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Title: Aprendendo a ler o Pisa: avaliação ou produção de saberes?
Authors: Oliveira, Lidiane dos Santos
metadata.dc.contributor.advisor: Daher, Del Carmen
metadata.dc.contributor.members: Diez, Xoán Carlos Lagares
Rodrigues, Bruno Rêgo Deusdará
Issue Date: 2015
Abstract: Esta pesquisa tem por tema as avaliações em larga escala, especificamente o Programme for International Student Assessment (Pisa). Este exame é realizado trienalmente pela OCDE abarcando três “áreas do conhecimento”: Leitura, Matemática e Ciências. Centramos nossas análises nos relatórios brasileiros referentes à aplicação da prova de leitura nas edições de 2000 e 2009. Nesses documentos observamos características pertinentes aos Discursos Constituintes, conforme as investigações de Maingueneau (2008) e por meio deles, estabelecemos como objetivos: identificar os conhecimentos privilegiados pelo Pisa em seu exame; compreender as medidas usadas para aferir o “desempenho” dos alunos e analisar a relação entre o exame, as políticas públicas e o monitoramento dos sistemas educacionais. Para isso, recorremos às considerações de Maingueneau (1996), Daher e Sant’Anna (2002), Rocha e Gurgel (2002) sobre a leitura como enunciação. Assim, analisamos as matrizes de referência que orientam a formulação das questões da prova de leitura, cujo enfoque é o ato de ler como um processo cognitivo. Os resultados obtidos nesses exames são transformados em dados estatísticos e usados como norteadores de políticas públicas. Nesse sentido, são importantes as análises de Foucault (2008;2014) sobre Biopolítica, as ações de controle do Estado sobre sua população. Entendemos ser o exame Pisa, assim como outros exames em larga escala, ponto central de recentes políticas públicas educacionais, nas quais o Estado passa a ter a função de regular a educação pública em vez de promovê-la
metadata.dc.description.abstractother: Esta investigación tiene por tema las evaluaciones en larga escala, específicamente el Programme for International Student Assessment (Pisa). Este examen se lleva a cabo trienalmente por OCDE y abarca tres “áreas del conocimiento”: Lectura, Matemáticas y Ciencias. Centramos nuestros análisis en los informes oficiales brasileños referentes a la aplicación da la prueba de lectura en las ediciones de los años 2000 y 2009. En esos documentos, observamos características pertinentes a los Discursos Constituyentes, de acuerdo con los aportes de Maingueneau (2008) y por medio de ellos, establecemos como objetivos: identificar los conocimientos privilegiados por Pisa en su examen; comprender las medidas usadas para aferir el “desempeño” de alumnos y analizar la relación entre el examen, las políticas públicas y la inspección de los sistemas educacionales. Para ello, buscamos las consideraciones de Maingueneau (1996), Daher y Sant’Anna (2002), Rocha y Gurgel (2002) sobre la lectura como enunciación. Así, analizamos las matrices de referencia que orientan la formulación de cuestiones para la prueba de lectura, cuyo enfoque es el acto de leer apenas como un proceso cognitivo. Los resultados obtenidos en esos exámenes son transformados en datos estadísticos y usados como orientadores de políticas públicas. En ese sentido, son importantes los análisis de Foucault (2008; 2014) sobre Biopolítica, las acciones de control del Estado sobre su población. Entendemos ser el examen Pisa, como otros exámenes en larga escala, punto central de recientes políticas públicas educacionales, en las cuales el Estado pasa a tener la función de regular la educación pública en lugar de promoverla
URI: https://app.uff.br/riuff/handle/1/3455
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