indicativo, assim como alunos do 6º ano de escolaridade tendem a usar mais frequentemente esse modo verbal nos contextos de uso estudados
metadata.dc.description.abstractother: Many of the traditional normative grammars stablish a well-marked differentiation between Indicative and Subjunctive verbal modes. As the Indicative is considered the mode of certainty, the value of uncertainty, or hypothesis, is attributed to the Subjunctive. However, there are cases where this distinction doesn’t show itself as safe, as in factual clauses the Indicative is not always used, as well as the two modes, sometimes, can express lack of certainty (PERINI, 2009; 2010). In addition, CAMARA JR. (2009: 280-281) states that “in Portuguese, as in other Romanic languages, the subjunctive suffered the interference of the indicative and appears only in certain types of sentences, by a grammatical servitude”. It is used in very specific contexts, among which are: independent clause after the adverb of doubt perhaps; integral clause subordinated to verbs with volitional or optative signification; adverbial clause that develops a concession, a purpose or causality. In this work, from the perspective of variationist sociolinguistics, we investigated the variation between the present tense and the present subjunctive, in those syntactic contexts in which the grammatical prescription recognize to the compulsory use of the verbal mode subjunctive. Thus, we analyzed cases where, to a greater or lesser extent, the expected use of subjunctive is counteracted, creating statements of questionable acceptability under the scope of Portuguese prestigious variant. To the consecution that work, Sociolinguistic tests of perception and production are carried out with initial and final classes of primary education and the second cycle of secondary education in six schools – both the public and private types – in the cities of Niteroi and Itaborai and we analyzed textual productions of the students of those schools. We also consider the extra linguistic variables type of school, schooling and city and as linguistic variables, we considered syntactic context and grammatical person with statistical significance. We also contacted that the variable syntactic context can be described in a continuum which adverbial clauses of purpose had more signal subjunctive use, while at the opposite pole are located the adverbial clauses of causality. Finally, it is clear that the 1 st grammatical person motivates the use of the indicative, as well as students from 6th grade tend to use more often this way in the use of verbal contexts we studied
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/3414
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